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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rafael Coca, director-geral da clínica dos Arcos, diz que taxas moderadoras vão "penalizar as mulheres"


O responsável pela Clínica dos Arcos, em Lisboa, considera que a hipótese de aplicar uma taxa moderadora às interrupções voluntárias de gravidez só vai "penalizar as mulheres".

O PSD e o CDS já fizeram saber que estão a preparar projectos sobre a matéria justificando a ideia com o facto de muitas mulheres estarem a utilizar o aborto como método contraceptivo.

O director-geral da Clínica dos Arcos, Rafael Coca, não concorda com aqueles argumentos que ele diz serem políticos.

Em média, a clínica dos arcos realizou seis mil abortos por ano, a maior parte - 5 mil - são casos reencaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde.

Fonte

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Homem que lucra com a decisão política de usar o dinheiro público para financiar a matança de bebés inocentes diz que as questões que estão a ser levantadas pelo CDS e pelo PSD são fundamentadas em manobras politicas, e não no caso das mulheres estarem a usar o aborto como "método contraceptivo".

Para já, o aborto nunca pode ser um "método contraceptivo" uma vez que mata uma vida já concebida.

Segundo, as mulheres não irão ser "prejudicadas" com as taxas moderadoras. Ele, Rafael Coca, é que vai ser financeiramente prejudicado com as mesmas.

E, finalmente, quando se fala no aborto, os aborcionistas fazem todos os possíveis para desviar a conversa do grande elefante na sala: a vida humana que é morta em todos os abortos. Rafael Coca diz que as taxas moderadoras penalizarão as mulheres, mas a sua "clínica" penalizou de forma fatal a vida de incontáveis seres humanos intra-uterinos.

Sinceramente, Rafael Coca - o homem que lucra com a matança de bebés inocentes - não tem moral nenhuma para falar em nome da saúde alheia.

Rafael Coca lucra com isto.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Aborto: the times they are changing...

Claramente em Portugal as revelações do que se está a passar com o aborto legal (e refiro-me apenas aos relatórios da Direcção Geral de Saúde) estão a provocar uma mudança no olhar público sobre esta triste realidade. Multiplicam-se os artigos de opinião de pessoas favoráveis ao aborto legal que se escandalizam com o privilégio deste acto (que não é médico) no Serviço Nacional de Saúde a incrível subsidiação pública do mesmo. Por todos veja-se este. Chama-se "Desculpem-me, mas sou contra e não quero pagar" de Sérgio Soares.

Mas não é só em Portugal que as coisas estão a mudar. Também nos Estados Unidos os tempos estão a mudar...

Disso dá conta o Público do último Sábado com uma local intitulada "Oposição nos EUA em máximos históricos". Na noticia é referido que nas sondagens da Gallup cada vez diminui mais a percentagem de americanos favoráveis ao aborto e aumenta (ultrapassa os 50%) aqueles que o consideram "moralmente errado"

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Estado [sic] gastou 45 milhões de euros desde que a lei entrou em vigor

Desde que a lei entrou em vigor, em meados de 2007, a interrupção voluntária da gravidez (IVG) custou aos cofres do Estado quase 45 milhões de euros. Contas feitas, em média, cada aborto custa quase 700 euros ao Serviço Nacional de Saúde. Os números são revelados numa resposta do Ministério da Saúde a deputados do CDS, que questionaram o governo sobre os encargos da IVG para o sistema público de saúde.

É a primeira vez que o governo dá a conhecer dados sobre os custos do aborto e a tendência aponta para gastos na ordem dos 12 milhões de euros por ano. Só nos primeiros dois anos – 2007 e 2008 – os valores foram inferiores. De acordo com os mesmos dados, as mulheres que necessitam de intervenção cirúrgica são em número mais reduzido (cerca de 30%) que as que recorrem ao método químico (através de comprimidos) e representam também por isso um gasto menor.

No primeiro ano em que a legislação foi aplicada – só esteve em vigor seis meses –, as interrupções voluntárias da gravidez custaram pouco mais de 2 milhões de euros e no ano seguinte 7,5 milhões de euros.

Estes números traduzem uma subida no número de abortos no serviço público (ou subcontratados a entidades privadas) a partir de 2009 e os dados do Ministério da Saúde – provisórios em relação a 2010 e 2011 – apontam para a realização de quase 64 mil abortos desde a entrada em vigor da lei, após um referendo em que o “sim” venceu com quase 60% dos votos.

Os gastos do Estado com a interrupção voluntária da gravidez têm sido um dos argumentos dos defensores do “não” à despenalização, mas os números apresentados pela Federação pela Vida são muito superiores aos do governo. Um estudo deste movimento apontava, em Fevereiro, para gastos, directos e indirectos, na ordem dos 100 milhões de euros.

Ao certo ninguém sabia quanto custa aplicar a lei aprovada há cinco anos e o CDS avançou, na anterior legislatura, com um requerimento, entre outros, que questionava o governo sobre os encargos da despenalização da IVG. Durante os mandatos de José Sócrates não houve resposta e os deputados insistiram, em Janeiro, já com Paulo Macedo na Saúde, e conseguiram por fim uma resposta.

O aborto voltou à agenda política pela mão do CDS, que quer avançar em breve com um projecto de lei que acabe com a isenção das taxas moderadoras para as mulheres que recorram aos serviços públicos para IVG.

O tema não é pacífico dentro da coligação, já que o PSD só admite alterar a legislação para os casos reincidentes, que são uma minoria, como o i noticiou ontem [Irrelevante]. De acordo com os últimos dados da Direcção-Geral da Saúde, mais de 75% das mulheres que interromperam a gravidez em 2011 fizeram-no pela primeira vez, o que faz com que as diferenças entre os dois partidos não sejam uma nuance.

Já o PS contesta qualquer mudança nas isenções e, salvaguardando que o projecto de lei ainda não é conhecido, acusa o CDS de estar a preparar-se para limitar “o acesso a esta prática”.
O deputado António Serrano avisa que os portugueses estão “massacrados com taxas moderadoras e não faz sentido alterar o que foi uma opção dos portugueses”.

A intenção do CDS é retirar a IVG do estatuto de “excepção e privilégio”, explicou anteontem ao i a deputada Teresa Caeiro. No fundo, os centristas querem que as mulheres que fazem abortos deixem de ser beneficiadas com as isenções que se aplicam às mulheres que querem levar a gravidez até ao fim.

Fonte

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Algumas coisas:

1. Não foi "opção dos portugueses" o uso de verbas públicas para a matança de portugueses, portanto António Serrano está errado. O referendo referia-se a despenalização das matanças efectuadas até um certo tempo.

O que foi decidido em referendo em relação ao aborto foi que a sua prática em determinadas condições deixava de ser crime. Uma decisão que não tem, portanto, nada a ver sequer com o seu ministério.

A decisão política de incluir o aborto no SNS, com particular estatuto de privilégio, e de criar direitos legais às mulheres que abortaram por opção foi uma decisão política livre, tomada pelo governo de então posteriormente ao referendo, decisão tão livre como a que poderia ser tomada por este governo em direcção contrária, se o quisesse fazer e não se estivesse a tentar refugiar em argumentos de ocasião e em estratégias de enganar tolos.

2. Não foi o Estado quem gastou os milhões aludidos no título. Como escreve um contacto do facebook, "Ele é espoliado fiscalmente aos contributos, porque o Estado em si mesmo não gera riqueza. E gasta o meu dinheiro sem querer saber que eu discordo frontalmente do aborto a pedido, como ofensa à vida que é um Dom de Deus."

3. A frase "os centristas querem que as mulheres que fazem abortos deixem de ser beneficiadas com as isenções que se aplicam às mulheres que querem levar a gravidez até ao fim" não deveria ser controversa.

Faz algum sentido que mulheres que geram nova vida no seio útero tenham o mesmo tipo de isenções que mulheres que escolhem matar a criança que carregam dentro de si? É suficientemente horrível que a matança de seres humanos inocentes tenha sido despenalizada em Portugal, mas é ainda pior quando esse extermínio é feito pelo próprio governo usando verbas públicas duma população que, na maioria, não aceita que dinheiro seu seja usado para estes fins.

4. Porque é que o Partido Socialista se recusou a disponibilizar ao público os números em torno do aborto?

5. O "Sim" ganhou com quase 60% dos votos entre os menos de 50% dos votantes:

Neste referendo, o “Sim” ficou à frente do “Não” com uma diferença de 18,5 pontos percentuais. No entanto, como apenas votaram 43,6% dos eleitores, o resultado não é vinculativo.
Mas mesmo
o resultado do referendo não tendo qualquer tipo de validade vinculativa, a classe política portuguesa de então resolveu avançar com o mesmo, e incorporar a matança de bebés inocentes no Serviço Nacional de Saúde - algo que não foi votado no referendo, e que se fosse, seria rejeitado.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma questão de vida ou de morte

Por Rui Castro.
[Ênfase adicionado]

Os recentes números sobre o aborto em Portugal passaram entre os pingos da chuva sem que a turba tenha reagido ou manifestado qualquer tipo de comoção.

Importa saber do que estamos a falar. Em 2011 realizaram-se 20.290 abortos, 97% dos quais por opção da mulher. 26% das mulheres já o haviam feito anteriormente. Das mulheres que abortaram em 2011, cerca de 500 fizeram-no por mais do que uma vez, só no ano passado. Os números da Direcção-Geral da Saúde revelam ainda outras bizarrias, como o facto de, pelo menos, 8 mulheres que abortaram em 2011 já o terem feito anteriormente por mais de 10 ocasiões.

Muitas conclusões se podem retirar destes números, mas há 1 que é inquestionável: os abortos estão a aumentar.

Quem, como eu [Rui Castro], participou activamente na campanha que precedeu o referendo de 11 de Fevereiro de 2007, lembra-se das promessas dos defensores do Sim: com a liberalização do aborto até às 10 semanas, o número de abortos vai diminuir, fazendo de Portugal um país mais arejado e moderno.

Com um Governo socialista e adepto convicto das causas ditas fracturantes, o circo estava montado, encontrando-se, aparentemente, reunidas todas as condições para que a agenda progressista levasse a cabo aquelas que diziam ser as melhores práticas internacionais.

Cinco anos volvidos, no entanto, não se concretizaram as profecias. Com efeito, enquanto a taxa de nascimentos desceu a mínimos históricos, a verdade é que, como referi, os abortos aumentaram, revelando estes números aquilo que, para quem se opôs à liberalização, parecia uma inevitabilidade: o aborto é, hoje, para muitas pessoas, um método anticonceptivo financiado pelo Estado.

Um Estado, lembre-se, praticamente falido. Um Estado que se confronta todos os dias com a escassez de recursos e que tem que alocar os poucos fundos que ainda tem às chamadas intervenções urgentes e inadiáveis, como estas.

Estranho País o nosso que não consegue acabar com as listas de espera, que não consegue tratar a tempo muitas das vítimas das doenças fatais, mas que coloca os abortos no topo da lista das prioridades.

Paralelamente, e em sentido inverso aos cortes que os incentivos à natalidade têm vindo a sofrer nos últimos tempos – em obediência ao plano de austeridade imposto como contrapartida pelo resgate financeiro de que Portugal foi alvo –, importa sublinhar que os subsídios em caso de aborto se mantêm inalterados.

Quem aborta, para além de nada pagar pela intervenção, em Hospital público ou instituição privada, beneficia ainda de isenção de taxa moderadora e de uma licença até 30 dias, paga a 100 por cento pela Segurança Social.

Esqueçamos, no entanto, os números e centremo-nos no que, pelo menos para mim, mais releva. Por cada aborto que é feito, quaisquer que sejam os motivos, há uma vida humana que se perde.

Assunção Cristas, a actual Ministra da Agricultura, escreveu em Dezembro de 2006 que

Acredito que um dia, quando gerações futuras olharem para trás vão compreender com facilidade que a liberalização do aborto, onde ocorreu, foi, historicamente, um desvio no percurso civilizacional da luta pela promoção da dignidade do homem.
É, em obediência a esta convicção que julgo permanecer intacta, que me dirijo aos actuais governantes, muitos deles comprometidos com esta causa, pedindo-lhes que ajam em consciência e que promovam, por todos os meios ao seu dispor, os valores que um dia afirmaram defender.

Este é um apelo à urgência. É urgente fazermos qualquer coisa. Porque, neste caso, a inércia é sinal de morte.

Por cada hora que passa, são duas as crianças que deixamos matar.


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sexta-feira, 4 de maio de 2012

A situação aberrante do aborto em Portugal

A Casa de Sarto
É sumamente bizarro que o actual governo português da direita catita (a émula da esquerda caviar niilista), que tributa selvaticamente os rendimentos do trabalho, que reduz arbitrariamente salários e que corta implacavelmente benefícios sociais como o acesso aos legítimos cuidados de saúde, mantenha paradoxalmente intocada e absolutamente gratuita (no Serviço Nacional de Saúde) esta situação, mais do que chocante, aberrante - a da prática reiterada do aborto em Portugal.

Ora, tal manutenção é bem sintomática de uma atitude intencionalmente relativista e conscientemente ofensiva para com a doutrina católica, razão elementar por que os católicos, conforme já salientei em momento anterior, nada podem ter a ver com os que permitem este estado de coisas e muito menos premiá-los com um futuro apoio eleitoral. Já chega de considerar quem não merece consideração alguma!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O serviço nacional de abortos no país real

Uma justificação que tenho ouvido para a subida das taxas "moderadoras" nas urgências é que muitas pessoas recorrem às urgências em casos que não são realmente urgentes.

Não percebo se defendem que se considere "urgente" apenas o caso de quem precisa ser levado pelo INEM a 180 km/h directamente para um bloco operatório, ou se acreditam mesmo que há assim tantas pessoas que gostam de visitar as urgências de um hospital por motivo de desporto ou lazer. 

O actual governo aparenta ser muito rigoroso quando se trata de garantir que os cidadãos não usem o serviço nacional de saúde quando não têm necessidade de cuidados de saúde. A não ser que se queira matar um bebé. Nesse caso, o serviço nacional de saúde fecha os olhos e financia a matança. [ E segurança social oferece um subsídio de "maternidade" à mulher que pediu para lhe matarem o filho...]

Sugiro então a leitura de alguns relatos de mulheres portuguesas que abortaram e/ou querem abortar. O exposto arrasa a ideia de que este governo está preocupado com uma melhor gestão do dinheiro do SNS. Não está. Se estivesse, os crimes contra a humanidade relatados abaixo não seriam para continuar, como garantiu recentemente o actual ministro da saúde morte.

[ Fonte das citações: Fórum Saúde ]

« Descobri ontem que estava grávida. (...). Falei logo com o pai, que é um dos meus melhores amigos. Foi numa noite de copos que nos envolvemos e fomos irresponsáveis. (...) Hoje de manhã contactei a minha ginecologista que me encaminhou para a consulta prévia na Maternidade Bissaya Barreto. Esperei pouco de mais de meia hora a ser atendida. O médico foi fantástico, deixou-me super à vontade, e respondia às perguntas que eu me ia lembrando (e estava tão em choque que não me lembrei de quase nenhumas). Estou de 7 semanas e 4 dias e a IVG está marcada para sexta de manhã. »

Noite de copos, gente assumidamente irresponsável; depois querem matar o bebé. O  ministério da saúde paga. Atendimento "fantástico" e pouco tempo de espera. "Ontem" descobre que está grávida,  "sexta de manhã" matam-lhe o filho. Próximo.

« eu ainda ajo como uma miuda, apesar dos meus 27 anos. Vou pros copos sempre que posso, gosto de sair À noite e dançar. Eu não tenho condições para criar um filho! »

Uma mulher de 27 anos que ainda se acha miúda e não quer assumir o dever de cuidar do filho que gerou porque prefere continuar a ir "pros copos". Ainda bem que temos um ministério da saúde para evitar injustiças destas. Mate-se o bebé.

« Descobri que estava grávida no dia 19/08....Não queria acreditar...EU?!!!! Impossível.... tomo a pilula..... a dosagem é forte (segundo a médica de família) nahhhhh..... POSITIVO!!!! (esqueci me de duas) .... O meu mundo ruiu.... Acho que enquanto olhava para o teste vi toda a minha vida com e sem bebe.... Quero muito ser mãe mas não já...Não trazer uma criança ao mundo quando eu e o meu namorado não temos (euros) quase nem para nos...OK que os nossos pais nos ajudavam com tudo...mas..... OS PAIS DO BEBE ERAMOS NOS.... (...)  Então decisão tomada dirigi me á Maternidade Júlio Dinis » 

Engravidou por responsabilidade própria, mas agora não lhe dá jeito ser mãe. Os avós até ajudariam a educar a criança, mas ela e o companheiro é que seriam os pais. Não lhes apetece. Decisão tomada, vai-se à maternidade para matar o bebé. O conceito de "maternidade" do nosso ministério da saúde é muito à frente...

« Tenho 20 anos, sou estudante de psicologia e fiz uma IVG a semana passada. (...). Tomo a pílula, mas ocorreram dois esquecimentos que se tornaram suficientes para engravidar. Não queria acreditar. Mas a verdade é que estava grávida. Recorri ao centro de saúde e marcaram-me a interrupção para a semana seguinte no hospital. »

Não querer acreditar na verdade de estar grávida é uma "doença" que requer "cuidados de saúde" imediatos. Numa semana, o bebé está morto. Resolvido. Se tivesse uma coisa menos grave, como um cancro, teria de esperar mais.

« Boa tarde. Descobri q estou gravida hj de manha e estou desespereda ja tenho 3 filhas e nao tenho condiçoes de ter + gostaria q alguem me ajuda-se nesse momento.....estou desempregada e nao sei o q vou faze alguma opiniao.......por favor me ajudem....devo estar de 4 semanas...»

Respostas que outras mulheres deram a este pedido de ajuda:

« ora aqui está um caso em que concordo com a matança do bebé »

A solução para a pobreza já não é dinheiro, mas matar. No original, a senhora que pediu ajuda por ser pobre colocou um "smiley" e um "like" neste comentário que lhe sugere, como a coisa mais normal do mundo, a matança do bebé. Matar bebés. As homicidas sabem que o aborto é isto, assumem-no, não se importam e têm a lei do seu lado.

* Aos que acharem a palavra "homicidas" demasiado dura: quem aconselha e apoia a matança de um bebé, é o quê ?

« Nunca fui muito rigorosa na toma da pílula, esquecendo-me de tomar 2 a 3 dias seguidos e depois tomar todas em falta e até hoje não tinha acontecido nenhum imprevisto.(...) Estou numa relação estável com o meu companheiro, vivemos juntos e sempre falamos que daqui a 2 dois anos seria a altura ideal para termos um filho em comum.(...) não concordo quando se diz"onde come 2 come-se 3 e tudo se cria".....(...) .era cruel ter o filho e saber que ele não iria ter tudo que tem direito. (...) Já tenho os exames marcados para segunda feira e depois com os resultados , vou novamente ao meu centro de saúde mostrar e depois como a medica disse serei encaminhada para a maternidade. »

A irresponsável e de "relação estável" acha que seria cruel ter o filho sabendo que ele não iria ter "tudo que tem direito". Então, o filho passa a não ter direito à vida. Matar um filho, numa "maternidade", em nome dos seus "direitos". Nada cruel.

« Eu estou numa situação muito complicada... Fiz IVG em Maio na clinica dos arcos pelo SNS e correu tudo bem, passei a tomar a Cerrazete em junho para depois por o implante, mas parece k algo correu mal e ... estou grávida de novo... Eu não posso, nem kero levar esta gravidez adiante, mas não tenho meios financeiros para pagar uma IVG. Alguém me sabe dizer se é possivel fazer outra IVG legalmente pelo serviço nacional de saúde???? »

Sem comentários. Resposta que outra mulher deu a este pedido de "ajuda": 

« Bom dia bm,fiz uma i.v.g na clinica dos arcos pelo sns no dia 24 de novembro,e acabei por conhecer mulheres que já tinham feito antes também pelo sns e que estavam a fazer novamente por esse sistema,pelo que parece é possível sim,porque a lei diz que todas as mulheres tem o direito de realizar a i.v.g pelo sns independente da sua situação financeira ou legal,e não se estipula nenhum "limite" de intervenções,se ainda tiver dúvidas ligue na clínica dos arcos ou vá até o seu centro de saúde,e se não quiser passar pelo médico também não é preciso,eu apenas passei com a enfermeira de planeamento familiar »

Resumindo:

O SNS paga e executa o número de abortos que a mulher quiser. Não há limites para matar bebés.
A lei de 2007 serve tanto o interesse da saúde das mulheres, que lhes permite repetir abortos sem "passar pelo médico".

« O meu namorado apoia-me, apesar de estar um pouco longe de mim atualmente (pois é militar). Ele está confiante e tem a certeza de que eu não esteja grávida. Mas ele disse-me que se o resultado desse certo, fariamos o que for preciso fazer, ou seja abortar. Pois tenho 20anos e eu ainda não acabei os meus estudos e quero continua-los !! E ele ainda tem muitos planos para a sua carreira ! »

Os "planos para a carreira" e os "estudos" têm prioridade sobre o direito à vida do inocente...

O ministério da saúde que está tão preocupado  em acabar com os casos onde ( supostamente) se usam as urgências médicas nem necessidade; usa o dinheiro e os meios destinados à saúde para sacrificar a vida de seres humanos em nome da futilidade e do egoísmo.

Concluindo,

Um ministério que já gastou mais de 100 milhões de euros a matar bebés, tem "almofada" para o que quiser. Usar esse dinheiro para matar mais de 60.000 bebés, ou usar esse dinheiro para investir em cuidados de saúde e maternidade; nos dois casos é uma escolha.

Os chefes de governo e ministros da saúde responsáveis por serviços hospitalares onde se mataram e matam seres humanos, devem ser julgados por crimes contra a humanidade.


terça-feira, 12 de julho de 2011

República Abortista Portuguesa, Parte II

«A Neutralidade favorece o Opressor, nunca a Vítima. O Silêncio encoraja o Torturador, nunca o Torturado.»   Elie Wiesel
Quem defende que a mulher tem o direito de abortar, é a favor do aborto. Confrontado com a questão de se poder ou não fazer isto, o defensor da legalização de abortos defende que se pode. Quem defende que se pode, é um hipócrita quando se quer convencer a si mesmo, e aos outros, de que é contra o aborto. Das duas, uma; ou defendemos que não deve ser permitido abortar a gravidez, ou defendemos que deve ser permitido. Ou somos contra, ou somos a favor.

Ainda assim, há pessoas que defendem que deve ser permitido abortar, e querem ser levadas a sério quando dizem que são contra o aborto. Quem nunca ouviu a idiotice "Eu sou contra o aborto, mas votei SIM no referendo"...

Ao legalizar abortos ( algo que vem acontecendo em Portugal desde 1984), o Estado  toma partido a favor do aborto. Isto é claro como a água. Uma coisa, depende necessariamente da outra.  É por isso que temos situações, como a noticiada abaixo:
«A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) recomenda aos hospitais públicos que retirem dos gabinetes onde atendem mulheres para interrupção voluntária da gravidez objectos que possam interferir com a escolha das utentes.
 Esta é uma das recomendações que resultou da inspecção realizada no ano passado a 22 estabelecimentos de saúde que realizam abortos por opção da mulher até às 10 semanas de gravidez, que a legislação em vigor há quatro anos veio permitir.
 No relatório da IGAS, é recomendado que objectos alusivos à infância ou do foro religioso sejam removidos dos gabinetes médicos e de apoio psicológico e social onde é prestado atendimento a estas utentes.
 A inspecção diz ainda que as unidades de saúde devem criar um telefone direto para a consulta hospitalar da interrupção voluntária da gravidez (IVG), "facilitando o cumprimento dos prazos legais".
 Deve ainda existir um contacto disponível de um profissional de saúde, em horário útil, para esclarecer possíveis dúvidas "durante todo o processo de IVG, minimizando o recurso desnecessário ao serviço de urgência".
A IGAS diz ainda que a Direção Geral da Saúde deve atualizar a informação disponível na Internet relativamente à consulta de IVG, com indicação dos dias, horários da consulta e profissionais de saúde adstritos.»  ( Diário de Notícias )

Destaquei a negrito aquilo que entendo demonstrar que a decisão não se trata de "não interferir" com a escolha, mas de interferir para que a escolha seja abortar.

Ao criar como REGRA, BANIR e tornar o consultório vazio de temática da infância e religiosa, lá se vai a tão proclamada e suposta neutralidade. O Estado reconhece que as imagens religiosas e relacionadas com crianças podem influenciar as mulheres a não abortar.  Por isso, o Estado  não quer objectos desse tipo nos consultórios. O Estado teme aquilo que teme quem é a favor do aborto. O motivo é simples: o Estado é a favor do aborto.

O Estado não se preocupa em retirar dos consultórios, imagens e publicidade que possam incentivar as mulheres a abortar. Como seja, a informação de onde, quando e como se pode abortar. Pelo contrário, o serviço serve mesmo para isso. Trata-se de uma facilitação do aborto nos prazos legais permitidos. 

Não há possibilidade de neutralidade nesta matéria. Ao legalizar abortos, o passo consequente, e coerente com a posição favorável ao aborto assumida, é promovê-los. 

A mulher fica a saber que o Estado paga o aborto, se ela quiser abortar. A mulher até é informada de que receberá um subsídio de maternidade, caso decida abortar. Tudo isto, sem ser importunada com imagens de crianças ou de cariz religioso...

Não é preciso ser muito inteligente, para compreender qual a decisão que o Estado considera do seu interesse e um dever. Não é a que levará ao nascimento da criança...

Que o Cristianismo, e outras religiões, condena moralmente o aborto, é um facto.  Mas o Estado nem sequer permite objectos religiosos nos consultórios, quanto mais informar as mulheres dessa realidade.

Que abortar implica matar um ser vivo, pelo método de queimar, envenenar, esmagar, despedaçar, decepar, perfurar, decapitar, esventrar e/ou retalhar o corpo desse ser que a grávida carrega  no útero; é outro facto.

Mas o Estado não permite sequer imagens de bebés e crianças vivas, ou qualquer outro tipo de objecto que faça lembrar a infância, quanto mais informar as mulheres de que o resultado do aborto é este:

Este é o objectivo e resultado final de um aborto. O Estado legalizou, financia,  executa e dá um subsídio a quem decide abortar. Esta  informação é 100% rigorosa e verdadeira.

Por favor,  passe a mensagem, sobretudo a senhoras grávidas  a quem o Estado influencia para abortarem os seus filhos.

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Conclusão,

Se o Estado quisesse  que as mulheres decidissem de maneira informada, então disponibilizaria e permitiria o maior número de informação possível sobre o aborto.

Mas não é possível ser contra e a favor ao mesmo tempo. Dar a conhecer o que é realmente o aborto, é incompatível com disponibilizar às mulheres informação sobre como podem aceder a um serviço público, intencionalmente criado para abortar. Na prática, a primeira opção implicaria que o Estado tivesse de reconhecer um erro monstruoso, e revogasse totalmente a legislação infanticida que iniciou o seu caminho em 1984. 

Infelizmente, entre as opções de ser contra ou a favor do aborto, que se excluem mutuamente, o Estado decidiu contra os mais fracos.

O Estado Português é a favor, promove e empenha-se na realização de abortos. Na morte de seres humanos inocentes.


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