sábado, 16 de fevereiro de 2013
Recém nascidos mortos e dissecados
sábado, 5 de janeiro de 2013
Artigo científico defende como moralmente aceitável a morte de um recém-nascido
Esta ideia – entendida pelos leitores mais críticos do artigo como um apelo à legalização do infanticídio – é a conclusão de um debate moral que a autora, em conjunto com outro investigador que co-assina o artigo – Alberto Giubilini –, tentam fazer partindo de três princípios: 1) “o feto e um recém-nascido não têm o mesmo estatuto moral das pessoas”; 2) “é moralmente irrelevante o facto de feto e recém-nascido serem pessoas em potência”; 3) “a adopção nem sempre é no melhor interesse das pessoas”.
Os autores sustentam, assim, que matar um bebé nos primeiros dias não é muito diferente de fazer um aborto, concluindo (ao contrário dos movimentos pró-vida) que desse modo seria moralmente legítimo ou deveria ser aceite que se matasse um recém-nascido, mesmo que este seja saudável, desde que a mãe declare que não pode tomar conta dele.
Face à polémica que se gerou em torno desta leitura, o editor do jornal veio a público defender a publicação do texto, com o argumento de que a função do jornal é a de apresentar argumentos bem sustentados e não a de promover uma ou outra corrente de opinião. Porém, outros cientistas e pares de Francesca Minerva qualificam a tese do artigo como a “defesa desumana da destruição de crianças”.
“Como editor, quero defender a publicação deste artigo”, afirma Julian Savulescu, num texto que pode ser consultado online. “Os argumentos apresentados não são, na maioria, novos e têm sido repetidamente apresentados pela literatura científica por alguns dos mais eminentes filósofos e peritos em bioética do mundo, incluindo Peter Singer, Michael Tooley e John Harris, em defesa do infanticídio, que estes autores denominam como aborto pós-nascimento”, escreve Savulesco.
As reacções viscerais ao artigo incluem ameaças de morte endereçadas à autora, que admitiu que os dias seguintes à publicação e divulgação do artigo foram “os piores” da sua vida. Entre as mensagens que lhe foram enviadas, há quem lhe deseja que “arda no inferno”.
“O que é mais perturbador não são os argumentos deste artigo, nem a sua publicação num jornal sobre ética. O que perturba é a resposta hostil, abusiva e ameaçadora que desencadeou. Mais do que nunca a discussão académica e a liberdade de debate estão sob ameaça de fanáticos que se opõem aos valores de uma sociedade livre”, sublinha o editor.
O artigo afirma que, tal como uma criança por nascer, um recém-nascido ainda não desenvolveu esperanças, objectivos e sonhos e, por essa razão, apesar de constituir um ser humano, não é ainda uma pessoa – ou alguém com o direito moral à vida. Pelo contrário, os pais, os irmãos e a sociedade têm metas e planos que podem ser condicionados pela chegada de uma criança e os seus interesses devem vir primeiro.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Enfermeiras cuidam de bebé abandonada em saco de hipermercado
Pesa 3,570 quilos e mede 50 centímetros, é "perfeitamente saudável", mas ainda não tem nome. A bebé recém-nascida que foi encontrada abandonada na rua Joaquim António de Aguiar, Porto, anteontem ao início da manhã, dentro de um saco reutilizável de um hipermercado está internada no Hospital de São João enquanto o tribunal decide o seu futuro.
"Tem 39 semanas de gestação. É uma criança de termo de gravidez, saudável. Como se fosse um parto normal", disse Gorett Silva, médica especialista em Neonatologia do Hospital de São João. "Agora está internada na Obstetrícia como um bebé saudável", acrescentou ao CM Manuela Rodrigues, especialista no mesmo serviço.
Em Obstetrícia, a menina é conhecida por "bebé". Hoje já deverá receber um nome, atribuído carinhosamente pela equipa. "Nestes casos, normalmente os bebés saem daqui com nome atribuído e um saco com prendas, para o enxoval, dado pelas enfermeiras que os adoptam emocionalmente", revelou Gorett Silva.
O Tribunal de Família e Menores vai tomar hoje conhecimento do caso. Se a bebé não for reclamada por familiares vai para uma casa de acolhimento e será dada para adopção.
"A MENINA CHORAVA MUITO"
Rosa Santos, que possui uma banca de venda de flores junto ao cemitério, foi surpreendida na manhã de anteontem. Eram 07h50. "Estava a chegar ao trabalho e vi aqui a polícia", começa por contar a mulher, logo descrevendo como tudo se passou. "Um homem tinha passado a pé por aqui e ouviu uma bebé a chorar muito. No início até lhe pareciam gatos a miar, mas era mesmo uma menina", contou ontem ao CM Rosa Santos.
Enrolada num toalha de rosto e colocada num saco de plástico reutilizável, a bebé não tinha ainda o cordão umbilical fechado e encontrava-se com marcas visíveis do parto. No local, eram também perceptíveis as marcas de humidade e de sangue.
"Estava toda tapadinha", reforçou ainda Rosa Santos, que não escondeu a indignação pelo facto de alguém ter abandonado a recém-nascida. "Oxalá venha a ser descoberto quem é que fez isto. Trata-se de um ser humano", exclamou a vendedora.
TRIBUNAL REGISTA MENINA COM NOME E APELIDO
Quando um recém-nascido é abandonado, é o tribunal que depois escolhe o nome e apelido da criança e a encaminha para uma casa de acolhimento.
Desde que a recém-nascida foi encontrada, a principal preocupação foi o seu estado de saúde. Após receber tratamento no Hospital de São João, a assistente social da unidade hospitalar vai tomar hoje conta do caso e informar o Tribunal de Família e Menores. Tal como noutros casos idênticos, é o tribunal que vai registar a criança, dando-lhe um nome e apelido, e encaminhá-la para uma instituição.
-Fonte-
domingo, 25 de setembro de 2011
Recém-nascido deixado na rua num saco plástico

Uma menina recém-nascida, com poucas horas de vida, foi abandonada, este sábado de manhã, perto da entrada do cemitério de Prado do Repouso, no Porto. Estava num saco de plástico e foi levada para o Hospital de S. João.
O alerta foi dado, cerca das 7.15 horas, por um homem, a residir em Gondomar, que passava na Rua de Joaquim António de Aguiar e ouviu o que lhe pareceu um choro, que saía de um saco de plástico do Pingo Doce, que se encontrava na soleira de um portão.
-Fonte-
