sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Cultura da Morte

-Estás grávida? Tens o direito de matar a criança, antes que ela nasça.
-Estás doente e a sofrer? Tens o direito de pedir que te matem.
-Tens um familiar irreversivelmente doente, incapacitado e sem comunicar? Tens o direito de pedir que o  matem.

A realidade do aborto, da eutanásia e da eugenia, sempre defendidos como direitos humanos e em nome da liberdade e felicidade humana, é muito concreta. Ela fundamenta-se na relativização do valor da vida, na ideia de que é melhor morrer, do que viver doente, infeliz, pobre ou em sofrimento.

Vejamos o caso desta senhora que desenvolveu um cancro durante a gravidez. Segundo a cultura da morte que vigora, ela poderia e deveria resolver o problema imediatamente, tentando salvar-se e matando a criança em gestação. Mas ela recusou e submeteu-se a um tratamento que se revelou eficaz e permitiu curar-se e dar à luz a sua filha. Temos aqui um exemplo de cultura da vida. Aquela que desenvolve a medicina: tenta-se sempre salvar as vidas em perigo.

Na cultura de morte não se tenta encontrar soluções para proteger a vida. Cura-se a dor de cabeça com um tiro na testa. A apologia da barbárie e da selvajaria impede os avanços científicos e médicos.

Se é legítmo matar a criança quando a mulher grávida está doente, será isso que se vai generalizar e não a procura por um método que possa resolver o problema, possibilitando às mulheres grávidas com cancro o nascimento dos filhos.O mesmo para os bebés deficientes, que neste mundo também são "legalmente" assassinados no útero das mães.

O direito à vida como absoluto é um limite que impõe um sentido de progresso à medicina, a favor das pessoas. A cultura da morte trata as pessoas como  gado descartável.


França: aborcionistas e feministas conseguem que professor seja permanentemente suspenso por debater a lei do aborto.

O sistema Nacional de Educação francês despediu sem indemnização Philippe Isnard, professor de História e Geografia em Manosque, França, por este ter mostrado videos e fotos em torno do aborto durante aulas que discutiam a lei do aborto em França.

Que coisa tão ridícula: mostrar vídeos e fotos sobre o aborto numa aula sobre o aborto. Quem é que já viu uma coisa dessas?!

O sr Isnard não agora rendimento algum para sustentar a sua família e nem pode ser ajudado pela segurança social uma vez que recebeu um salário no ano passado. Este incidente levanta questões sérias sobre a parcialidade do sistema nacional educativo em torno da questão do direito à vida e o aborto.

O professor ressalva que o curriculum francês em torno da História, Geografia e da ciência dos direitos e deveres do cidadão requerem que os professores organizem debates em torno das questões sociais. Tal como em todos os anos, em Outubro de 2010 o sr Isnard organizou um desses debates e convidou os estudantes a participar e a providenciarem o seu próprio material se assim entendessem.

Ele, então, dispôs vários documentos e filmes de forma a ressalvar os dois lados da questão, discutiu o texto da lei do aborto de 1975, leu um discurso de Simone Veil em defesa da legislação, exibiu pequenos documentários à classe (“Sois un homme”, “SOS, femme en détresse” e “No need to argue”) e mostrou imagens dum feto com 12 semanas.

A informação não foi disposta aos estudantes contra a sua vontade uma vez que os mesmos tinham sempre a opção de se coibirem de vêr o filme ou vêr as fotos se assim desejassem. Os estudantes - com idades compreendidas entre os 15 e os 16 - não eram obrigados a ficar nas salas de aulas. O sr Isnard nunca impediu alguém de expressar a sua opinião, mas respeitou todos os seus estudantes enquanto colocava à sua disposição informação relevante do ponto de vista científico.

O propósito não era chocar mas disseminar a verdade e educar os estudantes. Com alguma sorte. esta informação conduziria a prevenção do aborto entre os jovens.

Baseados numa denúncia feita pelos grupos pró-matança (eufemisticamente conhecidos como "pró-escolha"), o ministro da educação francês denunciou as alegadas acções do professor afirmando:

O que aconteceu é inaceitável. Os professores estão na obrigação de respeitar a neutralidade e ter respeito pela pessoa.
O ministro não disse de que forma é que a apresentação de ambos os lados da discussão em torno da matança de bebés é uma violação da "neutralidade". Além disso, quem é que decidiu que é possível ser-se neutro em relação à matança de seres humanos?

Devido a esta denúncia dos grupos pró-matança, o professor Isnard foi imediatamente suspenso por um período de 4 meses, antes de ser permanentemente removido da administração de educação nacional francês.

No bom espírito do inimigo das nossas almas, e como forma de controlar os "estragos" feitos pela divulgação de informação que poderia de alguma forma fazer as pessoas verem que o aborto mata um ser humano inocente, a organização "Planned Parenthood" local foi convidada pela escola para "explicar" os "direitos" do aborto.

Os estudantes foram levados em grupos de 5 e submetidos a uma reeducação (=lavagem cerebral) com a duração de duas horas. O ministro da educação francês não disse se um grupo que lucra com o aborto pode dar palestras com a "neutralidade" que ele exige.

Fonte


Depois da suspensão do sr Isnard, todos os seus alunos colocaram-se do seu lado e deram-lhe apoio incondicional na forma de uma petição. Mas isto é irrelevante para as feminazis e os seus comparsas. A ideologia anti-família e anti-casamento toma preeminência sobre a divulgação de informação relevante sobre a verdadeira natureza do que é o aborto.

É por estas e por outras que as feministas tem que ser confrontadas e resistidas vigorosamente e violentamente se for preciso.

As feministas aborcionistas são pessoas que estão dispostas a sacrificar vidas humanas como forma de manterem a "liberdade sexual" (e com isso, destruírem a instituição mais importante da sociedade: a família). Quem se alegra com a legalização e suporte económico da matança de bebés é um monstro a ser combatido.

Esta não é a imagem duma feminista. Foi apenas uma imagem aleatória que coloquei aqui.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A dignidade do ser humano não depende da forma como foi concebido

  • “A pessoa tem um valor intrínseco, uma dignidade pelo simples fato de ser pessoa. A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil (art. 1º, III, CF.

    Assim, o que importa não é saber se o número global de abortos vai diminuir através de sua ‘legalização’. O que importa é saber se este indivíduo humano no ventre desta mulher estará ou não protegido se o aborto for ‘regularizado’”.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz (formado em direito e reconhecido líder pró-vida católico)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

República Abortista Portuguesa

"Estas pessoas que falam de aborto têm uma agenda muito alargada, são a Federação Portuguesa pela Vida, são estes e querem mais. Querem o seu Credo nas nossas leis"  diz  Isabel Moreira

Na verdade, passa-se o contrário. Os movimentos que legalizaram o aborto fundamentaram-se no anticatolicismo e impuseram-no a toda a sociedade, começando pelas crianças assassinadas. Alguns exemplos:

-O demagogo Vera Jardim defendeu em 2007 o "Sim" no referendo, como se o código penal que vigorava e que o seu partido queria alterar fosse uma "moral particular" católica e como se dizer não à legalização do aborto fosse o mesmo que tornar a sociedade numa "sacristia". Para esse senhor, ser contra a matança de bebés era impor uma moral particular religiosa à sociedade. Claro que envenenar, desmembrar e esmagar crânios já não é impor nada a ninguém...

- Daniel Oliveira, Carlos Esperança e Vital Moreira consideram e louvam a legalização da morte de bebés por envenenamento, esquartejamento ou sucção a bomba de vácuo, como vitória contra a Igreja Católica.
´
O abortista invoca o seu anticatolicismo para legalizar o aborto, e consegue-o contra a própria lei fundamental do país ( "a vida humana é inviolável" CRP), e ainda se queixa de que os outros querem impor o seu "Credo" nas "nossas" leis.

Os abortistas invocam uma democracia adjectivada, secular, onde as "nossas leis" ( as que eles impõem a todos) têm de ser anticristãs. As leis são "nossas" (deles") e os católicos são cidadãos de segunda. O aborto legal é uma revolta contra Deus.

Quando o abortista diz que determinado argumento é de influência ou defendido por alguém católico, isso não demonstra que o argumento e a posição defendida estejam erradas. Revela apenas o ódio do abortista à religião católica, porque sabe que aborto e catolicismo se excluem mutuamente.

Esta gente acha-se dona do país. Não admira, pois também se acham senhores da vida.

OS ABORTISTAS NÃO QUEREM NEUTRALIDADE DO ESTADO PERANTE A RELIGIÃO, QUEREM IMPOR NEUTRALIDADE DA RELIGIÃO PERANTE AS LEIS DO ESTADO QUE ELES APROVAM.

NENHUM CRISTÃO TEM DE SER NEUTRO; O ESTADO LAICO NÃO LHE IMPÕE O DEVER DE NEUTRALIDADE PERANTE AS DECISÕES DO ESTADO. ANTES PELO CONTRÁRIO.

Mais uma imagem contra o aborto debaixo de críticas


Um quadro de avisos (contendo uma imagem parecida com o Obama) dirigida às mulheres negras de Chicago causou a raiva dos grupos defensores dos direitos das mulheres de Chicago.

Cerca de 20 placards declarando que "A cada 21 minutos o nosso possível líder é abortado" estão a ser colocados em vizinhanças predominantemente africanas em áreas onde Obama costumava viver.

O pastor do Texas responsável pela campanha "Life Always" disse que quer "encorajar reflexão" em torno da elevada taxa de aborto entre os afro-americanos. Stephen Broden, que é afro-americano, declarou ainda que:

Por demasiado tempo o flagelo do aborto tem estado escondido devido ao politicamente correcto. . . . Os interesses da esquerda liberal enganaram as nossas mulheres e fizeram-lhes acreditar que a resposta à pobreza é a morte dos seus próprios bebés.
Os aborcionistas da Planned Parenthood de Illinois declararam que os quadros de aviso são "um esforço ofensivo e condescendente para estigmatizar e envergonhar as afro-americanas ao mesmo tempo que tenta limitar a sua habilidade de tomar decisões médicas privadas e pessoais."

*Fonte*


A posição da Planned Parenthood (PP) é curiosa, especialmente no que toca à "estigmatização" da mulher africana. São eles que foram fundados por uma mulher (Margaret Sanger) que não só tinha em vista a eliminação das "ervas daninhas humanas", como também tinha fortes laços com os democratas do Ku Klux Klan. Ela é que considerava os negros como uma raça inferior que deveria ser removida. Ela iniciou o "Negro Project" cujo propósito era mesmo o de reduzir a população negra. Portanto, quem é que está a estigmatizar?

Como se isso não fosse suficiente, nos EUA as mulheres africanas estão desproporcionalmente representadas nos casos de aborto. Quem parece ter um apetite satânico pela morte dos bebés afro-americanos é a organização Planned Parenthood. A principal causa de morte entre os negros americanos é o aborto. E quem os fornece? A Planned Parenthood.

Além disso, se a questão é uma de "tomar decisões", qual é o mal uma mulher africana ter acesso a um maior número possível de informação relevante? É sempre melhor uma mulher tomar decisões informadas do que tomar decisões com informação parcial. Sendo assim, porque é que os aborcionistas da PP não gostam que informação seja colocada à disposição das mulheres antes delas matarem os seus filhos?

A resposta é clara: os aborcionistas não são a favor da livre disseminação de informação porque quanto mais informação nós temos, mais difícil fica de justificar a matança de bebés inocentes. Os aborcionistas sabem disso, e por isso é que se insurgem com os grupos que lutam para que as mulheres saibam o horror que é o aborto.

domingo, 10 de abril de 2011

Nacional-Socialismo Português


«Porque podem uns seres humanos matar outros? Será que um ser humano é tanto mais pessoa quanto mais perfeito for? Quem não vê é menos pessoa que quem vê? Quem não ouve tem menos direito à vida do que quem ouve? Se assim é, porque será que os defensores do aborto não explicam esta teoria? E se assim não é, se o deficiente e o perfeito têm igual direito à vida, porque pode o bebé deficiente ser abortado e o normal não? E se todos podem ser abortados por igual, porque se trás a questão das deficiências à discussão? E se podem ser abortados por igual, porque existem prazos de aborto diferentes? Será que a personalização dos deficientes é mais lenta que a dos bebés normais?
(...)
Uma mulher que aborta por ser pobre não vai ficar rica depois do aborto. O problema da mulher é a sua pobreza e não a sua gravidez. A falta de dinheiro resolve-se com dinheiro: não se resolve com morte. Dizer que o aborto por razões económicas tem de ser legal, é dizer que os filhos dos pobres ficam pessoas mais tarde que os filhos dos ricos.»  Elimine-se pobres e deficientes, a la nazi
________________________________________________________________________________

1. Em Portugal, o aborto é legal até às 24 semanas em caso de deficiência do bebé.  A realidade do que é um bebé com seis meses de gestação assassinado é esta:



2. Em Portugal, o aborto por vontade da mulher é defendido com argumentos como "já imaginaram a miséria que é ter um filho porque não se teve dinheiro para pagar um aborto".  Parte-se do princípio, generalizado em qualquer revolução socialista / comunista, que a pobreza se resolve matando:

sábado, 9 de abril de 2011

Russia: a cultura da morte

A população da Rússia sofre alarmante declínio demográfico, após o reinado absoluto da “cultura da morte” no período soviético. Documento da prestigiada agência de qualificação financeira S&P prevê ruinosos problemas económicos para a Rússia em virtude do envelhecimento da população, noticiou a AFP.
“Segundo nossas previsões a população vai cair a 116 milhões em 2050, contra 140 milhões em 2010”, escreveu relatório da S&P. A queda será mais sensível na população activa, que vai descer de 72,1% da população total a 60,4%.

O relatório que só considera os aspectos económicos prevê um endividamento monstruoso do Estado russo pela explosão do número dos aposentados e anciãos sem família.

Nesse horizonte o Estado russo enfrentará o pior dos cenários económicos com dividas gigantescas e um crescimento económico que equivale a uma involução, empobrecimento e miserabilização da população.

Somente em 2010, a Rússia perdeu 241.000 habitantes.

É para horizontes inimaginados desse género que nos leva a “cultura da morte” drapeada com enganosos “Direitos Humanos”.


Esta "cultura da morte" inclui cerca de 200,000 abortos anuais. Como é possível que um país que observa a sua economia a degenerar-se devido à falta de substituição demográfica não tome medidas que fomentem a natalidade?

A cultura da morte está de tal maneira enraizada que este país prefere perder dinheiro do que promover valores familiares que olhem para a natalidade como algo a almejar.

(Fonte)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O uso de imagens gráficas não é opcional


Apesar de todas as evidências de que imagens podem ganhar corações e fazer as pessoas mudar a sua forma de pensar, algumas pessoas do movimento a favor da vida não só não as usam, como ainda encorajam outros a não usá-las.

Fotografias são úteis para nós tal como foram para os reformadores sociais através dos séculos. Imagens horríveis ajudaram a acabar com a escravatura, trabalho infantil abusivo e a abolição da segregação.

As pessoas mudam a sua mentalidade sempre que pomos em forma de imagem (ou vídeo) o que o aborto realmente é. Bebés são salvos, novas pessoas são ganhas para a defesa da vida, e mesmo aborcionistas radicais são transformados.

No seu livro "Unplanned" a antiga directora duma "clínica" abortiva da Planned Parenthood, Abby Johnson atribuiu o "abalo dos fundamentos dos [seus] valores e mudança do curso de vida" a um ultra-som de uma vítima de um aborto. Muitos outros reportaram históricas semelhantes.

Alguns afirmam que as imagens não são compassivas, no entanto a Dr. Alveda King afirma:

Como uma mulher que fez dois abortos, estou grata pela verdade ser mostrada, de modo a que outros possam evitar esta dôr.
E onde está a compaixão em esconder a verdade a uma mulher pré-abortiva, permitindo assim que ela vá em frente com o seu aborto?

Alguns alegam que as imagens prejudicam as crianças. No entanto, ninguém pensa duas vezes antes de levar crianças numa visita ao Museu do Holocausto. Além disso, se a foto de um aborto prejudica as crianças, quanto mais não prejudicará o aborto em si a criança abortada? Qual das duas é pior?


Alega-se que as fotos deixam as pessoas zangadas. Sim, elas deixam. No entanto, o Dr. Martin Luther King disse que, se tu não geras desconforto ao status quo, então não há pressão para mudar.

Alguns dizem que as pessoas podem aprender acerca do aborto sem ver as imagens. Se isto fosse verdade, então as pessoas poderiam aprender sobre o Holocausto sem ver as fotos dos campos da morte. Tais fotos nunca apareceriam nos livros de História nem no Museu do Holocausto.

Eles dizem que fotos do desenvolvimento pré-natal seria o suficiente para se passar a mensagem. Se tal fosse verdade, então fotos de famílias Judaicas seria o suficiente para se mostrar o horror dos campos da morte.


Finalmente, alguns alegam que outros métodos poderiam resultar de forma equivalente. É verdade que outros métodos poderiam resultar de forma análoga, mas os mesmos são os equivalentes modernos do "Underground Railroad" (construído para libertar o maior número possível de escravos). Mas tal como os abolicionistas do século 18 queriam terminar com a escravatura (e não salvar o maior número possível de escravos) o movimento pró-vida quer acabar com a matança de bebés e não só tornar o aborto "raro".

Nenhum movimento de reforma social alguma vez triunfou escondendo a verdade, e como tal, nós também não o vamos fazer.


Modificado a partir dum texto de Fletcher Armstrong, PhD

terça-feira, 5 de abril de 2011

O dever do médico segundo o abortista

Perguntava aqui o Mats se em Portugal algum dia teremos casos de profissionais de saúde obrigados a participar nas execuções de bebés.

Para já,  não há dúvidas de que as pessoas que apoiam a legalização deste crueldade têm  debaixo de olho os médicos que recusam fazer abortos. Logo em 2007 tivémos esta crónica do Diário de Notícias, uma denúncia sobre o horrível e preocupante caso do hospital açoriano onde não se praticam abortos, porque nenhum dos médicos que lá trabalha aceita fazê-los. Escreveu assim a autora:

"Parece que todos os ginecologistas e obstetras de um hospital açoriano, de seu nome "do divino espírito santo", se declararam objectores de consciência. Parece também que o governo regional dos Açores já disse que assumirá as despesas do transporte das mulheres que queiram abortar até um serviço hospitalar onde haja clínicos que não objectam ao cumprimento da lei."

É verdade, os médicos que se recusam a matar um bebé em desenvolvimento no ventre materno, objectam ao cumprimento da lei. Parece até que têm de se declarar por escrito nesse sentido.
Ainda não estamos no ponto em que os médicos são obrigados e executar abortos, mas se executar e financiar o aborto é um dever do estado para qualquer mulher que o peça, um direito fundamenta dela; está-se mesmo a ver as portas que esta lei deixa entreabertas...

O tom de zanga com os médicos que recusam cumprir a sacrossanta lei de matar bebés, continua:

"Caso nenhum hospital açoriano se assuma nessas condições, as mulheres terão de ser encaminhadas para o Continente, transformando os Açores numa espécie de Irlanda - país onde, como é sabido, o aborto é rigorosamente proibido e quem quer abortar vai à Grã-Bretanha - , com a particularidade de a proibição ser decretada por médicos e não pela lei da República."

E descobre assim a cronista que a legalização do aborto tem uma particularidade:

-Não basta ao estado tornar legal e disponibilizar dinheiros públicos para executar abortos a pedido das grávidas. As grávidas ainda terão de encontar médicos que aceitam executar a criança.

A vontade do médico é um problema, para o abortófilo, que  a lei de 2007 não pode resolver. Se esta não decreta aos médicos uma proibição para abortar , também não lhes decreta, do mal o menos, a obrigação de abortar.

Em rigor, os médicos objectores de consciência não decretam a proibição do aborto. Infelizmente, não têm esse poder. Apenas não aceitam fazer aquilo que nenhuma lei da República lhes pode, por enquanto, obrigar a fazer.

Não deixa de ser curioso, e preocupante, que a militância abortista mediática coloque o exercício da liberdade do médico para defender a vida como uma proibição contrária à lei da República.

O mesmo que a lei da República legalizar o comércio de marijuana e ocorrer que numa determinada localidade nenhum comerciante a quisesse vender. Seguindo a lógica abortista acima exposta, teríamos de considerar todos esses comerciantes objectores ao cumprimento da lei. O ganzado crónico, coitadito, estava a ser proibido de aceder a um direito fundamental que lhe era concedido pela lei da República.

No caso do aborto, invocar a lei da República ainda é mais estúpido. É que a lei do aborto viola a lei fundamental do país:

"A vida humana é inviolável; Em caso algum haverá pena de morte" Constituição da República Portuguesa, Artigo 24º

Confrontada com um hospital onde não se realizam abortos, porque os médicos não os fazem, a autora da crónica concluiu que esta era:

"Uma situação inaceitável, que põe em causa direitos fundamentais e que não deixa ao ministério senão uma opção: ordenar aos serviços de obstetrícia que se organizem de modo a que haja médicos não objectores nos seus quadros. Nos Açores, como no resto do País."

Se esta situação põe em causa direitos fundamentais, significa que a objecção dos médicos a cumprirem a lei do aborto terá de ser considerada ilegítima. Se  é inaceitável um serviço de obstetrícia não permitir a realização de abortos, é porque se tem o aborto como um cuidado de saúde fundamental. Logo, um dever de qualquer médico. Portanto, o médico que recuse abortos, mais dia menos dia será acusado e condenado pela política abortista estabelecida em Portugal como incumpridor do seu dever profissional.

Mas sem ainda ter coragem para defender a punição directa desses médicos por incumprimento daquilo que diz ser direitos fundamentais, a cronista colocou o problema ao nível da gestão de recursos humanos.  Se a sua ideia fosse aplicada, médicos acabariam penalizados com a mudança de serviço, posição hierárquica ou região, não por mau desempenho na sua missão de salvar e cuidar de vidas, mas por  se recusarem a abortar.

Se o aborto é um direito tão fundamental, provavelmente os estudantes de medicina futuros obstetras também passarão a ser avaliados tendo em conta a  sua disponibilidade para  executar abortos. Fundamental, para esta gente, não  é que os serviços tenham médicos competentes para salvar vidas, mas que não fiquem sem médicos capazes de envenenar, esmagar, perfurar, desmembrar ou decapitar inocentes. 
_______________________________________________________

Se todos os médicos cumprissem o  dever do médico, menos crianças seriam assassinadas antes de nascer:

Juramento de Hipócrates:

"Eu juro (...)

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém.
A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda.
Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.
-Conservarei imaculada minha vida e minha arte.
 (...)

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.»
Código Deontológico da Ordem dos Médicos:

CAPÍTULO II


1. O Médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu início.
2. Constituem falta deontológica grave quer a prática do aborto quer a prática da eutanásia.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Os números do genocídio silencioso em Portugal

*Fonte*


"Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a Sua Alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente; coração que maquina pensamentos viciosos; pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras; e o que semeia contendas entre irmãos"
Provérbios 6:16-17

ABORTO, OS NÚMEROS DE PORTUGAL!!


DESDE QUE PORTUGAL APROVOU O ABORTO OS NUMEROS SAO ASSUSTADORES:

EM 2007 FOI O PRIMEIRO ANO EM QUE O NUMERO DE MORTES SUPEROU OS NUMERO DE NASCIMENTOS.

EM 2009 FOI O PRIMEIRO ANO COM MENOS DE 10.000 NASCIMENTOS!

ABORTOS LEGAIS “POR OPÇÃO DA MULHER” REALIZADOS NOS 3 ANOS QUE SE SEGUIRAM À ENTRADA EM VIGOR DA LEI 16/2007 (JULHO DE 2007):

15.593 (1º ANO JUN -07 A JUN-08)

18.990 (2º ANO JUN-08 A JUN-09)

19.591 (3º ANO JUL-09 A JUN-10)

DESDE QUE A LEI FOI APROVADA JA FORAM MORTOS MAIS DE 65.000 PORTUGUESES!!!

35% DOS ABORTOS FORAM REALIZADAS POR MULHERES ESTUDANTES E DESEMPREGADAS

A MAIOR PARTE DAS MULHERES QUE REALIZARAM O ABORTO POR OPÇÃO ESTÃO ENTRE OS 20- E 34 ANOS.

EM 2009 HOUVE UMA REDUÇÃO DOS ABORTOS NAS CAMADAS COM MENOS INSTRUÇÃO E UM AUMENTOS NAS CAMADAS MAIS INSTRUIDAS

54% DAS GRAVIDEZES DE MULHERES QUE NÃO VIVEM COM O PAI DO BEBE TERMINARAM EM ABORTO, OU SEJA, MAIS DE 1 EM CADA 2 GRAVIDEZES DE MÃES QUE NÃO VIVEM COM O PAI DO BEBÉ TERMINARAM EM ABORTO!

40% DOS ABORTOS REALIZADOS NESSES 4 ANOS FORAM REALIZADOS POR MULHERES QUE NUNCA TIVERAM FILHOS

APENAS 8% DOS ABORTOS FORAM REALIZADOS POR MULHERES COM 3 OU MAIS FILHOS

21% DOS ABORTOS REALIZADOS EM 2009 FORAM REALIZADOS POR MULHERES QUE JÁ HAVIAM ABORTADO "POR OPÇÃO"

EM 2007, NO ANO DA ENTRADA EM VIGOR DA NOVA LEI, O ABORTO CLANDESTINO TERÁ ATINGIDO O SEU NÍVEL MAIS ALTO DESDE 2002 (AUMENTOU DEPOIS DA LEGALIZAÇÃO!!)

OS MAIS DE 65.000 ABORTOS “LEGAIS POR OPÇÃO” REALIZADOS DESDE 2007 TERÃO CUSTADO AO ESTADO PORTUGUES PERTO DE 100 MILHÕES DE EUROS! (num momento de crise em que se fala em medidas de austeridade e cortes nos gastos públicos poderiam pensar em cortar nesses gastos)

EM 2011 HÁ 422 EDUCADORAS DE INFÂNCIA E 422 AUXILIARES QUE NÃO TIVERAM EMPREGO POR CAUSA DO ABORTO “POR OPÇÃO”

COM OS MAIS DE 65.000 ABORTOS LEGAIS “POR OPÇÃO” PERDERAM-SE 85 MILHÕES DE EUROS POR ANO EM CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURANÇA SOCIAL, JÁ A PARTIR DE 2030

O ABORTO É A 3ª CAUSA DE MORTE EM PORTUGAL!!

“As mulheres já começam a ver a interrupção da gravidez como um método de planeamento familiar […], como algo inócuo, sem consequências" Pedro Canas Mendes, do Hospital Particular de Almada

“O aborto recorrente está a tornar‐se um grande problema de saúde pública” Miguel Oliveira e Silva, obstetra e professor de ética médica.

(dados da Federação Portuguesa pela Vida)

http://www.federacao-vida.com.pt/

sábado, 2 de abril de 2011

O efeito das imagens

(Fonte)

A recente e brutal fotografia de uma mulher afegã mutilada no seu nariz e nas suas orelhas pelo seu marido ganhou recentemente um prémio internacional. Entenderam os especialistas que este tipo de fotos ajudam a denunciar os horrores que estão por detrás dessa imagem.

Porém, já quando se trata do aborto, há uma quase unanimidade em considerar que a exibição de fetos desfeitos pela sua prática não deve ser feito pelo horror que isso poderá causar junto da opinião pública e, em particular, das crianças. A própria plataforma “Não Obrigado” que fez campanha contra o aborto no último referendo de 2007, recusou-se a exibir essas imagens.

Ainda há poucas semanas atrás, foi instaurado um processo de averiguações contra o Partido Portugal Pró-Vida por ter ousado exibir fotos de abortos no seu tempo de antena televisivo.

Não deixa, porém, de ser curiosa esta dualidade de critérios, uma mulher desfigurada pode ser exibida e até ganha um prémio, já um feto desfigurado não pode ser exibido.


[Meu comentário] Não poderia estar mais de acordo com o autor do post. Se não é "desnecessário" ver mulheres desfiguradas como forma de nos apercebermos melhor o que elas passam debaixo do jugo da lei islâmica, porque é que seria "desnecessário" ver imagens de seres humanos mortos antes de terem nascido?

Claro que são imagens chocantes, mas esse choque vem do facto de ser algo que não deveria ser assim. O mesmo se passa com a matança de bebés. Choca mas é o que se passa.

Nós ao menos temos a bênção de estarmos vivos para nos chocarmos. Os bebés mortos não tiveram essa hipótese.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mentido para o avanço da "revolução"

Encontrei estas palavras no blog do Júlio Severo e acho bem relevante (enfase adicionado):
O Dr. Bernard Nathanson, médico judeu que se tornou o diretor da maior clínica de abortos do mundo ocidental e presidiu 60 mil operações de aborto, confessou acerca da propaganda antes da legalização do aborto nos EUA:
Diante do público… quando falávamos em estatísticas [de mulheres que morriam em consequência de abortos clandestinos], sempre mencionávamos “de 5 a 10 mil mortes por ano”. Confesso que eu sabia que esses números eram totalmente falsos… Mas de acordo com a “ética” da nossa revolução, era uma estatística útil e amplamente aceita. Então por que devíamos tentar corrigi-la com estatísticas honestas? [1]
Quão sintomático isto é da condição do ser humano. Toda o ser humano está ciente da existência de Deus, mas como isso é algo que envolve algumas mudanças de vida, esse facto [a existência de Deus] é suprimido. As evidências são seguidamente"racionalizadas" de forma a ter como resultado apenas e só o ateísmo. Depois, sabendo qual é a verdade, ele anuncia aos demais aquilo que ele sabe ser mentira.

Reparem que o aborcionista claramente afirma que, sabendo qual era a verdade, o mesmo suprimiu o conhecimento da mesma como forma de avançar com a "revolução". Porquê? Porque os fins justificam os meios, aparentemente. Que se lixe a verdade!

Por isso é que é importante nós como cristãos termos em mente uma coisa muito importante: quando falamos sobre Deus com um militante ateu, não estamos a falar com alguém que genuinamente "não sabe" que Deus É Real, mas sim com alguém que sabe que Deus existe, mas que tenta de muitas formas (incluindo a mentira, como se vê no exemplo de cima) racionalizar as evidências dentro do seu humanismo secular.

Semelhantemente, quando falamos com um aborcionista, nós falamos com alguém que SABE que o que está dentro do ventre é um ser humano e não "um amontado de células", como ouvi um aborcionista dizer.

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