Alemanha, 1941
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Ignorando o fundamental
Alemanha, 1941
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Uma questão de vida ou de morte
Os recentes números sobre o aborto em Portugal passaram entre os pingos da chuva sem que a turba tenha reagido ou manifestado qualquer tipo de comoção.
Importa saber do que estamos a falar. Em 2011 realizaram-se 20.290 abortos, 97% dos quais por opção da mulher. 26% das mulheres já o haviam feito anteriormente. Das mulheres que abortaram em 2011, cerca de 500 fizeram-no por mais do que uma vez, só no ano passado. Os números da Direcção-Geral da Saúde revelam ainda outras bizarrias, como o facto de, pelo menos, 8 mulheres que abortaram em 2011 já o terem feito anteriormente por mais de 10 ocasiões.Muitas conclusões se podem retirar destes números, mas há 1 que é inquestionável: os abortos estão a aumentar.
Quem, como eu [Rui Castro], participou activamente na campanha que precedeu o referendo de 11 de Fevereiro de 2007, lembra-se das promessas dos defensores do Sim: com a liberalização do aborto até às 10 semanas, o número de abortos vai diminuir, fazendo de Portugal um país mais arejado e moderno.
Com um Governo socialista e adepto convicto das causas ditas fracturantes, o circo estava montado, encontrando-se, aparentemente, reunidas todas as condições para que a agenda progressista levasse a cabo aquelas que diziam ser as melhores práticas internacionais.
Cinco anos volvidos, no entanto, não se concretizaram as profecias. Com efeito, enquanto a taxa de nascimentos desceu a mínimos históricos, a verdade é que, como referi, os abortos aumentaram, revelando estes números aquilo que, para quem se opôs à liberalização, parecia uma inevitabilidade: o aborto é, hoje, para muitas pessoas, um método anticonceptivo financiado pelo Estado.
Um Estado, lembre-se, praticamente falido. Um Estado que se confronta todos os dias com a escassez de recursos e que tem que alocar os poucos fundos que ainda tem às chamadas intervenções urgentes e inadiáveis, como estas.
Estranho País o nosso que não consegue acabar com as listas de espera, que não consegue tratar a tempo muitas das vítimas das doenças fatais, mas que coloca os abortos no topo da lista das prioridades.
Paralelamente, e em sentido inverso aos cortes que os incentivos à natalidade têm vindo a sofrer nos últimos tempos – em obediência ao plano de austeridade imposto como contrapartida pelo resgate financeiro de que Portugal foi alvo –, importa sublinhar que os subsídios em caso de aborto se mantêm inalterados.
Quem aborta, para além de nada pagar pela intervenção, em Hospital público ou instituição privada, beneficia ainda de isenção de taxa moderadora e de uma licença até 30 dias, paga a 100 por cento pela Segurança Social.
Esqueçamos, no entanto, os números e centremo-nos no que, pelo menos para mim, mais releva. Por cada aborto que é feito, quaisquer que sejam os motivos, há uma vida humana que se perde.
Assunção Cristas, a actual Ministra da Agricultura, escreveu em Dezembro de 2006 que
Acredito que um dia, quando gerações futuras olharem para trás vão compreender com facilidade que a liberalização do aborto, onde ocorreu, foi, historicamente, um desvio no percurso civilizacional da luta pela promoção da dignidade do homem.É, em obediência a esta convicção que julgo permanecer intacta, que me dirijo aos actuais governantes, muitos deles comprometidos com esta causa, pedindo-lhes que ajam em consciência e que promovam, por todos os meios ao seu dispor, os valores que um dia afirmaram defender.
Este é um apelo à urgência. É urgente fazermos qualquer coisa. Porque, neste caso, a inércia é sinal de morte.
Por cada hora que passa, são duas as crianças que deixamos matar.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O serviço nacional de abortos no país real
Sugiro então a leitura de alguns relatos de mulheres portuguesas que abortaram e/ou querem abortar. O exposto arrasa a ideia de que este governo está preocupado com uma melhor gestão do dinheiro do SNS. Não está. Se estivesse, os crimes contra a humanidade relatados abaixo não seriam para continuar, como garantiu recentemente o actual ministro da
[ Fonte das citações: Fórum Saúde ]
Noite de copos, gente assumidamente irresponsável; depois querem matar o bebé. O ministério da saúde paga. Atendimento "fantástico" e pouco tempo de espera. "Ontem" descobre que está grávida, "sexta de manhã" matam-lhe o filho. Próximo.
Uma mulher de 27 anos que ainda se acha miúda e não quer assumir o dever de cuidar do filho que gerou porque prefere continuar a ir "pros copos". Ainda bem que temos um ministério da saúde para evitar injustiças destas. Mate-se o bebé.
Engravidou por responsabilidade própria, mas agora não lhe dá jeito ser mãe. Os avós até ajudariam a educar a criança, mas ela e o companheiro é que seriam os pais. Não lhes apetece. Decisão tomada, vai-se à maternidade para matar o bebé. O conceito de "maternidade" do nosso ministério da saúde é muito à frente...
Não querer acreditar na verdade de estar grávida é uma "doença" que requer "cuidados de saúde" imediatos. Numa semana, o bebé está morto. Resolvido. Se tivesse uma coisa menos grave, como um cancro, teria de esperar mais.
Respostas que outras mulheres deram a este pedido de ajuda:
A solução para a pobreza já não é dinheiro, mas matar. No original, a senhora que pediu ajuda por ser pobre colocou um "smiley" e um "like" neste comentário que lhe sugere, como a coisa mais normal do mundo, a matança do bebé. Matar bebés. As homicidas sabem que o aborto é isto, assumem-no, não se importam e têm a lei do seu lado.
* Aos que acharem a palavra "homicidas" demasiado dura: quem aconselha e apoia a matança de um bebé, é o quê ?
« Nunca fui muito rigorosa na toma da pílula, esquecendo-me de tomar 2 a 3 dias seguidos e depois tomar todas em falta e até hoje não tinha acontecido nenhum imprevisto.(...) Estou numa relação estável com o meu companheiro, vivemos juntos e sempre falamos que daqui a 2 dois anos seria a altura ideal para termos um filho em comum.(...) não concordo quando se diz"onde come 2 come-se 3 e tudo se cria".....(...) .era cruel ter o filho e saber que ele não iria ter tudo que tem direito. (...) Já tenho os exames marcados para segunda feira e depois com os resultados , vou novamente ao meu centro de saúde mostrar e depois como a medica disse serei encaminhada para a maternidade. »
A irresponsável e de "relação estável" acha que seria cruel ter o filho sabendo que ele não iria ter "tudo que tem direito". Então, o filho passa a não ter direito à vida. Matar um filho, numa "maternidade", em nome dos seus "direitos". Nada cruel.
Sem comentários. Resposta que outra mulher deu a este pedido de "ajuda":
Resumindo:
O SNS paga e executa o número de abortos que a mulher quiser. Não há limites para matar bebés.
A lei de 2007 serve tanto o interesse da saúde das mulheres, que lhes permite repetir abortos sem "passar pelo médico".
O ministério da saúde que está tão preocupado em acabar com os casos onde ( supostamente) se usam as urgências médicas nem necessidade; usa o dinheiro e os meios destinados à saúde para sacrificar a vida de seres humanos em nome da futilidade e do egoísmo.
Um ministério que já gastou mais de 100 milhões de euros a matar bebés, tem "almofada" para o que quiser. Usar esse dinheiro para matar mais de 60.000 bebés, ou usar esse dinheiro para investir em cuidados de saúde e maternidade; nos dois casos é uma escolha.
Os chefes de governo e ministros da saúde responsáveis por serviços hospitalares onde se mataram e matam seres humanos, devem ser julgados por crimes contra a humanidade.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Pedro Passos Coelho: "Vamos reduzir as despesas - excepto as despesas em torno do esquartejamento, decapitação, queima-química e sucção de bebés"
“A ÚNICA MARGEM que me interessa a mim, é a margem que permite ao Estado continuar a pagar abortos.
Ao pé desta margem, todas as outras folgas, almofadas, cortes e aumentos não passam de simples trocos que nada têm a ver com o combate ao défice.
Porque se quem tem o poder de destinar o dinheiro dos contribuintes não respeita a vida humana, então não respeita mais nada.
E nesse aspecto, não vejo em que é que este momento difere dos restantes, que possa justificar uma greve geral.”
[Respigado no Facebook]

Passos Coelho é uma espécie de José Sócrates altamente condicionado pelas suas circunstâncias políticas; o que separa Passos Coelho de José Sócrates não é a essência do homem em si, mas antes é só e apenas o ambiente cultural das respectivas facções políticas: de resto, os dois são semelhantes.
Passos Coelho conseguiu uma coisa que nunca a “não-esquerda” tinha alguma vez permitido: a eleição de uma abortista militante para a presidência da assembleia da república. Só este facto é revelador da ausência de diferenças substanciais entre José Sócrates e Passos Coelho.
Quando Passos Coelho tomou posse como primeiro-ministro, teve uma oportunidade de ouro para afirmar uma coisa tão simples como esta:
“Quem quiser abortar que assuma a responsabilidade pelos seus actos, e pague o aborto”.
E assim, Passos Coelho poderia poupar 100 milhões de Euros / ano gastos do Orçamento de Estado em abortos grátis; e esse dinheiro poderia servir, por exemplo, para apoiar financeiramente as jovens grávidas e mães. Mas não foi isso que Passos Coelho fez: ele seguiu basicamente aquilo que José Sócrates teria feito se tivesse sido reeleito, o que revela a semelhança entre os dois animais políticos [literalmente].
O argumento segundo o qual “o aborto gratuito foi sujeito a referendo”, não colhe. Desde logo porque, em rigor, o referendo não foi válido porque não votaram mais de 50% dos portugueses; e depois, porque este governo do Pernalonga está cansado de “furar” a Constituição do país, e nem por isso se tem preocupado muito com isso.