quarta-feira, 16 de Abril de 2014

A história desconhecida de como El Salvador baniu totalmente o aborto.


Campanha nacional de oração e milagre de conversão levaram à abolição do aborto em El Salvador.

Fonte: LifeSiteNews

Em El Salvador, o país mais pequeno da América Latina, é absolutamente ilegal uma mulher abortar um filho. É impressionante, e praticamente desconhecida, a história de como, apesar da forte pressão internacional contrária, esta nação garantiu protecção constitucional para as suas crianças desde o início da vida.

Para Julia Cardenal, presidente da "Si a la Vida" (fundação pro-vida), tratou-se de um "milagre". Lembra esta activista que países pequenos como o seu dependem de ajuda internacional ao desenvolvimento, uma ajuda normalmente oferecida com imposição de "direitos reprodutivos" a reboque. Um ministro do governo ter-lhe-á confessado uma vez, depois de voltar de uma reunião na Europa para fins de auxílio estrangeiro, "aquela gente só se interessa por falar de aborto." O mesmo acontece nas conferências internacionais da ONU, nas quais não existem discussões de tratados onde não se tente acrescentar a legalização da matança de nascituros.

Em 1998, um esforço do movimento pro-vida salvadorenho conseguiu remover as excepções do código penal, estabelecidas em 1973 que, em casos de risco da vida da mãe, concepção por estupro e graves malformações congénitas, tornavam o aborto legal. 

No entanto, tratou-se de uma vitória frágil, potencialmente a prazo. Os líderes do movimento pro-vida temiam que, mais cedo ou mais tarde, organismos internacionais conseguissem convencer o país a assinar tratados que atropelassem o código penal, trazendo o aborto de volta a El Salvador. Assim, sabiam que a única maneira de garantir protecção absoluta às crianças por nascer seria uma emenda à constituição, impossível de ser violada por qualquer tratado internacional. Julia Cardenal e o seu movimento iniciaram então uma campanha nacional neste sentido, "o direito à vida desde a concepção" como parte da lei fundamental e suprema daquele país.

O primeiro obstáculo foi ultrapassado quando metade dos legisladores votaram favoravelmente a proposta. Contudo, consagrá-la na constituição impunha que fosse ratificada por uma maioria parlamentar de dois terços. Uma eleição legislativa fez com que muitos deputados pro-vida cedessem os seus lugares a socialistas. Segundo Julia Cardenal, "pensámos que assim seria impossível consegui-lo, mas concluímos que teríamos de tentar e dar o nosso melhor".

Os esforços foram imediatamente retomados, com uma campanha nacional de oração. A batalha espiritual atingiu o seu ponto alto durante os últimos três dias de legislatura daquela ano. O que se passou então assombrou toda a gente. Iniciada a sessão de votação da proposta, a primeira oradora foi uma mulher socialista que declarou:

-Como mulher e médica, dou o meu voto favorável à emenda constitucional.

Depois disto, ninguém votou contra. Como tal, a partir de 3 de Fevereiro de 1999, Salvador "reconhece como pessoa humana todo o ser humano desde o momento da concepção."

Como resultado desta vitória decisiva, o lobby abortófilo internacional continua a tentar impor de novo o aborto, apesar de El Salvador ter motivos para se orgulhar da sua relativamente baixa taxa de mortalidade materna.

Em 2006, o New York Times lançou um ataque contra o movimento pro-vida salvadorenho. Um artigo destacava a dramática situação de uma mulher condenada a trinta anos de prisão por ter realizado um aborto. No entanto, uma investigação do site LifeSiteNews desmascarou a história do artigo como inteiramente falsa. Os documentos do tribunal demonstravam que a mulher, na realidade, fora condenada por infanticídio após ter estrangulado um filho logo após o seu nascimento. Tendo inicialmente recusado fazê-lo, o New York Times viu-se mais tarde obrigado a corrigir a sua história.

Já em 2013, peritos de "direitos humanos" da ONU e activistas abortófilos criaram o escândalo internacional relacionado com uma mulher, doente com lupus e grávida de um bebé com uma doença incurável, supostamente em risco de vida por não lhe ser autorizado o aborto. Foi o famoso "caso Beatriz", o qual terminou com uma menina nascida de cesariana, falecida por causas naturais horas depois, e uma mãe que acabou por recuperar da sua condição. 

O movimento pro-vida de El Salvador têm de se manter constantemente em alerta para campanhas internacionais deste tipo.

" Temos de fazer o nosso trabalho, que é feito através de oração. Se não temos o Espírito, nada feito"
Julia Cardenal
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Comentário:

1.Nenhuma doença se cura matando um bebé.
2.Matar uma pessoa indefesa alegando que ela tem malformações congénitas é querer justificar um acto cobarde acrescentado-lhe uma cobardia suplementar.


Como a progressiva legalização de "excepções" ao aborto em Portugal culminou em genocídio:

 Processo Infanticida em Curso

sexta-feira, 7 de Março de 2014

Aborto. Sim ou não?

Sem rodeios, meias palavras ou rodriguinhos, o Bispo de Bilbau é citado no Jornal de Notícias, (provavelmente horrorizando a redacção). O título da notícia também poderia ser « Bispo Católico fala como Bispo Católico - o drama, a tragédia, o horror. »
" Bispo defende entrega para adopção em casos de gravidez não desejada " 
« O bispo de Bilbau considerou, esta quinta-feira, que a melhor solução que conjuga uma gravidez não desejada e o direito à vida do bebé é a entrega da criança para adopção e a concessão de ajudas estatais durante a gestação.  
Aborto não é solução, diz bispo de Bilbau "O aborto é uma solução má para todos", vincou Mario Iceta numa entrevista à Rádio Euskadi, reconhecendo a situação "dramática e dura" que vive uma mulher que tenha uma gravidez não desejada. O bispo, citado pela agência Efe, também rejeitou o aborto mesmo que exista um risco de vida para a mãe, considerando que hoje em dia essas situações se resolvem com a ajuda da medicina. Sobre a violação, manteve que é "um drama e uma injustiça, que não se soluciona cometendo outra injustiça" e defendeu que "deve cair todo o peso da lei sobre o autor", pedindo que "a criança possa ser dada para adopção". » 
« Seja, porém, o vosso falarSim, sim; Nãonão; porque o que passa disto é de procedência maligna »


Mario Iceta, Bispo de Bilbau
Aborto? A resposta da Igreja é "Não".

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Texto Prometheo Liberto: O Hospital de Moloque

domingo, 2 de Março de 2014

Câmara oculta: a abortista, perante um aborto aos 6 meses: “Não podemos dar à luz um bebé vivo (risos)”

Autoria: João Silveira



O abortadouro chamado Southwestern Women´s Options [Opções para as Mulheres do Sudoeste], poderá continuar a sua missão. São especialistas em abortos tardios, e operam com impunidade sob as leis permissivas desse Estado. Barack Obama é um dos grandes apoiantes deste negócio, e enquanto Senador e depois como Presidente, fez tudo o que estava ao seu alcance para impedir que essas práticas fossem proibidas. Recolhemos informações sobre as instruções dadas às mães que vão a essa clínica, incluindo o terrível “não olhes para baixo" a que são aconselhadas.

Foram gravados por uma câmara oculta, e de novo o Live Action, no dia 8 de Novembro, conseguiu "apanhar" uma mulher grávida, para demonstrar a frieza e o cinismo ("falta de vergonha em mentir ou a defesa e prática de acções ou doutrinas repreensíveis", conforme definido pela Royal Academy ) com que se atende cada caso.

Em baixo mostramos o vídeo completo, e transcrevemos os momentos mais significativos.

00.31 (Recepcionista, que explica que o procedimento dura uma semana.)
Serão 8000 dólares. Ainda está sentada na cadeira? [Risos] Cada semana a mais do que a duração do processo, serão 1000 dólares a mais.

00.57 (Conselheira) Você está de 27 semanas, grávida de 6 meses.

1.06 (Conselheira) Sim, está desenvolvido. Em termos de sobrevivência, teria dificuldades e precisaria da ajuda de uma incubadora. Passaria algum tempo no hospital antes que pudesse levá-lo para casa.

1.37 (Abortista [Drª. Carmen Landau, bolsa de estudos em Cuba]) 
O primeiro dia. Damos-lhe um tiro para que o seu coração pare de bater, ok?

2.06 (Conselheira) Será inserida [a agulha para sugar o cérebro e assim facilitar a saída do bebé] na base do crânio.

(Mãe) Ele vai sentir alguma coisa?

[O vídeo do Live Action apresenta uma caixa que explica que todos os mecanismos que fazem com que o bebé sinta dor estão desenvolvidos às 20 semanas.]

(Conselheira) Eh , quer dizer, eu não estou... não tenho a certeza. Hum... Seria, bem ... Acho que não... Não sei se ele está suficientemente desenvolvido para sentir... Talvez... Isso incomoda-a?

(Mãe) Sim, um pouco, acho eu. E a si?

(Conselheira) [Risos] Ah , bem ... Eu acho que é... eh... é necessários para o processo, e em ultima análise... eh... É a maneira mais segura e mais humana para fazê-lo. Porque... eh... não podemos dar à luz uma criança...viva. [Risos]

(Mãe) Ou seja, é como ter um filho... mas o bébé está morto.

(Conselheira) Um "stillborn".

(Mãe) O que é um "stillborn"?

(Conselheira) "Stillborn" é uma criança morta.

3.10 (Mãe, para a abortista) Você já fez isso antes com pessoas na minha minha si[tuação]?

(Abortista) Sim, muitas vezes.

(Mãe) Já o fez muitas vezes ...

(Abortista) Sim.

(Mãe) Ok .

(Abortista) Sim, sim. As pessoas vêm de todo o país e de todo o mundo à nossa clínica, porque na maioria dos locais não se pode fazer um aborto com mais de 24 semanas. Sendo assim, temos muitas pessoas que já estão realmente muito avançadas na sua gravidez. As leis do Novo México não põem muitos problemas.

in Religión en libertad

terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

O horror do aborto em Portugal

Sete anos depois de ter sido legalizado, começam agora a ser publicados os primeiros relatórios dramáticos e oficiais sobre esta prática inumana que até agora dizimou a vida de mais de 100.000 Portugueses.

De facto, de acordo com os dados publicados no Diário de Notícias, entre 2008 e 2012 foram efectuados 97.996 abortos legais em Portugal, representando um cenário de paulatino e permanente aumento e mostrando que esta opção é entendida, cada vez mais, como um mero procedimento de contracepção.

A humanidade das crianças que foram mortas é, desta forma, posta em causa, dado os abortos feitos em 2012 por opção da mulher corresponderem a cerca de 97% do total de abortos efectuados nesse ano. Ou seja, somente em 437 casos a prática do aborto se ficou a dever a problemas de saúde ou a malformações do feto, sendo que nos restantes 18.408 casos foi pura e simplesmente uma forma simples de resolver um problema imediato.

Mais graves ainda são os números relativos à banalização desta prática! 20,4 % das mulheres que praticaram aborto já tinham feito outros abortos anteriormente, sendo que 4,3% já tinha feito dois, 1,5 % já tinha feito três abortos, e 1,7 % já era o segundo que fazia no mesmo ano.

Para além de um gravíssimo problema de saúde pública, dado tudo isto ser pago com dinheiro do Estado e conferir o direito a regalias que estão próximas daquelas que se conferem ao exercício da própria maternidade, ou seja, obrigando todos os Portugueses (concordem ou não com o aborto) a pagar do seu bolso esta prática, esta realidade pressupõe uma absoluta desumanização da nossa sociedade, que nem sequer confere à criança concebida o direito de ser defendido, dado ser totalmente indefesa no momento em que a sua vida lhe é roubada.

Um cenário inaceitável que deveria obrigar o Estado a repensar uma situação que certamente não traduz a vontade da maioria dos Portugueses.

João Aníbal Henriques
11-02-2014

domingo, 26 de Janeiro de 2014

Washington: dezenas de milhares marcham contra o aborto


Nos anos anteriores a mesma marcha reuniu entre 400 000 e 650 000 manifestantes, contudo, uma forte tempestade de neve na terça-feira levou ao cancelamento de muitas viagens de autocarros, provocando uma visível diminuição dos participantes no evento e respectivo comício. Como exemplo, a diocese de Filadélfia teve de cancelar a sua presença por impossibilidade de viajar.

Ainda assim, na última quarta-feira, 22 de Janeiro,  em Washington,  dezenas de milhares de activistas pro vida enfrentaram as baixas temperaturas, marcando presença num encontro relativo à passagem dos quarenta e um anos sobre a decisão jurídica Roe vs Wade que abriu caminho para (até agora) cerca de 56 milhões de abortos nos EUA. "Estamos a congelar mas congelamos pela melhor causa do mundo" ou "Nenhum sacrifício é demasiado grande para esta causa", foram algumas das palavras de ordem.

À direita, Cardeal O´Malley

Com temperaturas perto dos 0 graus, a marcha deste ano foi mais curta. No entanto os manifestantes foram destemidos. Na noite anterior, durante uma homilia no Santuário da Imaculada Concepção, o Cardeal Sean O`Malley referiu-se ao tempo frio como "perfeito".  « Quanto mais frio melhor será o nosso testemunho. Eles saberão que levamos o assunto a sério. É por isso que vamos lá estar. »





" A vaga de frio não cancelará a Marcha!"



"Caras frias mas corações a arder"





Em 1973, James Dobson, líder pro vida, seguia de carro para casa quando ouviu a notícia sobre a decisão Roe vs Wade. « Fiquei triste porque sabia que milhões de bebés morreriam...", contou, "...mas quem adivinharia então que, quarenta anos depois, seriam 56 milhões?"  





"Juntos venceremos esta luta"


"Em memória dos milhões de vidas devastadas pelo aborto"


"Comprometidos em garantir o Direito a Viver"


"Quem quer lutar o bom combate?"


"Cada vida humana é preciosa e desejada por Deus".



São cometidos um milhão e duzentos mil abortos nos EUA, a cada ano. O que significa que o número de crianças assassinadas anualmente supera a população de um círculo eleitoral norte-americano. 


Giovanna Romero, da organização "Latinas por la Vida", lembrou que os negros, hispânicos e minorias são alvos prioritários da cultura abortista.









Depois das "clínicas" de "saúde reprodutiva" , a nova fase da cultura da morte são as drogas abortivas avulsas e disponibilizadas em escolas e campos universitários.

A presença de muitas crianças e jovens.
"Arrependo-me do aborto que fiz."
"Concebida num estupro, amo a minha Vida" "Mãe depois de violada, amo o meu filho"
O tema da marcha deste ano foi a adopção, à qual uma das organizadoras classificou como "decisão heróica". O objectivo foi  eliminar o estigma da adopção e encorajar as mulheres grávidas que não podem criar os filhos a fazerem essa "nobre escolha", referiu o comunicado oficial à imprensa.


Fontes:

http://www.lifesitenews.com/news/hundreds-of-thousands-set-to-march-for-end-of-abortion-in-washington-on-roe

http://marchforlife.org/

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Comentário.

                                       Para os jornalistas portugueses isto não é notícia.


sábado, 4 de Janeiro de 2014

"Sou nada se não os proteger"



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No dia 21 de Março de 2013, o LifeSiteNews publicou a história inspiradora do génio creditado como o primeiro investigador a descobrir a Síndrome de Down e o momento que o fez, com custos pessoais, tornar-se num combatente pelo Direito à Vida.
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O Homem que descobriu a Síndrome de Down.


Por Peter Barlinski

O mundo era seu. Jovem, elegante, investigador médico dedicado a tentar melhorar as vidas humanas, foi o primeiro cientista a descobrir que a Síndrome de Down é causada pela trissomia do cromossoma 21. Fama, glória e prestígio vieram sobre si. A sua cara foi destacada nas primeiras páginas dos jornais, tornou-se um conselheiro do presidente, recebeu os mais altos galardões em Genética, destacou-se como estudioso, professor e investigador. 

Mas o francês Jérôme Lejeune foi também um homem de verdade, comprometido com os seus princípios. Certo dia, a televisão pública mostrou um filme sobre uma mulher grávida de uma criança com Síndrome de Down. Esta mãe queria abortar o seu filho, mas as leis da época protegiam a vida. Depois do filme seguiu-se um debate, durante o qual pessoas que se percebiam ser influentes e poderosas advogavam pelo aborto daquela criança. No dia seguinte, um jovem rapaz com Síndrome de Down irrompeu pelo atarefado gabinete do dr. Jerome, com o rosto coberto de lágrimas. 

-"Por que choras"- perguntou o médico. 

O rapaz, com cerca de 10 anos, não se recompunha, pelo que a mãe respondeu:

-Ele viu o filme e não consigo fazer pará-lo chorar.

Nesse momento, o miúdo atirou-se aos braços do médico e conseguiu dizer entre soluços:

- Eles querem matar-nos. Tem de nos salvar porque somos demasiado fracos. E nada podemos fazer.

A filha do Dr. Jérôme, Clara Lejeune Gaymard, lembra-se do dia em que o seu heróico pai se tornou a voz dos não podem falar. Clara recordou, numa entrevista em 2011, que nesse dia o seu pai veio almoçar a casa. Lembra-se da sua cara de branco pálido enquanto relatava à família o que tinha acabado de acontecer no gabinete. Foi então que ele terá dito as palavras que a filha jamais esquecerá. "Sou nada se não os proteger". Clara diz que deste momento em diante o Dr. Jérôme tornou-se incondicionalmente contrário ao aborto.

Por causa desta sua posição pública, a carreira do Dr. Jérôme começou desde logo a ser atacada por aqueles que lhe tinham prestado louvores recentemente. Perdeu fundos para continuar a sua pesquisa. "Tornou-se um pária  mas aceitou essa condição por pensar que cumpria o seu dever", lembra Clara que, em 1997,  na biografia do seu pai intitulada "A Vida é uma Benção, a Biografia de Jérôme Lejeune", escreveu: "Eis um homem que devido às suas convicções, as quais o impediam de seguir as modas da época, acabou socialmente banido, abandonado pelos amigos, crucificado pela imprensa e impedido de trabalhar por falta de fundos". 

Apesar da hostilidade e ostracismo dos seus pares médicos, o Dr. Jérôme continuou corajosamente a falar publicamente contra o aborto, não apenas na França, no resto da Europa e fora desta. Como perito, em 1989, num julgamento relacionado com aborto nos EUA, testemunhou o seguinte:

-Eu sei que são bebés, há seres humanos congelados, é a única coisa que sei. E eu diria que a ciência tem uma concepção do homem muito simples. Assim que é concebido, um homem é um homem.

Como cientista comprometido com a verdade, o Dr. Jérôme sabia que todas as provas apontam para o facto de uma nova vida no útero ser um humano único e irrepetível. O seu conhecimento científico impedia-o de transigir com a destruição de qualquer um deles.

Continuando a lutar a favor das crianças com Síndrome de Down, ficou devastado por ver a sua descoberta genética usada para detectar a síndrome em bebés por nascer, com o objectivo de as seleccionar para abortos. As estatísticas indicam que cerca de 90% das crianças com Síndrome de Down são rejeitadas e destruídas pelos seus pais, tudo porque têm um cromossoma extra. "Eles erguem a bandeira do racismo cromossómico como se fosse a bandeira da liberdade", escreveu uma vez. o Dr. Jérôme. "Que esta negação da medicina -de toda a irmandade biológica que liga a família humana- seja a única aplicação prática do nosso conhecimento, está para além de desolador". 

O Dr. Jérôme via cada vida como uma bênção, reconhecendo as pessoas com um cromossoma extra como tendo algo de bom a dar ao mundo. As estatísticas também indicam que 99% das pessoas que sofrem da síndrome são felizes e demonstram satisfação pelas suas vidas. Uma surpreendente percentagem de 97% das famílias que têm crianças com esta condição declaram que os seus filhos "enriquecem as suas vidas", independentemente do tempo que vivem.

O Dr. Jérôme morreu em 1994, com 67 anos. A sua vida de trabalho e convicções inabaláveis sobre o valor da vida humana não passaram despercebidas aos olhos da Igreja. Em 2004, o cardeal francês Fiorenzo Angelini ordenou a abertura do seu processo de beatificação, o primeiro passo para se ser reconhecido como santo da Igreja Católica. "Ele foi um homem de ciência que viveu heroicamente a Fé Cristã na sua profissão, com simplicidade e alegria, servindo a vida com devoção por inteiro e sem interesses pessoais", disse o clérigo.

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Defensores das crianças com Síndrome de Down incentivam-nos hoje a seguir o exemplo do Dr. Jérôme,  o de não ter medo de acolher aqueles que têm um cromossoma extra.

Segundo Monica rafie, co-fundadora do "Ministério Não temais", uma defesa autêntica e efectiva destas crianças deve começar pela protecção e acolhimento específico às que se encontram no útero.




quinta-feira, 2 de Janeiro de 2014

O poder das palavras

Por Nuno Serras Pereira

Já escrevi por mais de uma vez que se tem que dizer das coisas aquilo que elas são, e se agora torno a insistir no mesmo é por me parecer que muitos, incluindo eu mesmo, ainda não se dão conta da importância do assunto. 

De facto, abalizados e argutos sociólogos têm vindo a declarar cada vez mais repetidamente que a transformação da cultura não depende tanto da persuasão ou mesmo conversão individual mas sim do poder de nomear as coisas e de se organizar e trabalhar em rede.

Não tratarei agora da “rede” mas limitar-me-ei a dar algumas dicas sobre alguns termos que julgo deverem ser usados não somente para nós ganharmos uma consciência maior dos problemas com que nos defrontamos mas também para desmascarar as manipulações dos inimigos da Família e da pessoa humana, impedindo-os assim de induzirem as mentes em erro. 

Não dizer:

Embrião, nem embrião humano (o que já é melhor), mas sim: pessoa humana na sua fase (ou etapa ou estado) embrionária. 

Feto, mas sim criança ou bebé nascituro (ou em processo de nascimento). 

IVG, mas sim aborto propositado (ou provocado). Com a banalização que impera nos dias de hoje a palavra aborto perdeu muito do horror que evocava. Por isso, ao falar do aborto provocado deve-se dizer homicídio/aborto ou homicídio na forma de aborto (cf. S. João Paulo II, Evangelium vitae, 58). 

Grávida ou mulher grávida, mas sim Mãe grávida. 

Vou ser pai, ou mãe (ou avô ou avó), quando sabem da concepção de um novo filho/a, mas sim sou pai ou mãe, ou sou de novo pai e mãe, etc. 

À espera de um filho deficiente ou portador de deficiência, mas sim gerei ou gerámos, ou, melhor, Deus deu-nos um Seu predilecto, um amigo particular de Jesus, participante de uma missão especial. 

PMA – procriação medicamente assistida, quando referido à fecundação extracorpórea, mas sim procriação tecnicamente substituída – os pais são substituídos pelos médicos, pela técnica, no acto de fecundação. Deverá também usar-se a expressão de Ortega y Gasset, a este propósito, “terrorismo dos laboratórios”. 

Embriões excedentários, mas sim pessoas humanas na sua fase mais vulnerável, totalmente indefesas e inocentes, que são condenadas ao horror de um concentracionário inferno gelado. 

Experimentação embrionária, mas sim cruéis experiências mortais em pessoas, em debilidade extrema, no início das suas vidas. 

Abstractamente, defesa da vida, mas sim defesa da vida de cada pessoa humana desde a sua etapa unicelular até à morte natural. 

Dignidade da pessoa, mas sim dignidade, isto é, valor excepcional e transcendente, de cada pessoa. 

Uniões homossexuais, mas sim emaranhados (depravados) homossexuais (ou melhor sodomitas). 

Casais homossexuais ou do mesmo sexo, mas sim cumplicidades depravadas (legalmente reconhecidas); ou simetrias sexuais incompatíveis. 

Divorciados recasados, mas sim pessoas em estado objectivo (independentemente da culpabilidade subjectiva) de adultério. De facto, ou houve casamento rato e consumado ou não o houve; se existiu é impossível contrair novo matrimónio; se pelo contrário não existiu, não houve recasamento nenhum. 

Claro que havia muito mais a acrescentar mas não vos quero cansar, prolongando maçudamente a lista. Espero, no entanto, que não só fique claro o que no início dizia, a recordar, a guerra cultural em que nos encontramos será vencida por quem diz a verdade sobre a realidade, nomeando-a adequadamente, mas também que tem sido uma enorme falta de Caridade e de Misericórdia deixarmos que este magnetismo mentiroso a que os nossos inimigos recorrem submeta as multidões e os próprios que a ele recorrem.

À honra e glória de Cristo. Ámen.

domingo, 22 de Dezembro de 2013

O abençoado "recuo"

Ficamos a saber:
Actualmente considerado um direito da mulher, o aborto vai voltar a ser um delito em Espanha. A mudança decorre da reforma da lei do aborto, aprovada esta sexta-feira pelo Governo de Mariano Rajoy em Conselho de Ministros.

 A normativa, que responde a uma promessa eleitoral feita pelo Partido Popular (PP), apenas permitirá a interrupção voluntária da gravidez em casos de grave perigo para a saúde da mulher (até às 22 semanas) e de violação (12 semanas). Intitulada Lei de Proteção da Vida do Concebido e dos Direitos da Grávida, a norma impõe mais limitações do que a lei que esteve em vigor em Espanha entre 1985 e 2010, uma vez que proibirá abortar mesmo em casos de malformações do feto.

Embora o aborto regresse ao Código Penal, a mulher não será, no entanto, alvo de qualquer sanção judicial, garantiu o ministro da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón. "A mulher nunca é culpada, é uma vítima", frisou o governante na apresentação do anteprojeto de lei aos jornalistas.

Ainda assim, se for aprovada, a reforma deixaria Espanha com uma das leis mais restritivas da Europa em matéria de direitos reprodutivos [sic] e de acesso ao aborto, apenas atrás da Polónia, Irlanda e Malta. Alvo de forte polémica, a alteração da norma levantou a indignação de numerosos âmbitos da sociedade espanhola, incluindo associações de mulheres e grande parte do sector médico. Também a Oposição criticou duramente a reforma, que foi qualificada pela vice secretária-geral do PSOE, Elena Valenciano, como "injusta, cínica e desnecessária".

Os socialistas anunciaram que, quando a lei chegar ao Congresso de Deputados, pedirão o voto secreto, apelando à "consciência" das deputadas do PP para votarem contra a lei. Também as sedes do partido de Governo foram ontem palco para vários protestos populares contrários à reforma da lei do aborto. 

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segunda-feira, 11 de Novembro de 2013

Sócrates, o Absoluto


« Existe um absolutismo da vida e da dignidade humana.» 
José Sócrates, académico parisiense especialista em tortura, 2013.


Slogan sócretino de apelo ao voto "sim" no referendo abortófilo de 2007
À data de hoje, multiplicar por 100 000.
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Prometheo Liberto:




sábado, 19 de Outubro de 2013

Mulher "condenada" a 4 meses de prisão efectiva por matar dois bebés

Assassina
Tribunal Austríaco apurou que duas mulheres grávidas perderam os seus filhos depois duma amiga invejosa ter envenenado as suas bebidas. A secretária Angela Maier, de 26 anos, estava desesperada por ter um filho seu depois de ter sofrido três abortos espontâneos. A mulher deprimida foi consumida de inveja depois de ficar a saber que a cunhada e a melhor amiga estavam grávidas.

Maier disse o seguinte ao tribunal de Klagenfurt (Áustria):

Não suportava a ideia delas terem filhos - que mais tarde cresceriam - enquanto o meu estava morto. O meu teria a mesma idade que os delas, mas em vezz disso, o meu estava morto enquanto os delas cresciam.

Maier, que sofria de depressão como consequência da sua perda e como consequência da perspectiva das amigas virem a ter filhos, cruelmente envenenou as futuras mães com um medicamento que havia sido prescrito a ela depois do seu aborto espontâneo. O tribunal ficou a saber como a mulher e a sua melhor amiga haviam engravidado na mesma altura, e como elas haviam feito compras de roupas de bebés juntas.

A amiga disse:

Pedi um copo de água e ela disse que tinha uma bebida especial para as mulheres grávidas que ela já não precisava. Passado pouco tempo comecei a sangrar e perdi o bebé. Quando descobri o que ela tinha feito, escrevi-lhe de votla e disse que ela era uma assassina. Não consigo perdoar o que ela fez.

Passados que estavam dois meses, Maier convidou a sua cunhada para uma visita, e voltou a fazer o mesmo - misturando o medicamento com chocolate quente, e "observando enquanto eu a bebia", afirmou a vítima junto do tribunal. O tribunal ficou a saber que ambas as mulheres sofreram um aborto espontâneo.

Mais tarde, Maier teve a sua própria filha, que tem agora 3 anos.

Dois anos mais tarde, consumida pela culpa pelo que havia feito (e depois de ter ficado a saber que ambas as mulheres se encontravam outra vez grávidas outra vez), Maier escreveu para as duas mulheres para se confessar.

Maier foi condenada a 18 meses de prisão - 14 de pena suspensa - depois de apurar que ela era psicologicamente capaz mas que havia passado por momentos de depressão. A Juíza Michaela Sanin disse: "Você tirou maliciosamente a vida de dois bebés em gestação."

Fonte http://ow.ly/pXsiu

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Dezoito meses de prisão por ter morto dois seres humanos só é possível se o agente causador pertence ao sexo privilegiado. Se um homem desse medicamento abortivo a duas mulheres, e matasse os seus dois bebés, certamente que ele não seria condenado a 18 meses de prisão (e de certeza que não veria a maior parte da sua pena sendo colocada como "suspensa").

É por incidentes como este que nós podemos ver claramente que as alegações de "opressão machista", tão falada no mundo ocidental, não correspondem à realidade dos factos. Contrariamente ao que a esquerda política ideologicamente alega, a mulher ocidental (branca e da classe média) não se encontra em "opressão"

Se existem mulheres no mundo actual que de facto vivem num regime opressor, essas mulheres não se encontram no Ocidente mas sim no Oriente islâmico.

sexta-feira, 18 de Outubro de 2013

A legislação infanticida e a ditadura do relativismo da União Europeia


[ Enviado pelo leitor Guilherme Ferreira ]

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« O projecto de uma resolução do Parlamento Europeu promove o aborto e ataca a objecção de consciência.

Condena o “abuso da objecção de consciência" em relação ao aborto e conclama os Estados-membros a “regularem e monitorizarem o uso da objecção de consciência” (...)  Alega que o aborto é um direito humano garantido pela lei internacional.  »




 Numa primeira fase, relativiza-se o valor da vida humana e deixa-se à "consciência de cada um" a moralidade do acto de matar de crianças.

Na fase seguinte penaliza-se e proíbe-se a objecção de consciência ao acto de matar crianças ! 

terça-feira, 8 de Outubro de 2013

A matança selectiva


O aborto selectivo, com base no sexo do nascituro, é uma prática que não contradiz a lei britânica.

Depois de o ano passado o jornal “Daily Telegraph” ter revelado que a prática existe no país, com a conivência de médicos, a questão foi remetida para a procuradoria-geral que agora, numa carta dirigida ao Governo e divulgada à imprensa na segunda-feira, clarificou que abortar porque o nascituro é uma rapariga, quando se desejava um rapaz, ou vice-versa, não é crime.

A lei do aborto de 1967 não proíbe expressamente o aborto selectivo por sexo”, afirma, na sua missiva, Keir Starmer.

A lei proíbe que se realize um aborto sem que dois médicos, de boa-fé, tenham formado a opinião de que os riscos da continuação da gravidez para a saúde se sobrepõem aos riscos provocados por um aborto. Só haveria lugar à abertura de um processo se se verificasse que os médicos não tinham feito uma ‘avaliação suficientemente robusta’ dos riscos para a saúde da paciente”, lê-se ainda.

Na reportagem multimédia do “Daily Telegraph” alguns casais agendaram consultas para planear um aborto e informaram os médicos de que queriam abortar porque estavam descontentes com o sexo do bebé. Em vários dos casos os médicos mostraram-se compreensivos e ajudaram mesmo os pais a preencher os formulários, invocando outras razões, para não levantar suspeitas.

A procuradoria-geral optou por não abrir processo contra os médicos, levando o Governo a pedir um esclarecimento, que chega na forma desta carta.

Para além dos problemas éticos e morais que levanta, o aborto selectivo por sexo do nascituro é um problema gravíssimo em vários países asiáticos, como a Índia e a China, onde a prática, mesmo à margem da lei, já conduziu a um desequilíbrio demográfico acentuado.

Normalmente nascem mais bebés do sexo masculino do que do sexo feminino, mas na Índia, por exemplo, segundo os censos de 2011 havia apenas 914 meninas com menos de 6 anos para cada 1000 rapazes. Já na China os censos de 2010 revelaram o nascimento de 118 rapazes para cada 100 raparigas


* * * * * * *
Selectivo ou não, o aborto é a matança dum ser humano inocente. O que o aborto selectivo faz é decidir quais os seres humanos que podem viver e quais os que têm que morrer.
O aborto selectivo, com base no sexo do nascituro, é uma prática que não contradiz a lei britânica.

Depois de o ano passado o jornal “Daily Telegraph” ter revelado que a prática existe no país, com a conivência de médicos, a questão foi remetida para a procuradoria-geral que agora, numa carta dirigida ao Governo e divulgada à imprensa na segunda-feira, clarificou que abortar porque o nascituro é uma rapariga, quando se desejava um rapaz, ou vice-versa, não é crime.

“A lei do aborto de 1967 não proíbe expressamente o aborto selectivo por sexo”, afirma, na sua missiva, Keir Starmer.

“A lei proíbe que se realize um aborto sem que dois médicos, de boa-fé, tenham formado a opinião de que os riscos da continuação da gravidez para a saúde se sobrepõem aos riscos provocados por um aborto. Só haveria lugar à abertura de um processo se se verificasse que os médicos não tinham feito uma ‘avaliação suficientemente robusta’ dos riscos para a saúde da paciente”, lê-se ainda.

Na reportagem multimédia do “Daily Telegraph” alguns casais agendaram consultas para planear um aborto e informaram os médicos de que queriam abortar porque estavam descontentes com o sexo do bebé. Em vários dos casos os médicos mostraram-se compreensivos e ajudaram mesmo os pais a preencher os formulários, invocando outras razões, para não levantar suspeitas.

A procuradoria-geral optou por não abrir processo contra os médicos, levando o Governo a pedir um esclarecimento, que chega na forma desta carta.

Para além dos problemas éticos e morais que levanta, o aborto selectivo por sexo do nascituro é um problema gravíssimo em vários países asiáticos, como a Índia e a China, onde a prática, mesmo à margem da lei, já conduziu a um desequilíbrio demográfico acentuado.

Normalmente nascem mais bebés do sexo masculino do que do sexo feminino, mas na Índia, por exemplo, segundo os censos de 2011 havia apenas 914 meninas com menos de 6 anos para cada 1000 rapazes. Já na China os censos de 2010 revelaram o nascimento de 118 rapazes para cada 100 raparigas. - See more at: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=124976#sthash.XjQFrjDc.dpuf
O aborto selectivo, com base no sexo do nascituro, é uma prática que não contradiz a lei britânica.

Depois de o ano passado o jornal “Daily Telegraph” ter revelado que a prática existe no país, com a conivência de médicos, a questão foi remetida para a procuradoria-geral que agora, numa carta dirigida ao Governo e divulgada à imprensa na segunda-feira, clarificou que abortar porque o nascituro é uma rapariga, quando se desejava um rapaz, ou vice-versa, não é crime.

“A lei do aborto de 1967 não proíbe expressamente o aborto selectivo por sexo”, afirma, na sua missiva, Keir Starmer.

“A lei proíbe que se realize um aborto sem que dois médicos, de boa-fé, tenham formado a opinião de que os riscos da continuação da gravidez para a saúde se sobrepõem aos riscos provocados por um aborto. Só haveria lugar à abertura de um processo se se verificasse que os médicos não tinham feito uma ‘avaliação suficientemente robusta’ dos riscos para a saúde da paciente”, lê-se ainda.

Na reportagem multimédia do “Daily Telegraph” alguns casais agendaram consultas para planear um aborto e informaram os médicos de que queriam abortar porque estavam descontentes com o sexo do bebé. Em vários dos casos os médicos mostraram-se compreensivos e ajudaram mesmo os pais a preencher os formulários, invocando outras razões, para não levantar suspeitas.

A procuradoria-geral optou por não abrir processo contra os médicos, levando o Governo a pedir um esclarecimento, que chega na forma desta carta.

Para além dos problemas éticos e morais que levanta, o aborto selectivo por sexo do nascituro é um problema gravíssimo em vários países asiáticos, como a Índia e a China, onde a prática, mesmo à margem da lei, já conduziu a um desequilíbrio demográfico acentuado.

Normalmente nascem mais bebés do sexo masculino do que do sexo feminino, mas na Índia, por exemplo, segundo os censos de 2011 havia apenas 914 meninas com menos de 6 anos para cada 1000 rapazes. Já na China os censos de 2010 revelaram o nascimento de 118 rapazes para cada 100 raparigas. - See more at: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=124976#sthash.XjQFrjDc.dpuf

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