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domingo, 20 de maio de 2012

A questão do aborto está "pacificada" em Portugal? Então porque é que não está?

O DN declara:
A questão do aborto tende a suscitar sempre debates onde a paixão se impõe à razão, de ambos os lados da barricada. Não é uma marca nacional - é assim em todo o lado. O que talvez fosse importante evitar é o argumento - que certamente surgirá - segundo o qual o CDS-PP só avança para distrair o País da crise, criando uma nuvem de fumo através de um assunto já pacificado na sociedade portuguesa. É verdade que o assunto está pacificado - mas não há nada que não se possa discutir.
Por "pacificado" entenda-se "uma minoria da população portuguesa conseguiu o que queria e como tal, evita falar mais no assunto".

A verdade dos factos é que o assunto da matança de bebés inocentes nunca vai estar "pacificado" - especialmente se/quando os portugueses obterem acesso a imagens e videos do que acontece durante um aborto.

Esta tendência da elite esquerdista em declarar "vitória" e "final de debate" em situações onde nada está decido de modo irreversível é apenas manobra psicológica.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Os perigosíssimos e os invertidíssimos

« Eu não conheço o que pensam as pessoas, que lêem este texto, de uma sociedade, de uma nação, cujas forças policiais protegem e defendem os assassinos violentos daqueles que, mansa e pacificamente, procuram evitar esse malfazer maligno. Mas sei, com toda a segurança, que, como podem verificar lá para o meio desta filmagem, isso sucede em Portugal. Perigosíssima esta vintena de gente que exige a presença de cinco polícias para guardar o lugar onde, em média, se chacinam, numa grande carnagem, 25 pessoas, ainda miudinhas, por dia de trabalho.

Neste país inacreditável o estado executa à morte sumária, através dos serviços de saúde (!?) os inocentes de qualquer culpa, os concebidos - cruelmente impedidos de nascer -, desde que a mãe infantofóbica, forçadamente ou não, o decida (como escreveu lapidarmente Thereza Ameal: “São muitos os dramas por trás destas decisões... (mas) São piores ainda os dramas depois destas decisões...”). 

O mesmo estado usurpando perversamente o poder que lhe foi concedido impõe totalitariamente, violentando a consciência e a liberdade religiosa dos contribuintes, que todos sejamos coagidos a pagar essa abortança malvada de pessoas, iguais a nós, mas muito débeis ainda, eminentemente vulneráveis, e inteiramente indefesas; e condenados também ao pagamento iníquo da contracepção, inclusive da abortiva. Não lhe bastando, na sua sofreguidão sanguinária, com uma voracidade de Moloch, seduz as mães com prémios vários – isenção de “taxas moderadoras”, trinta dias de férias com subsídio a que, no cúmulo da sua manha dissimulada, apelida de “licença de maternidade”. Para o estado, essa coisa horrorosa de parir, ou dar à luz, que pede a constituição de famílias estáveis, fundadas no matrimónio, uno e indissolúvel, entre um homem e uma mulher, que garante o futuro de uma nação, que é o fundamento de um desenvolvimento integral, na totalidade dos factores constituintes da humanidade da pessoa deve ser combatida a todo o custo com a contracepção, a esterilização, a promoção de juntamentos lascivos entre pessoas do mesmo sexo, o divórcio expresso-sem-culpa, o filicídio sob a forma de aborto e de infanticídio pós-parto. 

Temos, pois, que em Portugal, os princípios e valores fundamentais estão tresloucadamente alterados devido a um conjuntivo de gente invertidíssima, que goza de imenso prestígio, é incensada pela grande comunicação social, e adulada por variegados sectores da hierarquia da Igreja católica. 

Oitenta mil pessoas, iguais a ti e a mim, dotadas do mesmo valor e da mesma dignidade transcendente daqueles que, cobarde e atrozmente, servindo-se da sua maior força, os envenenaram e esquartejaram, foram desumanamente eliminados, perante a indiferença fria da generalidade dos portugueses e o silêncio, ou as curtas palavras inócuas, dos prelados. Todos, sem excepção, mas ainda mais estes últimos terão de responder diante de Deus, Justo Juiz, nos dias tremendos dos juízos, particular e universal. 

Agora, agora mesmo, é o tempo da misericórdia e da conversão, depois será tarde. Agora, e não depois, é o tempo de fazermos penitência pública implorando o perdão de Deus para a enormidade do nosso pecado, como povo e como católicos e cristãos, manifestando o nosso arrependimento, desagravando e reparando as ofensas e injúrias feitas ao Coração Misericordioso de Jesus Cristo e ao Coração Maternal e Imaculado da sempre Virgem, Mãe de Deus e também nossa. »



Nuno Serras Pereira



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