Os dados agora divulgados mostram que é entre os 20 e os 24 anos que se realizam mais abortos, seguindo-se o grupo etário entre os 25 e os 29. A maioria (74,1 por cento) das mulheres nunca tinham realizado um aborto.
A presidente da Federação Portuguesa para a Vida, Isilda Pegado, não se mostra surpreendida com o aumento do número de abortos, mas chama, sobretudo, a atenção para a necessidade de rever a legislação.
«Não nos podemos esquecer que o aborto em Portugal é universalmente gratuito, mesmo para mulheres que tenham condições para o pagar», disse Isilda Pegado.
«Temos também que dizer que o aborto em Portugal, como em nenhum país da Europa, é subsidiado. E dizer que em Portugal, como em nenhum país da Europa, quem faz um aborto tem direito a 30 dias de baixa, sem trabalhar. São opções políticas que importa rever, num momento em que aos portugueses se está a pedir tantos sacrifícios», sustenta ainda.
