
A maneira como a informação é «arquivada» na memória é condicionada pelas alterações hormonais provocadas pelos contraceptivos orais.
As mulheres que os tomam regularmente recordam, de um mesmo incidente, aspectos diferentes daqueles que são lembrados pelas mulheres que não tomam a pílula.
As primeiras tendem a recordar com mais intensidade o impacto emocional de um acontecimento, enquanto as segundas lembram-se de mais pormenores objectivos.
É a conclusão de um estudo realizado na Universidade da Califórnia. Os investigadores afirmam que a explicação está na redução das hormonas estrogénio e progesterona, induzida pela pílula. Estas hormonas interferem com a actividade do lado esquerdo do cérebro afectando, assim, a capacidade de memorizar de forma lógica.
Não se trata de um défice na capacidade de memorizar, mas uma alteração no tipo de informação memorizada.
Os investigadores alertam ainda para a necessidade de estudar mais a fundo o impacto dos contraceptivos orais a nível cognitivo, tendo em conta que mais de 100 milhões de mulheres a tomam todos os dias.
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