sexta-feira, 22 de abril de 2011

90% dos bebés com síndrome de Down são mortos antes de nascer

Consegues assimilar o que está a ser dito? 9 em cada 10, 90 em cada 100 - isto são vidas que são terminadas devido à possibilidade de terem um cromossoma extra.

Alguma vez conheceste alguma criança com o Síndrome de Down ou outra necessidade especial? Eu já conheci muitas. De facto, eu mesmo tenho uma criança com necessidades especiais. Pode-se dizer que ela pode-se atrasar em algumas coisas, mas ela é bastante avançada no amor.

Não vou pintar um quadro irrealista e dizer que é um mar de rosas ser um pai de uma criança com necessidades especiais. Ocorrem provações extras e dias há em que te perguntas se vais ser capaz de manter a cabeça fria enquanto sentes que o teu coração está em vias de arrebentar. O meu marido e eu explicamos aos outros filhos que temos que a sua irmã precisa de ajuda extra e mais ajuda que as crianças da sua idade.

Às vezes não é fácil ser-se irmão de uma criança com necessidades especiais, mas nenhum de nós poderia imaginar a nossa vida sem ela, sem o seu sorriso, a sua gargalhada, os seus abraços e os seus (extremamente molhados) beijinhos.

É por isso que esta estatística dá-me arrepios. Quantas belas crianças destinadas a este mundo foram mortas porque um teste não retornou perfeito? Quantos sorrisos e abraços o mundo perdeu porque à esta pequena vida não foi dada a chance de respirar e alterar mentes, corações e vidas?

Eis aqui uma notícia de ultima hora: nenhum de nós é perfeito; alguns de nós carrega cruzes mais visíveis que os outros.

Nós não somos o resultado casual e sem significado da evolução. Cada um de nós é desejado, cada um é necessário.
Assim falou Bento XVI há alguns anos atrás e desde então tive muitas conversas com outros pais com crianças de necessidades especiais àcerca da última parte da frase de Bento XVI: "necessário". Estas crianças que tem lutas extras, dores extras e precisam de ajuda extra, são necessários. Muitas lições podem ser aprendidas com elas: abnegação, humildade, sacrifício, alegria, triunfo.

As dificuldades extras conduzem a triunfos extras. A primeira vez que a minha filha conseguiu pôr um bocado de comida na boca sozinha , ou conseguiu sentar-se sem ajuda nossa, a alegria que brotou de dentro de mim excedeu a alegria que senti quando os meus outros filhos superaram etapas de desenvolvimento.

Os pais não são os únicos a experimentarem estas sensações. Os irmãos partilham a alegria extra, o que prolifera de forma exponencial em toda a família.

Diariamente, a minha filha ensina-me estas coisas e muitas outras. De facto, durante alguns tempos, vou fazer uma pausa na minha escrita e uma pausa na minha vida profissional de combate para uma cultura de Vida de modo a que as suas lições possam ser melhor assimiladas.

Sempre pensei que precisava de sair pelo mundo para construir uma cultura de vida, mas eis que uma construção diária ocorre através de tarefas simples mas com triunfos monumentais. As famílias com crianças de necessidades especiais fazem isto todos os dias e são um testemunho para o mundo de que todas as vidas importam, incluindo, e provavelmente em especial, a vida dos especiais.

2 comentários:

  1. É uma selvajaria. Infelizmente, em Portugal a estatística não deve andar muito longe.

    E quantos vezes não temos de ouvir de defensores destas práticas de eugenia, a acusação de que somos "fascistas"...

    Houve um "prós e contras" dedicado ao aborto, em que uma jovem com esta deficiência argumentou de forma elevada contra a legalização da matança. É uma pena o video não estar disponível na internet.

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  2. Em todo o mundo o aborto continua a ser criminosamente praticado, pessoas cegas e sedentas de “de liberdade individual”, não so pretendem a sua impunidade, como também a aprovação do estado, para assim os serviço Nacional de Saúde pagar os seus crimes com o dinheiro do contribuinte. São pessoas sem personalidade própria. dirigidas pelas organizações internacionais que programa e encorajam, estão por detrás dessa conjura contra a vida. Se a vida não for respeitada e protegida no ventre materno, não o será em nenhuma outra ocasião, pois o seu valor é o mesmo. Se dermos o direito á mãe de matar seu filho, não nascido por ter se tornado num estorvo para ela, seremos forçados num futuro bem próximo a dar direito aos filhos de matarem seus próprios pais por se terem tornado num estorvo para eles. Ambas as situações são absurdas, a solução é a vida, não a morte, retire ao estado o direito por ele usurpado ao povo, de matar os nossos filhos. Diga sim á vida.

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Se vai comentar para defender a legalização do aborto veja primeiro este video. Caso mantenha a decisão de comentar para apoiar a legalização da matança dos fracos e inocentes, escusa de perder tempo. O seu comentário não será publicado.

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