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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Eu tinha apenas 17 anos"


Os 27 anos de Alicia e a sua jovialidade escondem um sofrimento atroz. Aos 17 anos, fez um aborto, coagida e intimidada pelo companheiro. Reconhece agora que se deixou levar por ele em tudo, e arrepende-se profundamente de ter perdido voluntariamente um filho.

Naquela altura, eu tinha apenas 17 anos. O meu companheiro tinha mais alguns, várias relações anteriores e um filho pequeno que mimava em tudo. Reconheço que, para aquela criança, o Carlos era um bom pai. Eu estava verdadeiramente apaixonada e nunca tinha estado com outra pessoa.

Para ele, a relação não era clara e decidimos viver juntos para solucionar isso, mas não serviu de nada. O Carlos só me usava para fazer amor e eu era incapaz de me aperceber disso. Fazia tudo o que ele me pedia. Qualquer que fosse a hora a que ligasse, eu ia sempre. E, numa dessas noites, fiquei grávida. A sua reacção foi instantânea:

Acaba com isso, tu não vais ser capaz de criá-lo.
Ele tinha um bom emprego, um bom ordenado e uma vivenda acabada de estrear. E eu não tinha nada.
Se o tiveres, tiro-to.
Imagino que foi por ver a minha cara de medo que tentou adocicar com carícias o que dissera. Explicou-me ternamente que eu era demasiado jovem para ser mãe, e eu acreditei nele. Além disso, ofereceu-se para pagar e resolver tudo.

Fizeram-me o aborto numa clínica privada. Era tudo muito frio, incluindo as pessoas que me atenderam. Fizeram-me uma ecografia que não me deixaram ver.
- É uma gestação de três meses. É preciso fazê-lo depressa, porque depois será mais caro… – diziam.

Repetiram muitas vezes a palavra “rápido” E assim foi tudo. Senti que se me descolava o estômago.
- Sabemos que isto é o melhor, a única coisa que podes fazer… -tranquilizavam-me.

Lembro-me de tudo porque a anestesia foi local. Assim, era mais barato. Não sei se durou muito ou pouco tempo. Sei que no fim assinei um papel em que declarava que saía da clínica pelo meu próprio pé e sem sangrar. Mas não era verdade: o penso que me deram ia ensopado em sangue quando chamaram um táxi para me levar de regresso a casa. Não me lembro de mais nada. Ou talvez não queira lembrar-me…

Embora as más sensações não tenham desaparecido, parece-me tudo muito distante. Tudo mudou, desde então. Hoje sou mãe de uma menina, tenho outro companheiro e sou feliz. Não guardo rancor ao Carlos, continuo inclusivamente a considerá-lo meu amigo. Mas o que sei é que nunca mais me entregarei a um homem daquela maneira.

Nunca tinha falado do meu aborto e alegra-me que possa ser útil a alguém. Só espero que mais ninguém passe pela mesma dor sem sentido por que eu passei. O aborto é uma coisa muito má para qualquer mulher e a minha experiência é totalmente negativa, tal como a de muitas mulheres que sofrem discriminação de género por esta via.

O aborto é uma forma de instrumentalização da mulher: usam-nos a nós e aos nossos filhos. Não há direito que os pais se descartem assim do fruto da sua concepção. Não há direito ao aborto.

(In “Eu abortei – Testemunhos de abortos provocados”, de Sara Martín Garcia, Editora Principia)
Nota da autora: A minha participação neste livro consistiu em compilar e ordenar estes testemunhos, dando-lhes a forma de histórias e uma unidade. Todos eles são reais, embora, na maioria dos casos, os nomes utilizados sejam fictícios, para proteger a privacidade dos autores.

Fonte

sábado, 7 de maio de 2011

Homem aponta arma a namorada e diz: "Ou fazes um aborto seguro, raro e legal ou mato-te!"

Homem do Ohio que empunhou uma arma e tentou forçar a sua namorada a matar o bebé que ela trazia no ventre declarou-se culpado das acusações de tentativa de homicídio em relação ao filho de ambos.

Dominic L. Holt-Reid, um estudante universitário de 28 anos e pai de seis, foi acusado segundo uma lei de 1996 que define a terminação ilegal de uma gravidez como um assassínio. Os procuradores alegam que Yolanda Burgess, a namorada de 26 de Holt-Reid, inicialmente concordou em "terminar a gravidez" (matar o seu próprio filho) quando já estava 3 meses grávida.

Mas quando a Yolanda mudou de vontade no dia em que o assassinato do bebé ia ser levado a cabo, Holt-Reid, um criminoso que estava em liberdade condicional devido a uma condenação anterior (relacionado a drogas), alegadamente tirou para fora uma arma e forçou-a a conduzir até ao matadouro mais próximo. Ele acompanhou-a até ao interior com a arma escondida no cinto.

No entanto, a Yolanda conseguiu passar um papel aos empregados da "clínica" alertando-os para o que se estava a desenrolar. Eles chamaram a polícia e prenderam Holt-Reid.

Entretanto, Yolanda já deu à luz a criança.

Para além das acusações de tentativa de homicídio, Holt-Reid declarou-se culpado em relação às acusações de sequestro e posse de armas. Ele pode vir a ser condenado a 20 anos de prisão e pagar mais $35,000 em multas se for condenado em Junho próximo.

Fonte


Feministas como a like Robyn Marty fazem pouco das declarações de pessoas como o Republicano Rep. Glenn Gruenhagen por este afirmar o óbvio: alguns homens com "uma visão pervertida das mulheres" usam o aborto como forma explorarão. No entanto, não é difícil observar que Glenn Gruenhagen está correcto.

O aborto é uma violência (terminal) contra o ser humano que se encontra no ventre materno mas também uma práctica demoníaca que escraviza as mulheres.

O lobby feminista - que não se preocupa com a saúde das mulheres mas sim em formas de usar as mulheres para avançar com a sua visão marxista para a sociedade - não tem resposta para o facto do aborto ser um acto de violência contra as mulheres.

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