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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Viva o Aborto!

Texto do padre Nuno Serras Pereira, do qual tomei conhecimento aqui:

«Durante a guerra civil espanhola, a 12 de Outubro de 1936, na Universidade de Salamanca, durante um empolgado discurso de Francisco Maldonado, alguém, mais tarde secundado pelo general José Millán-Astray y Terreros, gritou “viva a morte!”. Miguel de Unamuno, que presidia à mesa da sessão, não se conteve e no comentário improvisado insurgiu-se contra aquele urro denominando-o “grito necrófilo e insensato”, “paradoxo ridículo” e “repelente”.


Este episódio veio-me à memória no dia de ontem aquando da eleição de Assunção Esteves ao cargo de presidente da assembleia da república com a unanimidade dos deputados a ovacionarem-na de pé, a comentarem elogiosamente o seu percurso político, o seu elevado sentido de estado, o seu empenho aguerrido e obstinado a favor da liberalização do aborto, nos dois referendos sobre o mesmo, demonstrando assim estar ao lado do futuro. Como se não bastara a eficaz necrófila Maria de Belém exclamou que ela, Assunção, fora a primeira escolha do seu tétrico partido. Soube-se também, pela comunicação social, que o cds, o tal partido que se proclama pró vida, deu indicação de voto aos seus deputados para a elegerem e que o funesto presidente da república logo lhe telefonou a felicitá-la - só falta, mas não deverá tardar, a costumeira lisonja pública de alguns Bispos a personagens da mesma espécie.

A própria dedicou (?) aquele momento de alegria “às mulheres políticas que (supõe-se, como ela) trazem para o espaço público o valor da entrega e a matriz do amor e “sobretudo às mulheres anónimas e oprimidas”. Como uma ungida compromete-se a “dignificar” o cargo “com sentido de missão” e a dedicar cada dia “à redenção histórica da … circunstância” das “mulheres” e tudo isto com uma “alegria cristã” pois a “política é … o exercício de virtude” (os itálico são meus). O Anticristo não se expressaria melhor.


Tudo isto se poderia, a meu parecer, sintetizar no grito repugnante de “viva o aborto!”.


Escrevi, numa pressa de emergência, há tempos uma ladainha pedindo a Deus que nos livrasse dos políticos católicos. Muitos acharam que eu estava a brincar e outros acusaram-me, inclusive, de blasfémia sacrílega. É verdade que nunca pedi a aprovação eclesiástica para a mesma. Por isso, não a mandei imprimir mas limitei-me a partilhá-la com os amigos habituais. Porém, devo confessar que, na minha opinião, essa oração é mais urgente que nunca. Mas eu não passo de um bisbórrias.»

* A alegria de Assunção Esteves

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A alegria de Assunção Esteves

A alegria abortista invadiu o parlamento. Para felicitar a nova presidente da Assembleia da República, a bancada do Bloco de Esquerda, pela voz do humanista Luís Fazenda, não encontrou melhor motivo do que louvar  Assunção Esteves por esta ter apoiado a legalização da matança de seres humanos há quatro anos. Elogio ao qual Assunção Esteves respondeu com um sorriso cheio de ternura. 
A mesquinhez desta gente é revoltante. Não só legalizam a execução e financiamento público desse acto criminoso, como não perdem uma oportunidade de se elogiarem uns aos outros em público por o terem feito. Não se cansam de lembrar a sua conquista. Mesmo nos acontecimentos ( supostamente) mais solenes, os quais não têm por finalidade discutir o aborto e nos quais participam pessoas que são contra a legalização dessa injustiça contra os mais fracos. Eleita uma nova presidente do parlamento, não podiam deixar de lhe elogiar uma característica fundamental que a habilita especialmente para o cargo: apoiou a legalização disto.

«Luís Fazenda lembrou à câmara aquilo que os deputados do CDS - e alguns do PSD - talvez preferissem esquecer: "No último referendo que a sociedade portuguesa teve, esteve do lado do futuro". Tradução: Assunção Esteves votou pelo sim à despenalização do aborto.»

[ O video encontra-se no final do artigo:
 http://aeiou.expresso.pt/gen.plp=stories&op=view&fokey=ex.stories/657082 ]

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Já anteriormente, a nova presidente da Assembleia da República tinha adjectivado a sua alegria pelo exercício do cargo como "cristã". Pormenor que o nosso amigo Joaquim comentou neste texto, que reproduzo abaixo:

«Ouvi alguns excertos do discurso da recém-eleita Presidente da Assembleia da República, e pelo meio das suas palavras, ouvi-a falar na “alegria cristã”.

Fiquei obviamente feliz com tal expressão, e "pensei com os meus botões" que talvez houvesse alguém em lugar tão importante, que fosse defensor dos valores cristãos que enformam o povo Português, que fosse alguém defensor da vida.

Como, “palavras, leva-as o vento”, fui à procura da posição da referida senhora sobre alguns temas, nomeadamente o aborto.

E para meu espanto, ou talvez não, Assunção Esteves foi das poucas deputadas do PSD, (ao que pude averiguar), que defendeu intransigentemente o sim no referendo ao aborto.

Como é que uma mulher inteligente e culta, (segundo afirmam), se permite utilizar uma expressão de tão rico e imenso conteúdo, como é a “alegria cristã”, e ao mesmo tempo ser a favor de algo que é totalmente contra a Doutrina cristã?

Ou será que a senhora julga que Jesus Cristo é pró-aborto?

É que aqui nem está em causa o ser ou não católico.
Basta afirmar-se cristão, para indubitavelmente se ser contra o aborto.
E aqui não há duas opiniões, mas apenas esta, que é a verdadeira.

Já agora, se utilizou a expressão como mera figura de retórica, também de alguma forma enganou aqueles que a ouviram, porque não se pode falar de “alegria cristã”, sem se saber o que é ser cristão e viver como cristão.

É bonito, fica bem, proferir tal frase, mas ela não tem qualquer sentido vindo de alguém que é a favor do aborto.

É que a expressão “alegria cristã” tem um conteúdo imenso, mas bastava apenas um, para a frase já não ter sentido na boca de alguém que apoia o aborto.

É que a “alegria cristã” se baseia, é intrínseca, à vida!
A vida criada por Deus em cada ser único e irrepetível, desde a sua concepção, até à sua morte.

E neste sentido, ao falarmos em “alegria cristã”, não interessam opiniões, nem suposições, como por exemplo, sobre quando começa a vida, mas apenas e só a verdade que cada cristão deve acreditar e professar, que a vida é dom de Deus desde a sua concepção até à morte, (e até para além da morte), e como tal, só a Deus pertence, sendo assim inviolável seja por quem for, e sejam quais forem os motivos ou razões que se quiserem encontrar.

Resumindo, a expressão “alegria cristã” na boca da nova Presidente da Assembleia da República não tem qualquer sentido, o que não invalida que ela possa ser uma pessoa competente “politicamente” para o cargo para que foi eleita, mas que se deve coibir de utilizar expressões “religiosas” que podem induzir em erro aqueles que a ouvem e podem acreditar que a senhora professa a fé cristã, em que afinal, pelos vistos, não acredita, porque a ela se opõe. »

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