segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aborto em Guatemala

Testemunho da Drª Linda Valencia.

Durante o tempo em que eu era o residente-chefe no hospital, em 2002, o supervisor do turno da noite chamou-me por volta das 10 pm para que eu pudesse operar uma paciente que estava em choque séptico. Ela implorou para que eu não a deixasse morrer.
Doutora, eu fiz um aborto e fi-lo porque tenho sete crianças em casa. Eu não tenho um emprego decente. Eu lavo roupas.
Quando a examinei, vi que as suas pernas se tinham tornado negras. Quando a abri e comecei a operar, havia um mau cheiro como o de um líquido corrosivo. Havia sido injectado líquido corrosivo pela sua vagina para causar um aborto.

Quando acabamos de operar, ela foi levada para o cuidado intensivo. Horas mais tarde ela morreu.

Ela nunca mais abandonou o meu pensamento. Eu quase que posso......sim, eu ainda me lembro da sua face.

(Dr. Linda Valencia, Guatemala Program Officer of Planned Parenthood Federation of America, Al Jazeera Birthrights: Right to Life Guatemala via Abortioneers)

Fonte


Portanto, segundo a Drª Linda, líquido corrosivo foi inserido dentro do corpo duma mulher como forma de matar o bebé que lá se encontrava.

Meu Deus, líquido corrosivo entornado num bebé para o matar ?!

Alguém é capaz de dizer qual é a diferença entre os campos da morte do nacional socialismo e as clínicas da morte do aborcionismo?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Espanha: onde estão os bebés com síndrome de Down?

A legalização da matança de bebés causa a que crianças que poderiam (ou não) nascer com aquilo que normalmente identificamos com uma doença física sejam mortas estando ainda no ventre materno. Como consequência disso, o número de crianças com deficiências como a síndrome de Down está a diminuir.

Portanto agora temos dois pensamentos demoníacos a trabalhar em sintonia:

  • O desejo de matar seres humanos ("ele foi homicida desde o princípio")
  • O desejo de decidir quem é que deve viver e quem deve morrer ("e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal").
Em Espanha o aborto está a ser usado por motivos semelhantes aos motivos que levaram a nacional socialista criar os campos da morte.

Com a legalização do aborto vem junto a mentalidade eugênica, nos moldes do que foi mostrado no filme Gattaca, Uma Experiência Genética. É inevitável.

Celso Galli Coimbra

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MADRI, 04 Nov. 10 / 11:51 am (ACI).- O diretor do Escritório de Informação da Conferência Episcopal Espanhola, Isidro Catela Marcos, explicou que o aborto propiciou a “eliminação” de crianças com síndrome de Down na Espanha.

O porta-voz deu estas declarações há poucos dias da visita do Papa Bento XVI a Santiago de Compostela e Barcelona, onde este domingo abençoará a primeira pedra de uma nova residência para atender crianças com síndrome de Down e outras deficiências mentais em Barcelona.

“Sabemos bem que, na atualidade, o número destas pessoas diminuiu notavelmente porque boa parte são eliminadas antes de nascer”, afirmou Catela em roda de imprensa e recordou que o Papa “une sua mão à defesa da vida, de toda a vida, a vida de todos, independentemente de que se tenha menor ou maior capacidade intelectual”.

A nova residência será construída pela Obra Benéfico-Social do Menino Deus, do Arcebispado de Barcelona.

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20491

terça-feira, 12 de julho de 2011

República Abortista Portuguesa, Parte II

«A Neutralidade favorece o Opressor, nunca a Vítima. O Silêncio encoraja o Torturador, nunca o Torturado.»   Elie Wiesel
Quem defende que a mulher tem o direito de abortar, é a favor do aborto. Confrontado com a questão de se poder ou não fazer isto, o defensor da legalização de abortos defende que se pode. Quem defende que se pode, é um hipócrita quando se quer convencer a si mesmo, e aos outros, de que é contra o aborto. Das duas, uma; ou defendemos que não deve ser permitido abortar a gravidez, ou defendemos que deve ser permitido. Ou somos contra, ou somos a favor.

Ainda assim, há pessoas que defendem que deve ser permitido abortar, e querem ser levadas a sério quando dizem que são contra o aborto. Quem nunca ouviu a idiotice "Eu sou contra o aborto, mas votei SIM no referendo"...

Ao legalizar abortos ( algo que vem acontecendo em Portugal desde 1984), o Estado  toma partido a favor do aborto. Isto é claro como a água. Uma coisa, depende necessariamente da outra.  É por isso que temos situações, como a noticiada abaixo:
«A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) recomenda aos hospitais públicos que retirem dos gabinetes onde atendem mulheres para interrupção voluntária da gravidez objectos que possam interferir com a escolha das utentes.
 Esta é uma das recomendações que resultou da inspecção realizada no ano passado a 22 estabelecimentos de saúde que realizam abortos por opção da mulher até às 10 semanas de gravidez, que a legislação em vigor há quatro anos veio permitir.
 No relatório da IGAS, é recomendado que objectos alusivos à infância ou do foro religioso sejam removidos dos gabinetes médicos e de apoio psicológico e social onde é prestado atendimento a estas utentes.
 A inspecção diz ainda que as unidades de saúde devem criar um telefone direto para a consulta hospitalar da interrupção voluntária da gravidez (IVG), "facilitando o cumprimento dos prazos legais".
 Deve ainda existir um contacto disponível de um profissional de saúde, em horário útil, para esclarecer possíveis dúvidas "durante todo o processo de IVG, minimizando o recurso desnecessário ao serviço de urgência".
A IGAS diz ainda que a Direção Geral da Saúde deve atualizar a informação disponível na Internet relativamente à consulta de IVG, com indicação dos dias, horários da consulta e profissionais de saúde adstritos.»  ( Diário de Notícias )

Destaquei a negrito aquilo que entendo demonstrar que a decisão não se trata de "não interferir" com a escolha, mas de interferir para que a escolha seja abortar.

Ao criar como REGRA, BANIR e tornar o consultório vazio de temática da infância e religiosa, lá se vai a tão proclamada e suposta neutralidade. O Estado reconhece que as imagens religiosas e relacionadas com crianças podem influenciar as mulheres a não abortar.  Por isso, o Estado  não quer objectos desse tipo nos consultórios. O Estado teme aquilo que teme quem é a favor do aborto. O motivo é simples: o Estado é a favor do aborto.

O Estado não se preocupa em retirar dos consultórios, imagens e publicidade que possam incentivar as mulheres a abortar. Como seja, a informação de onde, quando e como se pode abortar. Pelo contrário, o serviço serve mesmo para isso. Trata-se de uma facilitação do aborto nos prazos legais permitidos. 

Não há possibilidade de neutralidade nesta matéria. Ao legalizar abortos, o passo consequente, e coerente com a posição favorável ao aborto assumida, é promovê-los. 

A mulher fica a saber que o Estado paga o aborto, se ela quiser abortar. A mulher até é informada de que receberá um subsídio de maternidade, caso decida abortar. Tudo isto, sem ser importunada com imagens de crianças ou de cariz religioso...

Não é preciso ser muito inteligente, para compreender qual a decisão que o Estado considera do seu interesse e um dever. Não é a que levará ao nascimento da criança...

Que o Cristianismo, e outras religiões, condena moralmente o aborto, é um facto.  Mas o Estado nem sequer permite objectos religiosos nos consultórios, quanto mais informar as mulheres dessa realidade.

Que abortar implica matar um ser vivo, pelo método de queimar, envenenar, esmagar, despedaçar, decepar, perfurar, decapitar, esventrar e/ou retalhar o corpo desse ser que a grávida carrega  no útero; é outro facto.

Mas o Estado não permite sequer imagens de bebés e crianças vivas, ou qualquer outro tipo de objecto que faça lembrar a infância, quanto mais informar as mulheres de que o resultado do aborto é este:

Este é o objectivo e resultado final de um aborto. O Estado legalizou, financia,  executa e dá um subsídio a quem decide abortar. Esta  informação é 100% rigorosa e verdadeira.

Por favor,  passe a mensagem, sobretudo a senhoras grávidas  a quem o Estado influencia para abortarem os seus filhos.

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Conclusão,

Se o Estado quisesse  que as mulheres decidissem de maneira informada, então disponibilizaria e permitiria o maior número de informação possível sobre o aborto.

Mas não é possível ser contra e a favor ao mesmo tempo. Dar a conhecer o que é realmente o aborto, é incompatível com disponibilizar às mulheres informação sobre como podem aceder a um serviço público, intencionalmente criado para abortar. Na prática, a primeira opção implicaria que o Estado tivesse de reconhecer um erro monstruoso, e revogasse totalmente a legislação infanticida que iniciou o seu caminho em 1984. 

Infelizmente, entre as opções de ser contra ou a favor do aborto, que se excluem mutuamente, o Estado decidiu contra os mais fracos.

O Estado Português é a favor, promove e empenha-se na realização de abortos. Na morte de seres humanos inocentes.


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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aborto pode levar mulher à depressão e baixa estima pessoal

Além dos problemas políticos, religiosos e físicos, o aborto também pode afetar seriamente a saúde psíquica das mulheres. Em pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP com 120 mulheres que passaram por aborto, mais da metade apresentaram algum nível de depressão e a maioria sofria de baixa a média estima pessoal.

— Esses resultados indicam que as equipes de saúde precisam buscar cada vez mais políticas públicas para prevenção da gravidez indesejada, levando em consideração as dificuldades ao uso de métodos contraceptivos com visão integral à mulher, ou seja, considerando todo seu contexto — diz a enfermeira Mariana Gondim Mariutti Zeferino, autora do estudo.

Ela cita como exemplo a violência familiar, o uso de álcool e drogas, a resistência do parceiro ao uso de métodos contraceptivos de barreira, principalmente quando a mulher tem efeitos colaterais ou contra-indicações aos anticoncepcionais hormonais e submissão ao parceiro.

— E quando a gravidez indesejada acontece, tendo como consequência o aborto induzido, que a equipe possa oferecer assistência qualificada e humanizada e que estimule os profissionais de enfermagem a reconhecer as necessidades de implementar os cuidados e reforçar aspectos resilientes dessas mulheres — alerta a pesquisadora.

O estudo foi realizado entre agosto de 2008 e setembro de 2009, com mulheres internadas em um hospital público do interior do Estado de São Paulo, com diagnóstico de abortamento. Mariana detectou que 57% delas apresentavam sinais indicativos de depressão, sendo que em 33% distimia, ou seja, leve e prolongada, 22% moderada, e em 13% a depressão é grave. Além de depressão, 109 das mulheres apresentaram de média a baixa estima pessoal.

Outros dados

Segundo a enfermeira, estudos anteriores já mostraram que a situação de abortamento pode ter relação com depressão antes e após a ocorrência, mesmo a longo prazo, com diferenças de acordo com a natureza do aborto. Outros dois dados da pesquisa chamaram a atenção da pesquisadora, o fato desses abortos terem sido provocados em 25% dos casos e ainda de 75% dessas mulheres não ter planejado a gravidez, mas mesmo assim não faziam uso de métodos contraceptivos.

A maioria das mulheres do estudo é jovem, solteira e com relacionamento estável, católica, com poucas atividades de lazer, sem fonte de renda própria, sem casa própria, com residência fixa há mais de um ano, não tem problemas de relacionamento e de violência na gravidez. Entretanto, as que tiveram problemas, relataram uso de álcool e drogas na família. Os dados revelaram, ainda, associação entre violência familiar e aborto provocado.

Entre as que apresentaram sinais de depressão, a maioria declarou-se solteira, trabalham, com mais de 40 anos de idade e tem religião. Mariana diz que o fato de muitas dessas mulheres terem parceiro, trabalho, religião, situação financeira estável e apoio familiar, mostrou-se como um fator de proteção significativo em relação à depressão.

— Em relação aos indicativos de resiliência, ou seja, a habilidade de persistir nos momentos difíceis mantendo a esperança e a saúde mental, o estudo mostrou que quando essas mulheres estão felizes ajudam as pessoas, contam mais piadas e sentem-se bem. Mas, muitas delas relataram que quando sentem raiva, se isolam, se calam, choram e até gritam.

A pesquisa é resultado do doutorado de Mariana, Associações do abortamento com depressão, autoestima e resiliência, orientada pela professora Antonia Regina Ferreira Furegato, da EERP.

sábado, 9 de julho de 2011

Russos defendem que publicidade em favor do aborto deve conter avisos de saúde.

Mais de meio século debaixo do jugo do ateísmo político tornaram a Rússia espiritualmente insensível. A mais recente demonstração de insensibilidade é a eminente lei que visa alertar os problemas que um aborto acarreta para as mulheres.

Os legisladores russos, "preocupados" com o inverno demográfico, aprovaram uma lei que ordena que a publicidade em favor do aborto possua um aviso de saúde em relação às complicações que podem surgir depois dum aborto.

A Russia tem uma das mais altas taxas de aborto do mundo e diminuindo a mesma poderia ajudar a travar a catástrofe demográfica que se aproxima. Segundo a nova lei, 10% do espaço usado para a publicidade em favor do aborto tem que mencionar as possíveis consequências negativas para as mulheres (incluindo a infertilidade).

No ano de 2007 foram realizados 1 milhão e meio de abortos na Rússia, número que é muito parecido ao número de bebés que conseguiram nascer. Viktor Zvagelsky, do parlamento russo, disse:

Estes anúncios [em favor do aborto] fazem com que as raparigas pensem que não terão problemas em interromper a gravidez.
"Interromper a gravidez"? Quer isto dizer que ela pode "retomar" a gravidez mais tarde? O aborto é, portanto, algo como o "Pause" dum leitor de DVD?
A situação em torno do aborto na Rússia era deprimente.
Em princípio a lei passará uma vez que não se espera que o Presidente Dmitry Medvedev se oponha a ela.

Porque é que o tradutor do texto qualifica esta lei de "insensível" uma vez que ela pode reduzir o número de abortos? Para se vêr isso, recomendo este texto.

Depois de haver lido o mesmo, pergunto: não é insensível dos russos tentarem diminuir o número de abortos levando em conta apenas a saúde da pessoa que carrega o bebé (e o "inverno demográfico" que se aproxima)?

Dito de outra forma: se não houvessem complicações médicas para a pessoa que continua viva depois do aborto - e se a Rússia não estivesse à beira do colapso demográfico - esta medida não entraria em efeito.

O parlamento russo quer diminuir o aborto, não porque é moralmente reprovável um ser humano decidir tirar a vida a outro ser humano inocente, mas sim porque eles (finalmente) se apercebem que a Rússia está a morrer.

Aparentemente a vida que é morta nem sequer é levada em consideração.

O aborto é a matança de um ser humano inocente e não algo que se pode relativizar segundo flutuações demográficas. Como vi num blogue estrangeiro, as estatísticas de todos os abortos são (no mínimo) um ser humano morto + uma mulher ferida para toda a vida. É isto que os políticos russos não se apercebem.

Já é ridículo alguém ter permissão para publicitar a matança dum inocente, mas é ainda mais ridículo um governo responsável dizer "Sim, podem publicitar os vossos serviços de matança de seres humanos inocentes, mas têm que dizer ao mesmo tempo que o ser humano que continua vivo pode ter complicações mais tarde!"

Avisos sérios e responsáveis seriam:
  • "Você está a pensar matar o seu filho? Não o faça."
  • "Se não tem condições de criar a criança, dê-o para adopção."
  • "A si foi-lhe dada a hipótese de viver. Porque não fazer o mesmo para com o seu filho?"

Bebés bilingues desde a barriga das mães

Este tipo de notícia não é bem o que seria de esperar pelos que defendem que a vida intra-uterina nada mais é que "um amontoado de células".

A desvalorização da vida humana é uma das consequências da rejeição da Bíblia, e como sempre, quem sofre com isso são os mais frágeis.

Os bebés que durante a gravidez ouvem duas línguas terão o caminho facilitado para virem a ser bilingues, explica um estudo internacional

Raquel Albuquerque (www.expresso.pt)

O período pré-natal é importante na predisposição de um bebé para vir a ser bilingue, concluíram investigadores da Universidade British Columbia no Canadá e da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). Ou seja, os bebés que durante a gravidez estiveram expostos a mais do que uma língua terão maior facilidade em ouvir e reconhecer, assim como vir a falar e aprender as duas línguas.

"Os bebés que só ouviram uma língua vão direccionar a sua atenção auditiva apenas para essa língua", explicam os investigadores. "Já o interesse dos bebés bilingues nas duas línguas ajuda a garantir a sua atenção e, por isso, o conhecimento de cada uma delas".

O estudo foi feito com mães britânicas que falam apenas inglês e com mães bilingues das Filipinas que utilizam regularmente o inglês e o filipino. Foram estudadas e comparadas as reacções dos bebés, expondo-os às diferentes línguas nos meses seguintes ao seu nascimento.

Os resultados permitiram concluir que o bilingualismo tem raízes mais profundas do que os estudos anteriores indicaram, estendendo-se ao período pré-natal. As conclusões foram publicadas na revista norte-americana Psychological Science.

Portanto, o ser humano que se encontra no ventre materno tem a capacidade de distinguir duas línguas distintas, e mais tarde ouvir, reconhecer e aprender novas línguas. No entanto, apesar dos dados da ciência claramente mostrarem que a vida humana não começa no nascimento, mas antes disso, ainda há pessoas que não tem pejo nenhum em inserir instrumentos de matança numa mulher e matar o bebé que lá se encontra. Depois deitam-no fora como se ele fosse um pedaço de carne podre.

Deus tenha misericórdia.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto

1952 - 2011




Aborto, lei e factos

«A nossa prática tem sido a de discutir os efeitos e as consequências dos fenómenos que vão ocorrendo nas sociedades sem qualquer valoração das respectivas causas, que permanecem ocultas ou num limbo. Como é da nossa natureza acreditar que compete ao legislador resolver essas questões. Liberalizar tornou- -se uma palavra de ordem e a invenção de uma agenda fracturante permitiu remeter para a via legislativa problemas incómodos e transformá-los em delirantes bandeiras ideológicas. Uma receita culturalmente manhosa para a dimensão das questões.

Eram já conhecidos indicadores preocupantes no que se refere ao aborto após a aprovação da lei, mas ficámos agora a saber, pela voz do presidente do Conselho Nacional de Ética, que os resultados vão no sentido oposto do que foi propagado pelos que promoveram a liberalização e viabilizaram a lei: 50% das mulheres que fazem aborto faltam à consulta de planeamento familiar obrigatória 15 dias depois; há mulheres que fazem, no Serviço Nacional de Saúde, dois ou três abortos por ano; o número de abortos aumentou de 12 mil para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.

São os riscos de legislar num clima de contenda ideológica sobre questões que têm a ver com a vida e a morte, com o respeito e a dignidade, com a responsabilidade individual e colectiva, com princípios básicos de civilização. Este núcleo duro foi e é o âmago da questão e não devia ser varrido por argumentários que parecem ignorar o essencial da condição humana e o valor das vítimas, de todas as vítimas do aborto.
É também um exemplo de má fé legislativa: os adeptos do "sim" sabiam que esta lei não iria resolver nada e, pelo contrário, agravaria a situação. Ninguém com um mínimo de conhecimento da realidade, das causas que estão na origem do aborto, da heterogeneidade das situações, da desigualdade das condições podia, de boa-fé, acreditar na bondade da lei. Aceitaram-se como bons dados forjados, ouviram-se peritos escolhidos à la carte, criou-se um discurso ditatorial, explorou-se a compaixão das pessoas e apagou--se o histórico.

Volto por isso ao ponto onde sempre estive, com as mesmas preocupações que sempre senti e que agora parecem ser partilhadas pelo presidente da Comissão Nacional de Ética. Uma lei que liberaliza, que consagra o aborto a pedido sem necessidade de qualquer justificação, é uma lei que institui a violência pela consagração de medidas desproporcionais e banaliza um acto que, em qualquer circunstância, é sempre de extrema gravidade. Criou-se nesta, como em outras questões éticas, uma cultura desumana assente na exaltação do egoísmo e da irresponsabilidade: da mulher em relação a si própria, em relação a um terceiro cujo direito a nascer é preterido ao menor capricho, em relação à sociedade em geral que não se revê num desmazelo militante cuja factura não quer pagar, em relação aos profissionais de saúde que abraçaram uma vocação assente em valores que estes actos violentam, e que estão na primeira linha de um SNS de recursos escassos e necessidades crescentes.

E, tal como então previmos, confirma-se agora uma perversidade adicional desta lei que funcionou como analgésico das más consciências públicas e privadas quanto às causas do aborto que merecem ponderação: o combate à pobreza das mulheres, a criação de meios efectivos para orientar, informar e criar alternativas, apoios à maternidade, um planeamento familiar eficaz e acessível.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Ética é preciso coragem para rever aspectos negativos da actual lei. Que coragem e para quê? Para pôr de lado hipocrisias e oportunismos políticos e corrigir uma lei profundamente atingida por equívocos? Ou bastará a pequena coragem do remendo legislativo que dissolva a incomodidade das evidências e devolva a todos uma benévola sonolência? »

Maria José Nogueira Pinto,1 Julho de 2010



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os argumentos pela vida não são apenas religiosos

(OBS: Mesmo que todos os argumentos contra a matança de bebés indefesos fossem exclusivamente Cristãos, os militantes aborcionistas teriam que lidar com eles uma vez que a rejeição da Moral Cristã implica sempre a colocação de uma moral distinta no seu lugar. Os aborcionistas tem que justificar a crença do bebé intra-uterino estar debaixo da ética que os assassinos de bebés acham ser a "melhor". Não podem estabelecer a sua "por defeito" só porque a alternativa é "religiosa".

Tal como o Cristão tem que justificar o porquê de saber que a vida começa na concepção, o aborcionista tem que se justificar e dizer o porquê de achar que a vida humana intra-uterina poder ser terminada segundo desejos de terceiros.)


Por padre John Flynn, L.C.

ROMA, domingo, 3 de abril de 2010 (ZENIT.org) - Os defensores do direito ao aborto costumam criticar os que apoiam a vida por supostamente tentar impor suas crenças religiosas aos demais. Ainda que a religião proporcione ao debates sólidos argumentos, estes não são apenas religiosos, como destaca um livro de recente publicação.

Christopher Kaczor, em ‘The Ethics of Abortion: Women's Rights, Human Life and the Question of Justice’ (A Ética do Aborto: Direitos das Mulheres, Vida Humana e a Questão da Justiça) (Editora Routledge), toma uma postura filosófica perante o aborto e explica por que não é justificável.

Um dos pontos chave que Kaczor enfrenta é: quando se começa a ser pessoa. Alguns defensores do aborto sustentam que se pode distinguir os humanos das pessoas. Um exemplo dado é o de Mary Anne Warren, que oferece critérios para se levar em conta antes de dizer de alguém que ele é uma pessoa.

Ela propõe que as pessoas têm consciência dos objetos e dos acontecimentos e a capacidade de sentir dor. Têm também a força da razão e a capacidade para atividade auto-motivada, junto à capacidade de comunicação.

Como resposta a tais argumentos, Kaczor assinala que, usando tais critérios, seria difícil sustentar razões contra o infaticídio, posto que um bebê recém-nascido não cumpre tais critérios.

Por outro lado, não deixamos de ser pessoas quando estamos dormindo ou sedados em uma operação cirúrgica, ainda que nesses momentos não sejamos conscientes nem estejamos em movimento. De igual forma, quem sofre de demência ou os deficientes não satisfazem os critérios de Warren para ser pessoas.

Uma questão de lugar

Outro posicionamento para justificar o aborto é o que se baseia na localização, quer dizer, se se está fora ou dentro do útero. Kaczor afirma que a pessoa vai muito além da simples localização. Se admitimos este argumento, segue-se que, quando há uma fecundação artificial fora do útero, o novo ser teria o status de pessoa, mas logo o perderia quando fosse implantado, voltando a ganhá-lo quando saísse do útero.

Há também casos de cirurgia fetal aberta, procedimento em que o feto humano é extraído do útero. Se determinarmos o ser pessoa por uma existência fora do útero, nos veríamos na inverossímil situação de que em tais casos o feto é uma ‘não-pessoa’, que depois passa a ser ‘pessoa’, para depois voltar a ser ‘não pessoa’, já que retorna ao útero, para depois tornar-se ‘pessoa’, quando nascer.

Excluindo portanto a localização como critério para ser considerado pessoa, Kaczor discute a questão de se a condição de pessoa se estabelece em algum ponto entre a concepção e o nascimento. Ele observa que a viabilidade, quer dizer, se o feto no útero é potencialmente capaz de viver fora do ventre materno, era citada pelo Supremo Tribunal dos EUA no processo ‘Roe v. Wade’ como um modo de determinar se os fetos humanos merecem alguma proteção legal.

Contudo, segundo Kaczor, esta postura tem seus problemas. Por exemplo, os gêmeos unidos dependem em ocasiões um do outro para viver e, ainda assim, ambos são considerados pessoas.

A viabilidade também estabelece um problema, porque nos países ricos, com avançados cuidados médicos, os fetos se tornam viáveis antes que nos países pobres. E os fetos femininos são viáveis antes que os masculinos. As diferenças de sexo e de riqueza deveriam influir em quem é pessoa ou não?

Outra ideia é considerar que a capacidade de sofrer dor ou desfrutar do prazer é o que poderia marcar o começo do direito à vida, continua Kaczor. Isso tampouco é suficiente, pois exclui os que estão sob anestesia ou em coma. Ademais, alguns animais têm esta capacidade.

Ética ‘gradual’

A resposta pró-abortista às críticas anteriores adota a forma do ponto de vista ‘gradual’. Kaczor explica que isso consiste em sustentar que o direito à vida aumenta em força de modo gradual conforme se desenvolve a gravidez, e quanto mais similar um feto é de uma pessoa como nós, maior proteção deveria ter.

No entanto, Kaczor observa que há uma diferença entre o direito à vida e o restante dos direitos. Há restrições de idade para votar, dirigir ou ser eleito para um cargo público. Isso acontece porque o direito em questão exige uma capacidade para assumir as responsabilidades implicadas.

Pelo contrário, o direito à vida não contém implicitamente nenhuma responsabilidade e, por isso mesmo, pode ser desfrutado sem ter em conta a idade ou as capacidades mentais.

Outro problema da postura ‘gradual’ é que o desenvolvimento humano não termina com o nascimento. Se o status moral se vincula ao desenvolvimento psicológico, matar alguém de 14 anos iria requerer uma justificativa maior que matar um de 6.

Kaczor afirma que o erro desses argumentos nos leva à conclusão de que, se não há diferenças eticamente relevantes entre os seres humanos em suas diversas etapas de desenvolvimento que faça com que alguém não seja uma ‘pessoa’, a dignidade e o valor de uma pessoa não começa depois de seu nascimento, nem em momento algum de sua gestação. Todo ser humano é também uma pessoa humana.

A história nos apresenta muitos exemplos da necessidade de respeitar todo ser humano como pessoa portadora de dignidade. Kaczor argumenta que em teria ninguém atualmente, ao menos no Ocidente, defenderia a escravidão, a misoginia ou o antissemitismo.

A pessoa começa com a concepção?

Segundo Kaczor, essa questão não é a princípio moral, mas científica. Ele cita textos científicos e médicos que afirmam que com a concepção há o início de nova vida humana e uma mudança fundamental com a criação de um ser com 46 cromossomos.

Após a fecundação não há presença de nenhum agente exterior que mude o organismo recém-concebido em algo que seja diferente. Pelo contrário, o embrião humano se auto-desenvolve para futuras etapas.

“Fazendo uma analogia, o embrião humano não é um mero modelo detalhado da casa que se construirá, mas uma casa minúscula que se faz cada vez maior e mais complexa, através de seu auto-desenvolvimento ativo para a maturidade”, esclarece o autor.

Após isso, os últimos capítulos do livro analisam alguns argumentos utilizados pelos defensores do aborto. Examina-os um por um, mostrando suas debilidades.

Por exemplo, tem-se sustentado que, posto que nas primeiras etapas há a possibilidade de que haja uma divisão em dois irmãos, o embrião não é um ser humano individual. Kaczor rebate isso dizendo que, ainda que se possa dividir em dois seres, isso não significa que não seja um ser individual.

Ele comenta que a maioria das plantas pode dar lugar a mais plantas individuais, mas isso não significa que uma planta não possa ser uma planta individual e diferente.

O autor analisa também alguns casos difíceis como as gravidezes resultado de violação ou incesto. A personalidade do feto, insiste Kaczor, não depende da forma como foi concebido. “És o que és, sem importar as circunstâncias de tua concepção e nascimento”, afirma.

O livro de Kaczor, como uma argumentação sólida, contém muitos raciocínios cuidadosamente elaborados, o que o torna uma valiosa fonte de inspiração para os que lutam por defender a vida humana.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Aborto e Arrependimento

Abortar implica matar um ser humano. Assassinar uma pessoa que, por definição, é única. É um crime de sangue.

Uma vez feito o aborto, ele é irreversível.   Uma vez feito o aborto, e tomada consciência do mal cometido, o passo seguinte deve ser o arrependimento. Não o desespero da salvação.

Este blogue não condena ninguém ao inferno. O inferno é real, mas o perdão de Deus também. Para os que se arrependem realmente.

Este blogue também não consegue remeter pessoas para o paraíso, ou conceder-lhes perdão. Só Deus, o Senhor da Vida, conhece as motivações e o coração de cada um.

O presente texto é apenas um breve esclarecimento. Estou certo de que ao relatar o sofrimento psicológico de muitas mulheres depois de abortarem os seus filhos, o meu colega de blogue não pretendeu aumentar o sofrimento ou causar desespero espiritual a alguma senhora que tenha passado por essa situação e eventualmente nos possa ler. Apenas descreveu o estado psicológico de muitas mulheres.

Depois de um único aborto, nada continua como antes, porque foi uma vida humana que se perdeu. E é por isso que nos devemos arrepender perante o Justo e Misericordioso.

Só podemos esperar que Deus tenha misericórdia de pessoas como Bernard Nathanson, que se humillhou e reconheceu como autor de injustiças irreparáveis, lutando a partir de então para que outros não cometessem o mesmo erro.

A matança dos inocentes não é inevitável

«Impossible? Why? Why is that impossible? You're so concerned with squabbling for the scraps from Longshank's table that you've missed your God given right to something better »*
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Liberalização do Aborto, irreversível porquê?

por Pedro Vaz Patto

[ Texto retirado do blogue Logos ]

«Quase por acaso, a eventual alteração da lei que entre nós liberalizou o aborto foi abordada na recente campanha eleitoral. A uma hipotética e remota possibilidade de alteração dessa lei foi dada uma veemente resposta por muitos políticos: «podem tirar o cavalinho da chuva»; «a sociedade não volta para traz»; seria «um retrocesso civilizacional». Se os partidários da liberalização não pararam enquanto não convocaram um segundo referendo depois da derrota no primeiro, igual direito não é reconhecido aos adversários dessa liberalização quanto à eventual convocação de um terceiro referendo. Parece, assim, que estamos no domínio do intocável e do irreversível.

Esta ideia de uma inexorável lei histórica choca, porém, com os princípios que regem as democracias e as sociedades abertas, onde, como também foi a propósito salientado, temas como este não podem ser “tabu”. «O futuro está aberto» - salientava Karl Popper quando contrapunha esses princípios à visão marxista de uma história fechada e pré-determinada.

E essa suposta irreversibilidade também não é confirmada pela história recente. A Polónia tem hoje, e na sequência da queda do regime comunista, uma legislação que restringe acentuadamente o aborto, com reflexos efectivos na sua prática, depois de ter conhecido uma experiência de verdadeira banalização. A opinião pública dos Estados Unidos – confirmam-no os mais recentes estudos – aceita cada vez menos o status quo da liberalização do aborto - de que esse país foi pioneiro desde o longínquo ano de 1973 - e a tendência pró-vida é aí hoje quase maioritária. Por estes dias, discute-se na Rússia uma alteração legislativa, com motivações de ordem ética e demográfica, tendente à restrição do aborto (designadamente o fim do seu financiamento público), cuja prática chega actualmente aos 74 por cada 100 nascimentos.

Quanto ao “retrocesso civilizacional”, uma ideia não deixa de me vir à mente.

No Império Romano, os primeiros cristãos distinguiam-se do comum das pessoas por não aderirem a uma prática então generalizada: a morte ou abandono de crianças recém-nascidas e não desejadas. Assim o afirma a célebre Carta a Dioneto, que traça um retrato desse grupo. Ilustres filósofos gregos e latinos aceitaram essa prática sem remorsos. Se hoje ela nos choca, devemo-lo às raízes judaico-cristãs da nossa cultura. Na tutela da vida, em especial das crianças, dos deficientes, dos mais débeis e indefesos, identificamos um sinal de autêntico progresso civilizacional. Progressos civilizacionais, encontramo-los no cada vez menos frequente recurso à pena de morte, ou à guerra como forma de resolução dos conflitos. É a cada vez mais acentuada tutela da vida humana que pode representar um progresso civilizacional. Não certamente o contrário.

Assistimos hoje, porém, ao requestionar da ilicitude moral do infanticídio. Influentes filósofos como Peter Singer e Michael Tooley defendem a licitude dessa prática. A razão fundamental tem a ver com a “desumanização” da criança recém-nascida a partir de argumentos que também serviram para “desumanizar” o feto e assim legitimar o aborto; se o feto não é pessoa, também não o é a criança recém-nascida; se o feto deficiente não tem direito à vida, também não o terá a criança recém-nascida com uma deficiência que só então possa ser detectada. Afinal, o que distingue substancialmente um ser humano pouco antes ou pouco depois de nascer?

Não será certamente este um “progresso civilizacional”. Regressamos a visões pré-cristãs que se pensariam superadas, além do mais porque também contrárias a qualquer visão humanista.

Para muitos, e por isto mesmo, a liberalização do aborto nunca poderá ser vista como “progresso civilizacional”. Têm, pelo menos, o direito de ser ouvidos e considerados, e não marginalizados como “ultra-conservadores “ ou “ultra minoritários”. »
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«Nenhuma lei histórica condena as sociedades a 'progredir' indefinidamente para a anomia e a dissolução de vínculos»  Viva a Hungria!

«A legalização e a promoção do aborto foi uma criação do invasor nazi (1942), que o comunismo retomou sob a imposição estalinista (1956).» ( *)   Polónia consulta o povo para banir o aborto.  

"Revogarei a lei do aborto" Mariano Rajoy, candidato ( e mais que provável futuro)  presidente do governo espanhol.

Comentário

Quem é mesmo contra o aborto e tem poder para fazer alguma coisa, não  está obrigado a esperar que esta vergonha dure dez anos. 
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Citação de Mel Gibson, como William Wallace em  "Braveheart, o Desafio do Guerreiro".

domingo, 3 de julho de 2011

Militante ateu PZ Myers sobre o aborto

Outro militante ateu que nos dá a sua opinião nacional-socialista do que é um ser humano.
“Eu já retirei bocados de cérebro de dentro de baldes. Já contei dentritos [ramificações da célula nervosa] em fatias cortadas de cérebros de bebés mortos. Queres que eu recue [da posição pró-aborto] ao tentar inspirar a repulsa em mim com fotos de bebés mortos?

Olho para elas firmemente e só vejo carne. E a carne não me assusta.”

Paul Z. Myers, professor de Biologia e militante ateu nas horas vagas
Palavras para quê? A maldade que vai na alma deste homem é notória. Segundo o militante ateu PZ Myers, a foto em baixo é "só carne".

São pessoas com esta mentalidade doentia que não só lutam contra o "mal" do Cristianismo, como também almejam ter controle *total* da sociedade de modo a poder ditar aos filhos dos outros o que *eles* acham ser o melhor comportamento sexual.
Vêr também: - Neo-Ateísmo e o Respeito pela Vida

Definição de Ser Humano, segundo Ricardo Silvestre

Artigo disponível no blogue contra o ateísmo militante português. ( Clicar )

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