sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Apresentação


A legalização de um acto não o torna necessariamente de acordo com a ética. Abortar uma gravidez é matar um ser humano em desenvolvimento no útero materno. Em Portugal, matar um bebé é legal:

-Até às dez semanas de gestação ( dois meses e meio) sem necessidade da mulher grávida alegar qualquer motivo, a não ser a sua vontade.

-Até às dezesseis semanas ( quatro meses) em caso de gravidez resultante de violação sexual

-Até às vinte e quatro semanas ( seis meses) em caso de malformação do bebé.

Se não é moralmente correcto matar um adulto a pedido de outro, matar um adulto cuja origem tenha sido uma violação sexual ou matar um adulto deficiente; então também não é moralmente correcto matar um bebé em desenvolvimento por tais razões.

Nenhum argumento científico ou ético valida a posição de que é moralmente aceitável destruir seres humanos inocentes e indefesos, só porque têm dois, quatro ou seis meses de vida. A ilógica do abortismo português reside nisto:

-Pode-se matar um bebé que tenha até seis meses de vida, em função dele ser deficiente.
Erro: a deficiência de um ser não é o que o define como humano ou não.

-Pode-se matar um bebé que tenha até quatro meses de vida, em função da sua origem não ter resultado de um acto livre de duas pessoas.
Erro: não é a intenção de dar origem a um ser que dá a característica "humano" a um ser que já se originou e existe.

-Pode-se matar um bebé que tenha até dois meses e meio de vida, em função da sua mãe manifestar vontade de abortar a gravidez.
Erro: a característica humana de alguém não reside na ausência de vontade de outro em destrui-lo.

Como vemos, os limites para o aborto em Portugal são absurdos. A questão do aborto é bastante simples:

É ético matar um ser humano inocente e indefeso?

O alvo do abortamento de uma gravidez, quem é destruído, é um ser muito concreto e real. Se a característica humana de alguém dependesse da sua origem ter sido intencional ou não, de ser ou não deficiente, ou da vontade da sua mãe em prosseguir ou não a gravidez; então isso teria de valer para todo o decorrer da gestação. Os limites de seis, quatro e dois meses e meio são absurdos porque, respectivamente, não é depois desse período que um bebé deficiente, um bebé resultante de uma violação ou um bebé não desejado pela mãe; se tornam humanos.

Os que alegam que ninguém sabe quando um ser se torna humano, estão errados. Mas não interessa discutir isso: se alguém alega não saber quando alguém se torna humano, mais uma razão para ser contra o aborto. No sincero desconhecimento sobre se uma existência é ou não humana, a ética mais elementar impede que se defenda como aceitável a destruição de algo que se admite poder sê-lo. Portanto, para estes a questão ainda deveria ser mais simples: só seria ético defender o aborto se o proponente da legalização dessa prática estivesse 100% seguro de que ela não implicaria, de modo algum, a destruição de um ser humano.

Este blogue pretende tratar a lei do aborto em Portugal como ela é: a legalização do crime da matança de inocentes e indefesos.

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