segunda-feira, 23 de abril de 2012

O equívoco de Paulo Macedo e a decisão política por trás do aborto subsidiado

Fonte
No final de um encontro onde o ministro falou sobre “O Futuro do Sistema de Saúde Português”, um advogado presente na plateia questionou Paulo Macedo sobre as suas intenções quanto à actual lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).

O referendo resultou favorável à despenalização do aborto. O Estado tem promovido o aborto pagando a IVG. São 100 milhões de euros de despesa total com uma medida que ainda por cima contribui para a diminuição da natalidade. Tenciona alterar este regime ou manter”, questionou.

Paulo Macedo respondeu que essa foi uma decisão política com os custos inerentes à sua tomada e na qual não tenciona mexer.

Não sou favorável a referendos sucessivos. Há um custo significativo, mas Portugal decidiu assim”, afirmou.

O senhor ministro da saúde está equivocado. O que foi decidido em referendo em relação ao aborto foi que a sua prática em determinadas condições deixava de ser crime. Uma decisão que não tem, portanto, nada a ver sequer com o seu ministério.

A decisão política de incluir o aborto no SNS, com particular estatuto de privilégio, e de criar direitos legais às mulheres que abortaram por opção foi uma decisão política livre, tomada pelo governo de então posteriormente ao referendo, decisão tão livre como a que poderia ser tomada por este governo em direcção contrária, se o quisesse fazer e não se estivesse a tentar refugiar em argumentos de ocasião e em estratégias de enganar tolos.

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sábado, 21 de abril de 2012

Miguel Oliveira e Silva: Matar bebés inocentes é uma virtude

Isto só é surpresa se se pensar que o propósito da legalização da matança de bebés mais não era que uma forma de aumentar a . . . matança de bebés.
Cinco anos após a entrada em vigor da lei que descriminalizou a interrupção voluntária da gravidez, o aborto clandestino já é residual [irrelevante], mas o número de mulheres que recorrem ao hospital para abortar repetidas vezes tem vindo a aumentar.
Porque não? Se se pode matar um bebé por qualquer que seja o motivo, porque não fazê-lo várias vezes por ano?
A principal lacuna na lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG) é o facto de permitir que algumas mulheres recorram ao aborto reiteradamente, defendem vários especialistas, que apontam a necessidade de impor uma taxa ao aborto recorrente.
Não há justificação para se impor uma "taxa" ao aborto repetido. Se se pode fazer uma vez, pode-se fazer quantas vezes forem necessárias. Se uma mulher diz que "não tem condições" para criar uma criança, e pede para que a mesma seja sugada do útero e lançada no caixote de lixo, então ela pode continuar a apelar ao mesmo motivo sempre que engravidar e não quiser ser responsável pelos seus actos.
O presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), Miguel Oliveira e Silva, considera que a maior virtude da lei foi as mulheres deixarem de morrer por causa de um aborto, mas classifica de “vergonhoso” e “indesculpável” o facto do Ministério da Saúde não ter imposto uma taxa moderadora para o aborto recorrente.
As mulheres "deixaram" de morrer, mas os bebés continuam a morrer. Não se entende como é que uma lei que mata bebés inocentes pode ser uma "virtude".
O combate ao aborto clandestino foi um dos grandes objectivos desta lei, que conseguiu tornar esta realidade residual e sobretudo em gravidezes com mais de dez semanas.
Para acabar com a matança de bebés inocentes de forma "clandestina", vamos subsidiar a mesma e torná-la legal. Talvez seja este o caminho para se acabar com o "furto clandestino", o "assassínio clandestino", e a "violação clandestina": o Estado subsidia e essas prácticas tornam-se "residuais".
Por este motivo, há especialistas que defendem o alargamento do prazo legal da IVG para as 11 semanas.
Porquê?
Para Luís Graça, que dirige o departamento de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, um prazo de onze semanas seria “mais confortável” para resolver problemas que se colocam com determinados tempos de gestação.
Sim, vamos tornar a matança de seres humanos em algo mais confortável . . . . menos para o bebé.
O último estudo feito sobre o número de abortos em Portugal foi realizado pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) e teve por base os dados oficiais disponíveis: da Direcção-geral da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística, até 2010. De acordo com esses números, desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil interrupções [sic], das quais perto de 13.500 foram repetições.

Segundo o estudo, que foi realizado em Fevereiro, por ocasião dos cinco anos do referendo da despenalização do aborto, esta reincidência “tem vindo a aumentar consideravelmente”. Só em 2010 houve 4651 repetições de aborto, das quais 978 representaram duas ou mais repetições.

Além disso, desde o primeiro ano da lei, houve um aumento de 30% no número de abortos anuais: 15 mil no primeiro ano e 19 mil nos seguintes (de 15 mil em 2008 para 34 mil em 2009 e 54 mil em 2010). No entanto, as complicações associadas a abortos clandestinos baixaram consideravelmente desde 2008.

O estudo revela ainda que a intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.

Tal como era suposto acontecer.

Não é por acaso que os ocultistas que controlam a política portuguesa não querem cortar nas despesas em torno da matança de bebés inocentes uma vez que esta práctica 100% mortífera fomenta a promiscuidade e por sua vez ataca a unidade da família natural.

Com a família destruída, e a nação empobrecida, a elite ocultista dominará sobre a população de forma mais fácil.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Demasiado perturbador


Não há palavras para se descrever esta selvajaria.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Aborto pós-natal: Recém-nascido encontrado morto no lixo

Um bebé recém-nascido foi ontem encontrado morto num terreno, dentro de um caixote do lixo, em Cernache do Bonjardim, no concelho da Sertã.

A mãe, uma jovem e solteira, é suspeita de o ter abandonado após o parto, realizado em casa, em circunstância que a PJ do Centro ainda está a tentar apurar. A mulher já foi identificada e o corpo do bebé será hoje submetido a autópsia no Instituo de Medicina Legal de Coimbra, que irá esclarecer se se trata de um caso de homicídio ou de abandono de um nado--morto.

O caso foi denunciado às autoridades por familiares da jovem que se terão apercebido de movimentações estranhas. Após a realização de buscas, em que participaram a GNR, os bombeiros e elementos da Segurança Social, foi encontrado durante a tarde o feto, aparentemente de tempo completo.

A mãe, que ocultou a gravidez, terá feito o parto em casa sozinha durante a noite, tendo depois abandonado o recém-nascido. Às autoridades a jovem disse que desconhecia se o bebé estava vivo ou morto após o parto.

Fonte

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Infanticídio livre ou aborto proibido. Não há outra opção.


«  O ponto fundamental – o aborto é aceitável se e só se o infanticídio também o for –, (...) ilustra por que chegam os diversos autores a conclusões diversas: os que partem da aceitabilidade do aborto vêem-se obrigados a aceitar o infanticídio; os que partem da inaceitabilidade do infanticídio, vêem-se obrigados a rejeitar o aborto.

(...)

A maioria das pessoas, aparentemente, não leva nada disto a sério. O aborto é uma questão que se discute superficialmente, com slogans – O corpo é da mulher, O aborto é uma questão de consciência, Legalizar o aborto acaba com o aborto clandestino, etc.–, e fica-se com a ideia que os trabalhos académicos do tipo descrito acima são especulações ociosas de pessoas completamente desclassificadas. Mas, pergunta-se, como pode alguém pensar que são desclassificados professores das maiores universidades do mundo e investigadores altamente prestigiados entre os seus colegas?

Se grandes vultos da filosofia estão de acordo em que não é possível distinguir o recém-nascido do bebé dentro do útero, é melhor levar o aviso a sério e perceber que no aborto se joga o infanticídio. E se este tipo de considerações não ajuda as pessoas a perceber o problema, ao menos que a realidade as convença.

Em 1986, dez anos depois do aparecimento do livro de Baruch Brody, a sentença Bowen vs American Hospital Association determinou que, havendo acordo dos pais, os hospitais podem negar cuidados médicos a qualquer criança que nasça com atraso mental ou com uma outra qualquer deficiência. Isto é válido mesmo quando o objectivo desta falta de assistência é causar a morte do bebé. Para o efeito, alimentar o bebé é considerado tratamento médico, pelo que pode ser negado.

O infanticídio ficou assim legalizado em certos casos particulares, embora a redacção seja tão vaga que abre a porta a qualquer caso. A sentença Roe vs Wade, ao colocar a linha de morte no nascimento, era indefensável – tal como os filósofos tinham dito – e, portanto, acabou por cair… para o pior lado.

Mas os filósofos disseram também que tanto as dez semanas do compromisso parlamentar como as doze semanas da JS são indefensáveis. A lei acabará por cair para um lado ou para o outro.

Porquê, então, aprová-la? Porque se aprova uma lei indefensável? Não será melhor começar por estudar o problema seriamente?

A  aproximação directa à lei que acabará por liberalizar o infanticídio a pedido, em todos os casos e sem nenhuma razão especial, já começou a ser feita (...) A questão de onde tudo parte é esta: o que é abortar? Concretamente, se um bebé de 8 ou 9 meses estiver a espernear e esbracejar à frente de todos, mas ainda tiver a cabeça dentro da mãe, matá-lo nesta altura é aborto ou infanticídio? 

O presidente dos Estados Unidos decidiu que era aborto e, portanto, este tipo de mortes é legitimo e aplica-se o Roe vs Wade. Pode-se matar nestas circunstâncias sempre que exista “qualquer factor físico, emocional, psicológico, familiar ou de idade, que seja relevante para o bem-estar da mulher”.

Qualquer pessoa percebe que o passo seguinte é matar o bebé quando já está cá fora mas ainda não lhe cortaram o cordão. E a festa seguirá até sabe-se lá onde.

É preciso notar que estas coisas não acontecem pelo facto de, alegadamente, os Estado Unidos da América serem um país de loucos. Isto acontece pelas razões teóricas identificadas pelas pessoas que estudaram o assunto. Não há possibilidade de distinguir o nascido do não-nascido. »


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Recordando:

O caso do bebé Joseph:
" O dito hospital considerava que a alimentação artificial de que o bebé necessita era um tratamento "fútil", considerando que a esperança de vida da criança é curta e que ela não sobrevive sem alimentação. 
O "plano" destes facínoras consistia em deixar morrer o bebé Joseph à fome, negando-lhe a alimentação artificial. "
Via Blogue Espectadores

O infanticídio já é politicamente correcto.

O político norte-americano Rick Santorum foi pai de uma criança que morreu poucas horas após o parto. Como uma pessoa normal, fez luto pela morte do filho. O corpo do bebé foi velado na sua casa, em família, antes do funeral.

Alguns inimigos do candidato republicano, como este, acharam piada à maneira como ele lidou com a tragédia e disseram que esse comportamento revela  a "loucura" de Santorum. 

Antes disso, Santorum já era um fanático e fundamentalista por não estar ao lado daqueles que defendem o "direito" a tratar como lixo os bebés em gestação no ventre materno. Entretanto, também passa a ser louco por ter feito o funeral do próprio filho. 

Apelando ao ridículo, aquele inimigo de Santorum assume ser de senso comum que um filho é uma coisa, um ser insignificante cuja morte  não justifica um velório em família. 

Num mundo em que Peter Singer é considerado um grande filósofo e referência ética não surpreende que organizar o funeral de um bebé já seja visto como um comportamento que dá má imagem aos políticos. Comparável a bater na mulher, ter amantes ou fugir aos impostos.

Não deve faltar muito para Santorum ser considerado louco, fanático e fundamentalista por ainda não ter assassinado os filhos que lhe restam.

Escrevi abaixo um exercício teórico, com argumentação semelhante à do famoso e recente artigo sobre o direito a matar recém-nascidos. Escrevi-o porque nas reacções a essa polémica vi que muitos ficavam mais incomodados com quem levantava a questão da moralidade de matar os autores do artigo, do que com a apologia do infanticídio feita por estes.

Se o direito a matar crianças pode ser discutido e argumentado em nome da liberdade de expressão (como alegam os autores do artigo e seus apoiantes), então o direito a matar defensores do infanticídio tem de ser considerado uma discussão ainda mais legítima.

Segue o argumento:

Pena de morte: deve o infanticida viver ?
Mostrando que tanto o cão raivoso como o infanticida não têm o estatuto moral de pessoas e que o isolamento de ambos, em jaulas, nem sempre é o mais útil para a sociedade, o autor argumenta que "interromper voluntariamente herodes" -matar infanticidas- deve ser permitido em todos os casos em que a matança de cães raivosos é, incluindo os casos onde o infanticida ainda não matou, mas constitui perigo e ameaça para a vida de outros.
O estatuto moral do infanticida é equivalente ao de um cão raivoso pois ambos revelam ausência de empatia pelas suas vítimas. Em vez de pessoas, cão raivoso e infanticida são bestas perigosas. Como não são pessoas, nenhum deles tem direito a viver. 
Tal como acontece com os cães raivosos, permitir aos infanticidas a vida em sociedade e liberdade implica risco de vida para outros. 
A hipótese de um determinado cão raivoso ser curado não é razão para proibir, em absoluto, o abatimento de cães raivosos. E o facto de um cão raivoso não ter ainda atacado qualquer pessoa também não é motivo para proibir que ele seja abatido por precaução. 
Da mesma maneira, a hipótese de um infanticida mudar de ideias, arrepender-se ou o facto de ainda não ter atentado, na prática, contra a vida de qualquer criança, também não é motivo para proibir a execução de infanticidas. 
Portanto, argumento que todas as circunstâncias que justificam a matança de um cão raivoso, justificam a matança de um infanticida. 
Poderá ser argumentado que prender o infanticida, isolando-o da sociedade, proporcionaria segurança às crianças e seria uma solução moralmente mais acertada. No entanto, a simples existência do infanticida pode ser causa de ansiedade e preocupação para as crianças, pais e sociedade. Existindo um infanticida, há sempre a possibilidade dele influenciar outros a matar crianças, mesmo estando preso. Ou, tal como acontece com os cães raivosos, de conseguir escapar da jaula.
Como tal, em vez de prender o infanticida, executá-lo é aquilo que melhor serve os interesses, a segurança e a qualidade de vida das crianças e da sociedade em geral.

Usando o mesmo critério da análise que muitos fizeram ao artigo sobre o infanticídio, para o elogiar, qualquer um pode ver que o meu texto também é composto de argumentos logicamente válidos cujas conclusões seguem das premissas.

Se o leitor fica mais chocado com o raciocínio que apresentei sobre o direito à vida dos infanticidas, do que com o raciocínio dos infanticidas sobre o direito à vida das crianças; os meus parabéns! Significa que sofreu uma lobotomia politicamente correcta, já se livrou da empatia e do senso comum. Acharia pior matar alguém que deseja matar crianças, do que matar crianças.

Se o leitor fica mais preocupado com a possibilidade de alguém ler este texto e começar a matar defensores do infanticídio, do que preocupado com o facto do infanticídio já estar legalizado em alguns países; significa que o leitor teme mais um desconhecido zé-ninguém sem qualquer influência política ou mediática, do que teme "académicos", "especialistas" e "filosófos" influentes e poderosos, que dizem ser capazes de matar crianças e têm realmente a legalização do infanticídio como objectivo.

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A ler:

[ Texto publicado no blogue; Contra o Aborto ]

«Newt Gingrich perguntou por que a grande imprensa daquele país jamais confrontou Barack Obama com seu favorecimento ao infanticídio quando era senador do estado de Illinois. - Como assim? Que conversa é esta? - muitos indagaram, entre democratas e republicanos.

Não, isto não se trata do tristemente famoso "Aborto por Nascimento Parcial", um procedimento que já é de gelar o coração até dos mais fortes, no qual o bebé já quase plenamente formado é retirado do útero de sua mãe, à excepção de sua cabeça, na qual é feito um buraco e enfiado um tubo por onde seu cérebro será sugado. Este procedimento é um horror à parte e teve também o apoio incondicional de Obama, mas não é sobre isto que Newt Gingrich falava.

O político republicano falava especificamente sobre Obama ter votado contra o Illinois´ Born Alive Infant Protection Act [Acto de Proteção ao Bebé Nascido Vivo do Estado de Illinois]. Esta legislação visava que crianças que acaso tivessem sobrevivido a tentativa de aborto fossem reconhecidas legalmente como pessoas, sendo obrigatório que lhes fossem dispensados cuidados médicos para mantê-las vivas.

Pois bem, nas 3 oportunidades em que esta legislação foi apresentada ao senado estadual de Illinois, o então senador Barack Obama votou contra. Para Obama, o suposto direito ao aborto vai tão longe que inclui a possibilidade de na eventualidade de um bebé sobreviver ao procedimento de aborto, que este seja abandonado à morte, como em casos já acontecidos na Grã-Bretanha nos quais até mesmo bebés que não haviam sido abortados foram deixados sem cuidado médico para que morressem ("Um bebé abandonado à morte" e "Hitler venceu?").

Ou seja, os pesquisadores Giubilini e Minerva não estão, infelizmente, falando de coisas novas. A Cultura da Morte vai tão avançada pelo mundo que uma pessoa como Obama consegue se eleger presidente da nação mais poderosa do mundo sem que a imprensa sequer o indague sobre suas ações como político, que na prática favoreceram o infanticídio. »

domingo, 25 de março de 2012

Responsabilizando as mulheres


"Se achas que não estás pronto para ser pai, não tenhas relações sexuais!"

Este é o clássico ataque que as aborcionistas fazem quando os homens tentam de algum forma ter algo a dizer sobre o gestante. Mas o estranho é que nunca se diz às mulheres algo como:

Se não estás pronta para ser mãe, não tenhas relações sexuais.
Sem dúvida que a matança de bebés inocentes acabaria num instante.

Em vez disso, o que é dito é que é o direito da mulher escolher o que fazer com o "seu" corpo - mesmo que isso signifique matar o bebé que cresce no seu ventre. Claro que isto é falso visto que a mulher tem tanto "direito" a matar o bebé que se encontra dentro do ventre materno tal como o homem tem o direito de espancar a sua esposa dentro de casa.

Mas porque é que as feministas empurram a decisão de fazer ou não fazer sexo para os homens, mas não fazem o mesmo junto das mulheres? Porque é que os homens têm que ser responsáveis mas as mulheres podem ser irresponsáveis e matar o bebé mais tarde?

Será que isso acontece porque as feministas acham que as mulheres são incapazes de tomar decisões sérias em assuntos como este? O facto de só os homens serem responsabilizados pela futura gravidez é um indicativo muito forte.

Será que o feminismo defende mesmo a responsabilidade conjunta? Se os homens têm que ser responsáveis, porque não as mulheres?

A função primária da actividade sexual é a reprodução. Quando duas pessoas voluntariamente se envolvem numa relação sexual, AMBAS estão cientes que há a hipótese de gravidez. Portanto, a responsabilidade é conjunta.

Devido a isto, e uma vez que as feministas defendem que os homens que não estão prontos para serem pais devem evitar relações sexuais, todas as mulheres que não estão prontas para serem mães devem evitar qualquer tipo de relação sexual

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sexta-feira, 23 de março de 2012

1+1=2

 As "freiras" que ajudam prostitutas [ a abortar e a exercer a "profissão"]

« a Irmã Maria Angeles, (...) garante nunca ter tido problemas com os sectores mais conservadores da Igreja por dar preservativos ou acompanhar as mulheres aos hospitais para fazer abortos legais. «A Igreja sabe o que nós fazemos. Ainda há dias estive em Fátima e disseram-me para continuar», assegura a Irmã Maria Angeles.»


+

Catecismo da Igreja Católica:
« A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canónica de excomunhão este delito contra a vida humana. "Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae * »




As "freiras" que ajudam mulheres a abortar, estão excomungadas. Aqueles que dizem às freiras para que continuem a ajudar a abortar, não são a "Igreja" e também estão excomungados.

Excomunhão latae sententiae - Aquela em que o fiel incorre no momento que comete a falta previamente condenada pela religião.
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quarta-feira, 21 de março de 2012

O maniqueísmo progressista-abortófilo

Neste sítio, discutia-se o aborto como se o aborto só matasse quando a mãe da criança morre. No entendimento dessas pessoas, apesar do aborto servir para a matar, a criança não existe. Deixei lá um comentário com uma pergunta. A resposta não me surpreendeu:

De Jairo a 24 de Fevereiro de 2012 às 15:12
Entre 2007 e 2012 temos mais de 80000 mortes provocadas pelo "aborto legal".
Cumplicidade na morte de mais de oitenta mil seres humanos. Como se sentem os apoiantes da legalização da matança? Satisfeitos? 

De Ana Matos Pires a 27 de Fevereiro de 2012 às 23:01
Buéééé, 'tá a ver?

Não é ironia. É mesmo satisfação. Em Fevereiro de 2007 festejaram a legalização da morte dos mais fracos, indefesos e inocentes. Com risos, aplausos, gritos, bejios, abraços e saltos.  

Todos os anos celebram essa data. E ficam furiosos se outros não compreendem como conseguem festejar a lei que permite esquartejar e envenenar um bebé dentro do útero da sua mãe. Acham que festejar tal coisa não é tão mau, nem sequer comparável, ao acto "terrorista" de mostrar fotografias de bebés abortados.

Usando a mesma "lógica" de quem acha que terrorismo é mostrar fotografias de abortos,  o holocausto nazi ocorre quando se mostram fotografias dos campos de extermínio de judeus, e o atentado terrorista do 11 de Setembro consiste na divulgação de fotos e imagens do ataque.

Querem o aborto legalizado e festejado. Mas detestam que se mostre a realidade que legalizaram e festejam.

Se festejam o aborto, é porque o consideram um bem. Mas também detestam que o aborto seja discutido como bem ou mal. Dizem mesmo:

« estamos todos - e todas, sobretudo - muito fartos que nos digam o que é bem e o que é mal. Foi sobre isso o referendo, sabiam? » 

A expressão "ditadura do relativismo" é  redundante. Relativismo moral implica necessariamente a imposição arbitrária de um "bem" e de um "mal".

Neste caso, determinam que o aborto é bom e deve ser legalizado. A treta do "estamos fartos que nos digam o que é o bem e o mal", significa que, uma vez legalizado, o "bem" do aborto não pode ser colocado em causa. Quem se opõe ao aborto, passa então a ser classificado como fanático, medieval, inquisidor, ultra-conservador, fascista, reaccionário, machista, terrorista, criminoso,... ou seja, o mau.

Estas pessoas que festejam e assumem satisfação pela morte desses seres humanos, impõem o aborto como um direito, um bem que a sociedade deve financiar. Mas estão fartos que lhes digam o que é o bem e o mal...








quinta-feira, 15 de março de 2012

Cultura da Vida vs Cultura da Morte

« O Hospital Clínic de Barcelona e o Hospital Sant Joan de Deus operaram pela primeira vez no mundo uma bebé de 26 semanas que sofria uma doença pulmonar que leva à morte fetal em 90 por cento dos casos, permitindo que a menina nascesse saudável com 2,54 quilos na semana 38,6 da gestação.»

[ Via Spe Deus ]

« entre as 22 e 24 semanas, no caso de malformação grave fetal, incompatível com a vida ou que condicione grande incapacidade ou sofrimento, efectua-se feticídio, no qual se injecta por meio de uma agulha cloreto de potassio directamente nas camaras cardíacas. »


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O direito à vida como absoluto é um limite que impõe um sentido de progresso à medicina, a favor das pessoas. A cultura da morte trata as pessoas como gado descartável. [ A cultura da morte ]

terça-feira, 13 de março de 2012

O estado da medicina em Portugal

«Nalguns hospitais de Portugal, induz-se o parto para depois deixar morrer passivamente ou matar activamente a criança nascida dando-a como abortada. » 
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Há dias, uma senhora que se identifica no facebook como médica obstetra, a qual não conheço, não faz parte dos meus contactos  nem abordei, ficou incomodada com algo que eu escrevi sobre o aborto e enviou-me a mensagem que cito ( texto em negrito) e comento abaixo.

« Jairo Filipe,
Desculpe estar a opinir sobre algo, cuja página não partilho. Mas vi um amigo meu a participar tão activamente num tema que a mim me diz mto.» 

O tal amigo deve ser um destes simpáticos ateus e abortistas militantes. O que a levou a contactar-me foi eu ter informado que em Portugal o aborto está legalizado até aos dois meses e meio de gravidez por vontade da mulher; até aos quatro meses em caso de violação; até aos seis meses em caso de deficiência; e em qualquer momento da gravidez ( até aos 9 meses) no caso de risco para a saúde física e psíquica da grávida, ou de fetos considerados "inviáveis. Disse-me:

« Está a confundir o conceito da palavra aborto.

Cá vamos nós...

... Aborto consiste num procedimento a partir do qual a gravidez é interrompida sem qualquer viabilidade do feto. Actualmente é até às 24 semanas. »

Por "viabilidade", a doutora entende a capacidade do bebé para sobreviver fora do útero. Mas o aborto não se define por interromper a gravidez quando o bebé não pode sobreviver fora do útero. O aborto define-se por atentar contra a vida de um ser humano em desenvolvimento no útero da sua mãe, independentemente dele ter, no momento da gravidez em que é atacado e colocado em risco de vida por covardes, muitas ou poucas probabilidades de sobreviver fora do útero. Decapitar alguém, é decapitar alguém. O mesmo para qualquer outro método abortivo. As coisas são o que são e para um aborto ser aborto, é indiferente se a pessoa decapitada ( ou queimada, envenenada, etc, etc) tinha muitas ou poucas hipóteses de sobreviver fora do útero, fora de uma casa, ou fora de uma atmosfera com ar respirável.

« Contudo, entre as 22 e 24 semanas, no caso de malformação grave fetal, incompatível com a vida ou que condicione grande incapacidade ou sofrimento, efectua-se feticídio, no qual se injecta por meio de uma agulha cloreto de potassio directamente nas camaras cardíacas. »

Esta "médica" que decidiu perder tempo a enviar-me uma mensagem onde explica que os médicos portugueses podem injectar sal no coração de crianças deficientes com seis meses de gestação, matando-as, como se isso fosse a coisa mais normal e moralmente irrelevante do mundo; devia saber que "feto" é um estágio de desenvolvimento do ser humano, que se inicia numa fase bastante anterior às 22 semanas. Portanto, antes disso também se efectua "fetícidio" quando se executa um aborto. Esta distinção entre aborto e "feticídio" é uma mentira. Antes das 8 semanas o aborto mata um embrião. Será que nessa altura, também há uma distinção entre aborto e "embriocídio" ?

Desta vez não o faço, mas se mais algum "médico" sentir o dever de me informar e ensinar como se matam bebés deficientes nas barrigas das mães, falando nesses crimes como se estivesse a falar de actos médicos, terá a sua foto e nome aqui divulgados por baixo do título homicida.

Aos seis meses de gestação...
... « efectua-se feticídio, no qual se injecta por meio de uma agulha cloreto de potassio directamente nas camaras cardíacas. » 

«A partir das 24 semanas pode haver interrupção de gravidez, mas em casos extremos se realmente a vida da mãe estiver em risco...mas antecipa-se o parto- faz-se indução ou cesariana, em função da situação. »

Se a partir das 24 semanas pode haver "interrupção da gravidez", e se "interrupção da gravidez" significa aborto na linguagem deste senhora, então ela sabe que a partir das 24 semanas o aborto está legalizado. Provocar um parto aos seis meses, para diminuir o risco da mãe morrer, implica atentar contra a vida da criança. Perante duas vidas em risco, o que se deve fazer é tentar salvar ambas. E não desprezar a mais fraca para tentar salvar a mais forte. 

Matar o mais fraco para salvar o mais forte, qualquer um consegue fazer e não se torna médico por causa disso. Por definição, a medicina é incompatível com a cultura da morte.

Esta especialista também não especificou o que significa um "caso extremo em que realmente a vida da mãe está em risco" e como é que expulsar a criança do útero resolve o problema e acaba com o risco. Até parece que induzir um parto por indução ou cesariana, aos seis meses de gravidez, não coloca qualquer risco para a vida da mãe...

«Não é verdade que se possa "abortar" até aos 9 meses...pode abortar-se até às 10 semanas...depois pode fazer-se uma interrupção médica ou terapêutica da gravidez até às 24 semanas. A partir daqui, sempre indução do trabalho de parto, com as conseguencias que isso pode ter para a criança..»

É melhor ignorarmos estas confusas definições e distinções entre aborto, interrupção "médica" da gravidez ( como seja injectar sal no coração de um bebé deficiente) e "indução do trabalho de parto com as consequências que isso pode ter para a criança" ( incluindo a consequência da sua morte, que parece não tirar o sono a esta médica....)

A questão é a esta: 

-Eu disse que em Portugal o aborto está legalizado até aos 9 meses. 
-A doutora responde "não é verdade que se possa abortar até aos 9 meses". 
-A lei diz: 

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n. 6/84 de 11 de Maio



Artigo 140º
(Exclusão de ilicitude do aborto)

  1. Não é punível o aborto efectuado por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:

    (...) b.  Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de doença grave ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, (...) excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
A doutora começou por inventar um conceito de aborto, no qual  que só haveria aborto quando não houvesse qualquer "viabilidade" do feto ( capacidade deste sobreviver fora do útero). No entanto, é a própria lei portuguesa sobre o abortoque determina que os "fetos inviáveis" podem ser abortados "a todo o tempo"

«...eu como obstetra, já tive de interromper gestações às 28 semanas, por risco de vida materna e fetal...mas a criança foi para a UCI e está actualmente bem. »

Felizmente ficou bem. Mas do ponto de vista legal, se a criança não tivesse ficado bem seria indiferente. A lei portuguesa não a protege. A alínea a) do artigo 140º acima mencionada diz que o aborto não é punido quando:

« Constitua o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida »

O problema é que a medicina não conhece nenhuma situação onde o aborto seja  "o único meio de remover perigo de morte", já que ele em si mesmo é perigoso para a vida da mãe. Também não há nenhum aborto que possa ser o único meio de remover perigo de grave e irreversível lesão para o corpo da mulher, para a sua saúde física ou psíquica;  porque o aborto é causa disso tudo.

Mesmo que não fosse, não faz sentido legislar o direito a matar uma vida humana para diminuir o risco de perigo para outra, ou garantir que a mulher não ter lesões corporais e problemas psíquicos decorrentes de uma gravidez, é um direito acima do direito à vida de um outro ser humano.

Mas são estas desculpas absurdas que permitem aos médicos portugueses atentar contra a vida das crianças em gestação, em qualquer altura da gravidez.

Abortar mata uma criança e coloca em risco a vida e a saúde da grávida. A obstetra que me contactou finge não saber que a lei portuguesa lhe permite matar e colocar a vida de bebés em risco, em nome da saúde física e psíquica da grávida, com procedimentos que implicam perigos para a a saúde física e psíquica da grávida. A todo o tempo da gravidez.

Terminou assim a mensagem:

«São coisas distintas. Apenas para que fique informado....»
Desculpe o abuso..mas eu gosto que me digam qdo estou a pensar de forma menos verdadeira....dá sempre para se aprender!»

Esta médica deveria aprender a escrever. E a ler aquilo que o Juramento de Hipócrates diz sobre o aborto:
«Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. »
Ou se preferir, a versão clássica portuguesa:
«Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza. Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."

quarta-feira, 7 de março de 2012

Multiculturalismo aborcionista

Uma das idiotices mais espantosas da elite esquerdista mundial, e dos seus aliados multiculturalistas dentro do movimento conservador, é a sua recusa em entender que os imigrantes provenientes de outras culturas não só irão reter muitas das tradições dos seus países de origem, como olharão para as tradições do mundo ocidental sob o prisma da sua cultura e expandir essas tradições nas mais variadas formas nem sempre antecipadas.

O Dr Vincent Argent, que trabalhou para a British Pregnancy Advisory Service, afirmou que "sem dúvida" que as mulheres estavam a terminar a sua gravidez devido ao sexo do bebé, e que essa práctica era "razoavelmente generalizada".

Há alguns dias atrás o Daily Telegraph revelou que estavam a ser oferecidos abortos ilegais às mulheres tendo como base o género do bebé. O Dr Argent disse que ocorriam "muitos abortos ocultos baseados na selecção sexual" onde as mulheres se submetiam a um scan ou a um teste do sangue como forma de saber o sexo da criança. Posteriormente elas requisitavam o término da gravidez sem revelar ao médico o verdadeiro motivo por trás da sua decisão.

O Dr Argent acredita que alguns dos seus colegas levaram a cabo términos de gravidez devido ao sexo do bebé e que eles (os que levaram avante com a práctica) não viam nada de mal nisso.

Tive um colega consultor no norte que expressou esse ponto de vista - esse consultor pertencia a uma minoria étnica.

Ele não via nada de eticamente errado nisso porque ele é de opinião que o motivo cultural que leva a que certas culturas prefiram rapazes no lugar de raparigas é tão válido como o motivo anglo-saxão para não ter filhos.

"Bem, estou grávida e eu não quero o bebé".

O que o doutor está a dizer é, se se pode matar qualquer bebé por "não se querer" ou "não se ter condições", então podem-se matar as fêmeas por elas, segundo alguns, terem um valor cultural inferior aos machos.

Do ponto de vista multicultural, não há problemas nenhuns com esta forma de pensar. Algumas culturas valorizam a "escolha" e a "carreira profissional" da mulher como condição para se ter um aborto enquanto outras culturas valorizam o sexo do bebé.

Logicamente falando, ele está absolutamente certo no que diz. Se o aborto é moralmente e legalmente aceite, então é aceite por qualquer que seja o motivo. De facto, não há nada de moralmente condenável em incentivar populações indesejáveis a obter abortos.

Os governos deveriam até exigir abortos a todos aqueles que se candidatam a receber ajuda monetária (subsídios de desemprego, etc). Do ponto de vista aborcionista, não há razões morais válidas para se censurar estas medidas.

O desaparecimento de crianças com o Síndrome de Down deve-se em larga medida ao aborto e aos testes pré-natais. Devido a isto, podemos antecipar o futuro e prever que, à medida que a população imigrante aumenta no Ocidente, o rácio macho-fêmea vai começar a ficar mais parecido com o rácio da China e da Índia - onde em certas áreas há mais rapazes que raparigas precisamente devido ao aborto selectivo.

As feministas, auto-proclamadas "defensoras dos direitos das mulheres", ao promoverem o aborto, estão a promover uma práctica que mata mais mulheres do que homens. Ou seja, o feminismo está a promover o desaparecimento da população feminina.




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