Foi com estas palavras eugénicas que um dos aborcionistas do blogue "Sim no Referendo" se congratulou:
Reparem no marxismo cultural presente nas palavras "o princípio da dissolução dos costumes". Aparentemente o aborto em si nunca teve nada a ver com a "saúde" da mulher, mas sim foi mais um passo para a "dissolução dos costumes".
Eis o que um blogueiro escreveu:
Reparem no marxismo cultural presente nas palavras "o princípio da dissolução dos costumes". Aparentemente o aborto em si nunca teve nada a ver com a "saúde" da mulher, mas sim foi mais um passo para a "dissolução dos costumes".Esta gentalha acha mesmo que matar bebés como forma de destruir o Cristianismo é um acto louvável. Josef Mengele estaria orgulhoso.
Eis o que um blogueiro escreveu:
Lendo o que se escreve pelos blogues mais relevantes constata-se, sem dúvidas, que afinal não estava em causa a penalização das mulheres. O que se escreveu sobre elas? Pois, o importante era impor à Igreja Católica uma grande derrota (Causa Nossa), promover a dissolução dos costumes (Arrastão), permitir que alguns deixassem de ter pesadelos à noite, dissipando aúreas obscurantistas, dar uma vitória ao Estado Secular (Sim no Referendo), uma vitória à laicidade (Bichos Carpinteiros). No fundo, o povo achincalhou a Igreja Católica (Diário Ateísta) e outras tretas que tais.
Bem me parecia, quando escrevi este artigo, que a questão estava longe de ser uma mera aderência à realidade, mas antes uma cruzada do realismo pós-moderno. Nada como a euforia da vitória para repor a verdade e virem à tona as reais motivações.
Rodrigo Adão da Fonseca
Como diz o Rodrigo, e muito bem, a questão nunca foi o "sofrimento das mulheres" mas sim uma luta contra o Cristianismo.