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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Procurador exige ao Tribunal de Penafiel o sacrifício de uma criança

Recentemente, um juiz português mandou para casa um psicopata depois de o considerar culpado de ter tratado uma criança de 1 ano como bola de futebol, aos pontapés, e de lhe ter queimado os olhos com cigarros. Como se nada fosse, a decisão não motivou nenhum debate ou polémica nacional. Para defender mais um injustiçado cão destinado ao abate depois de matar uma criança à dentada, outro clamor e fúria haveria.

Em Portugal, não só não existe sequer debate sobre a licitude da pena de morte para certos criminosos, como não raras vezes estes, perante a indiferença popular, permanecem livres que nem passarinhos por maiores que sejam as monstruosidades que façam. Para piorar as coisas, também parece ser pacífico e estabelecido que certas crianças "inconvenientes" sejam assassinadas e paguem pelos crimes de adultos.

Um procurador de Penafiel exige que se mate uma criança pelo motivo dela ter sido gerada num estupro incestuoso e ter como mãe uma adolescente que é pobre. Pormenor: a adolescente não quer abortar.*
« A menina de 13 anos que, numa freguesia de Penafiel, foi abusada sexualmente e está grávida do próprio pai quer levar a gravidez até ao fim. A menor está grávida de 25 semanas e o Ministério Público já se opôs a que a vítima prossiga com a gestação. O caso foi descoberto no início de Agosto, quando a menor contou a técnicas do Gabinete do Rendimento Social de Inserção que estava grávida na sequência desses abusos.  
Ontem, a rapariga esteve no Tribunal de Penafiel a fazer um depoimento para memória futura. Nessa altura, o procurador envolvido neste processo considerou que a menina de 13 anos não dispõe de condições, quer psicológicas, quer financeiras, para cuidar e educar uma criança, contrariando o desejo da menor. A decisão do juiz deverá ser conhecida em breve, visto que a gravidez já ultrapassou as 24 semanas.» 

Escolhi aleatoriamente um dos vários videos e imagens que encontrei na internet, para mostrar aos leitores como é um bebé com 25 semanas de gestação. É uma criança igual a esta que o senhor procurador quer mandar envenenar, decapitar, esquartejar e queimar.




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*A "livre escolha" foi retórica atirada para o esgoto assim que o objectivo da matança legal e financiada pelos contribuintes foi conseguido, levando de arrasto, até ao momento e com os números aumentando todos os dias, mais de 100 000 crianças portuguesas. Uma vez legalizado o aborto, os pais podem obrigar as filhas a abortar, os maridos podem obrigar as esposas, os patrões as suas empregadas, os pedófilos e abusadores as suas vítimas, a Segurança Social, Procuradores e Tribunais qualquer mulher submetida à sua autoridade, etc. Agora sim, como estava planeado desde o início pelos hipócritas de serviço, em matéria de aborto temos um problema e ataque à liberdade das mulheres. A lei e a ideologia dominante empurram-nas para abortar, mesmo que não queiram. Não há alternativa:

a) ou o aborto é em si mesmo um mal e deve ser liminarmente banido e criminalizado, sem excepções.

b) ou o aborto em si mesmo não é um mal e, nesse caso, o mais forte, alegando estar a agir para o bem do outro, tem o direito de impor e obrigar o mais fraco a fazer aquilo que aceitámos não ser um mal.

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« A mesma pessoa das Mãos erguidas foi também violentamente insultada por uma mãe que trazia a filha adolescente obrigada a abortar e abortou mesmo. »  Relato do Diário 40 Dias pela Vida, de 26 de Setembro de 2013

O aborto legal oprime as mulheres

sábado, 1 de dezembro de 2012

A lei do aborto na Irlanda


Por causa da proibição total do aborto, as mulheres irlandeses têm a saúde e a vida em risco?  O aborto pode ser um tratamento para salvar vidas?
Fonte: Life Site News 
Um eminente oncologista, professor e político irlandês afirmou nunca ter encontrado uma situação em que o aborto fosse necessário para salvar a vida de uma mulher. 
O Dr. John Crown, autor de palestras em 40 países e de 150 trabalhos de pesquisa, disse aos seus seguidores no Twitter que durante a sua carreira de médico encontrou algumas decisões difíceis relacionadas com quimioterapia durante a gravidez. No entanto, escreveu, " nunca tive um caso em que o aborto fosse necessário para salvar a vida da mãe" 
O comentário surgiu numa altura crucial para a Irlanda, quando os defensores do aborto lançaram uma campanha mediática para influenciar a opinião pública, alegando que as mulheres não têm direito a tratamentos médicos que lhes salvem as vidas por causa da proibição do aborto. 
Os defensores da actual lei lembram que a  nenhuma grávida da Irlanda foi recusado tratamento médico que, sendo necessário para lhes salvar a vida, pudesse implicar o risco do  efeito indesejado e não-intencional da morte da criança. Esses casos são raros, limitados a gravidezes ectópicas ou cancros durante a gravidez que tenham de ser combatidos com cirurgias ou quimioterapia. 
O aborto, dizem os activistas pro-vida irlandeses, nunca pode ser visto como tratamento médico da mãe quando tem por objectivo matar um ser humano inocente. Os comentários do Dr. Crown reforçam a ideia de outros médicos, segundo os quais o aborto nunca pode ser considerado um tratamento para salvar vidas. 
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Como o leitor pode confirmar no site original, a posição do Dr. Crown sobre a (não) necessidade do aborto para salvar a vida da mãe é relevante já que ele diz não ser "pro-vida" e é conhecido por criticar os que se opõem ao aborto em qualquer fase da gravidez, considerando "extremista" a ideia de um ser humano com poucas células e semanas de vida ter tanto direito à vida como tem um bebé nascido. ( O Dr. Crown defende a ideia absurda de que o direito à vida depende do funcionamento e maturação do sistema nervoso.)

Ao contrário do que é dito na imprensa, a morte de Sativa Halappanavar, aproveitada pelo movimento  abortófilo internacional numa campanha contra a lei da Irlanda, não demonstrou que o aborto é necessário para salvar vidas:


Mais uma vez, a mentira do aborto provocado como "cuidado de saúde" e "tratamento médico" é defendida por aqueles que têm o aborto a pedido, porque sim, como verdadeiro objectivo. Morre uma mulher grávida na Irlanda e ainda antes do hospital concluir um inquérito, os abutres abortófilos já sabem que a mulher morreu por não lhe ter sido feito um aborto. Quando uma mulher morre por causa directa do aborto legal, neste caso executado numa clínica norte-americana da Planned Parenthood, no pasa nada. A saúde das mulheres não poderia interessar menos a esses movimentos

Tonya Reaves, 24, died of hemorrhaging Friday.
Conhece algum jornal ou órgão de informação português que tenha noticiado a morte de Tonya Reaves ?


 Irlanda, no top mundial dos países mais seguros para uma mulher grávida:




segunda-feira, 2 de julho de 2012

A contradição do abortista Luciano Ayan

Quando eu abri este blogue, a reacção do Luciano Ayan  [ ver comentários a este texto] foi a seguinte:


  1. Olá Luciano, aproveito para informoar sobre a abertura de novo blogue:
    Cumprimentos.

    29 de janeiro de 2011 em7:38 pm
    • Ola Jairo,
      Gostei da idéia deste blog, bastante focada.
      Vou adicionar nos links.
      Abração,
      LH

      lucianohenrique
      31 de janeiro de 2011 em8:52 pm
O Luciano, que entretanto se assumiu ateu, agora diz que é favorável ao aborto em algumas circunstâncias. Concepção originada num estupro, fase inicial da gravidez, acefalia do feto, etc. Também já escreveu não se importar se o aborto é aprovado. Diz que não "dá a mínima". Por afirmações deste tipo, já que no passado  eu tinha  divulgado e apoiado muitos textos do Luciano quando ele dizia ser e escrevia como cristão, achei necessário esclarecer que passei a considerá-lo um adversário.

Na resposta que ele deu a esse texto [ comentada por mim aqui ] , escreveu  uma frase que é contraditória com a declaração que citei acima. Sublinhado meu:

« Eu tenho a OPINIÃO de que o aborto não é um problema, desde que a criança não tenha ainda um desenvolvimento que a habilite a sentir dor. Ou seja, não é um animal lutando por sua sobrevivência ou anseiando por ela. Na verdade, nem esse instinto surgiu ainda. Isso nos primeiros estágios de gestação. Explico. Eu sou um fã de Arthur Schopenhauer. Segundo ele, “a maior felicidade é não nascer”. Então, essa “valorização da vida a qualquer custo” nunca foi parte de minhas crenças. É assim que sou.»

Se aquilo que ele chama "valorização da vida a qualquer custo" NUNCA foi parte das suas crenças, então,

a) ou mentiu quando escreveu isso,

b) ou mentiu quando escreveu que gostava da ideia deste blogue, "bastante focada".

Não sendo possível que as duas declarações sejam verdadeiras ( uma desmente a outra), e como as duas foram escritas pelo Luciano, é obrigatório concluir que o sujeito é um mentiroso.

Agora, o Luciano também alega que que ser contrário ao aborto em qualquer circunstância, é ser cúmplice com a legalização de abortos irrestritos. Desta maneira, devolve-me a acusação que  lhe fiz:
 « o Jairo, com seu extremismo anti-aborto (até contra a pílula do dia seguinte) está sendo mais danoso à vida das “crianças inocentes” do que parece. Ele poderia até dizer que “pelo menos está em paz com a consciência”. Mas aí seria egoísmo, não? (...) Enfim, o importante é que Jairo (...) talvez devesse pensar em fazer um exame de consciência. Uma mínima auto-crítica já mostraria que ele é mais responsável por abortos irrestritos e eutanásias forçadas do que pensa ser. »
O Luciano, e alguns dos seus leitores, defendem que a minha posição é "fanatismo religioso" e que eu não tenho o direito de impor a minha religião aos outros, como seria a proibição do aborto mesmo em casos de estupro. Teoricamente, isso seria útil aos que defendem o dito "extremismo oposto" do aborto irrestrito.

No entanto,  nenhum deles demonstrou onde está o meu fanatismo religioso, ou sequer que é uma convicção (subjectiva) religiosa, ser contra a imoralidade de matar seres humanos inocentes e indefesos, seja qual for o seu estágio de desenvolvimento e independentemente da maneira como foram concebidos.

Ainda que fosse "religiosa", por que estaria essa ideia errada ? Quem disse que "religioso" é sinónimo de "falso"? Em vez de argumentar, o Luciano passou para o lado dos que diabolizam uma posição, adjectivando-a e atribuindo-lhe uma origem religiosa.

Será que as pessoas concebidas numa violação, também são fanáticos religiosos e fundamentalistas, quando defendem que o aborto é errado nesses casos? Quem sabe, quando essas pessoas querem e defendem para os outros o mesmo direito à vida que lhes foi concedido,estão a ser fanáticas e a tentar oprimir a sociedade com as suas "crenças religiosas"...

No meu caso pessoal, nem sempre defendi que o aborto é errado em caso de violação. Mas quando comecei a ler mais sobre o assunto, encontrei textos de pessoas que defendiam essa posição, como o Bernardo Motta, e percebi que estava errado. Não encontrei nessas argumentações nenhum tipo de fanatismo religioso. Não encontrei sequer argumentos religiosos. Portanto, eu sei por experiência própria que a teoria do Luciano é falsa. Se a argumentação contra o aborto, sem excepções, dependesse de fanatismo religioso e fosse assim tão repugnante, eu, que à data não dava muita importância à religião, nunca teria sido convencido por esses argumentos.

As pessoas que seguem o blogue, aqui e no facebook, sabem que somos contrários ao aborto em qualquer circunstância, mesmo no caso de violação. Fazemos questão de lembrar isso na página das FAQ´s e de publicar textos sobre o assunto. De acordo com os nossos registos, a tendência do número de seguidores e de leitores do blogue é o aumento.

É claro, o Luciano pode dizer que tudo isto são evidências anedóticas, apenas casos pessoais e excepções  que não negam a regra. Mas ele nunca deu exemplos que confirmassem a suposta regra: "ser contrário ao aborto em qualquer circunstância é dar pontos e adeptos aos que defendem o aborto irrestrito." O Luciano acusa-me de cumplicidade com abortos, mas não prova isso.

Não é verdade que as pessoas que defendem a posição que o Luciano considera extremista estejam condenadas a ser expulsas do "debate" e dos "salões do poder". Casos como os da Hungria mostram que a cultura da morte não é irreversível. Recentemente, a maioria do povo desse país aprovou uma constituição que garante o direito à vida desde o momento da concepção.

A realidade também desmente que ser favorável ao aborto em alguns casos é uma posição "moderada", que dificulta o avanço da legalização de abortos irrestritos. O Luciano é irresponsável quando escreve essa mentira. Ele sabe que essa dita "moderação" é absolutamente necessária, fundamental e existente em todos os processos legislativos de liberalização irrestrita do aborto. Dos EUA a Portugal, a caixa de Pandora abortista abre-se sempre com algumas "excepções".

Como é óbvio, o primeiro passo para liberalizar totalmente o aborto são as primeiras "excepções". E a legalização das primeiras "excepções" é sempre a derrota da posição contrária ao aborto em qualquer circunstância. Quando esta posição vigora, não há avanço do aborto irrestrito. Quando esta posição é derrubada, está dado o primeiro e necessário passo para a legalização progressiva do aborto irrestrito. Isto é tão simples como somar 2+2. O Luciano está absolutamente errado.

Por último,  nunca ouvimos o Luciano reconhecer as suas "culpas" por ter apoiado este blogue. Aliás, à data de hoje, o Luciano mantém na sua lista de links o endereço desta página, na qual ele sabe que se defende uma posição contrária ao aborto, sem excepções. Se ele acreditasse que ser contrário ao aborto, sem excepções, é ser cúmplice com abortos, então, antes de me atacar, teria de reconhecer o seu erro por ter apoiado, divulgado ( e ainda divulgar) o blogue criado para e onde eu defendo essa posição.

É óbvio que Luciano não se pode dizer adversário da agenda esquerdista e, ao mesmo tempo, dizer que é favorável ao aborto em alguns casos e que "não dá a mínima" se o aborto for aprovado. Na melhor das hipóteses, ele é um idiota útil à agenda do marxismo cultural.

Para refutar isto, o Luciano sabe que não tem argumentos. Quando se lembrou ele de atacar os que são contra o aborto em qualquer circunstância, dizendo que esses é que são responsáveis por abortos? Só quando eu demonstrei que a sua nova posição sobre o aborto ( "estou nem aí se o aborto é aprovado" sic ), significa cumplicidade com os criminosos que legalizam a matança de crianças.

Até aí, nunca o Luciano se tinha lembrado de escrever a sua nova teoria, supostamente fundamentada numa interpretação da estratégia gramsciana. Ou ele teve um  insight espontâneo, ou está a sacudir a água do capote com uma desculpa esfarrapada e inventada à última hora.  Alinho na segunda.

Seja como for, se o Luciano acredita naquilo que diz, então que peça desculpas por, segundo a sua mais recente teoria, ter sido cúmplice com abortos ao apoiar e divulgar a posição defendida neste blogue. Se é coerente, que elimine também o endereço desta página da sua lista de blogues. Ficamos gratos. Nenhum dos autores deste blogue quer proximidade com sites onde são acusados de cumplicidade com abortos, e nos quais se tolera e defende a legalização da matança de crianças.

PS- Antes que alguém me chame taliban por designar criança quem a mulher grávida carrega no ventre, lembro que o próprio Luciano Ayan usa a palavra. Citações:
«...matar um feto que não sente dor, não reage à dor e nem sequer luta por essa sobrevivência (...) a criança, neste caso, não tem sequer luta pela sobrevivência » 
«Eu sou a favor do direito ao aborto para as crianças que estejam em estágios iniciais de gravidez.»
Matar uma criança por ela não ter capacidade de lutar, não justifica, agrava o crime. A posição do Luciano não tem defesa. Ele sabe e admite que o aborto é matar uma criança. A partir daí, tudo o que diz são desculpas abjectas e irracionais. 

terça-feira, 13 de março de 2012

O estado da medicina em Portugal

«Nalguns hospitais de Portugal, induz-se o parto para depois deixar morrer passivamente ou matar activamente a criança nascida dando-a como abortada. » 
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Há dias, uma senhora que se identifica no facebook como médica obstetra, a qual não conheço, não faz parte dos meus contactos  nem abordei, ficou incomodada com algo que eu escrevi sobre o aborto e enviou-me a mensagem que cito ( texto em negrito) e comento abaixo.

« Jairo Filipe,
Desculpe estar a opinir sobre algo, cuja página não partilho. Mas vi um amigo meu a participar tão activamente num tema que a mim me diz mto.» 

O tal amigo deve ser um destes simpáticos ateus e abortistas militantes. O que a levou a contactar-me foi eu ter informado que em Portugal o aborto está legalizado até aos dois meses e meio de gravidez por vontade da mulher; até aos quatro meses em caso de violação; até aos seis meses em caso de deficiência; e em qualquer momento da gravidez ( até aos 9 meses) no caso de risco para a saúde física e psíquica da grávida, ou de fetos considerados "inviáveis. Disse-me:

« Está a confundir o conceito da palavra aborto.

Cá vamos nós...

... Aborto consiste num procedimento a partir do qual a gravidez é interrompida sem qualquer viabilidade do feto. Actualmente é até às 24 semanas. »

Por "viabilidade", a doutora entende a capacidade do bebé para sobreviver fora do útero. Mas o aborto não se define por interromper a gravidez quando o bebé não pode sobreviver fora do útero. O aborto define-se por atentar contra a vida de um ser humano em desenvolvimento no útero da sua mãe, independentemente dele ter, no momento da gravidez em que é atacado e colocado em risco de vida por covardes, muitas ou poucas probabilidades de sobreviver fora do útero. Decapitar alguém, é decapitar alguém. O mesmo para qualquer outro método abortivo. As coisas são o que são e para um aborto ser aborto, é indiferente se a pessoa decapitada ( ou queimada, envenenada, etc, etc) tinha muitas ou poucas hipóteses de sobreviver fora do útero, fora de uma casa, ou fora de uma atmosfera com ar respirável.

« Contudo, entre as 22 e 24 semanas, no caso de malformação grave fetal, incompatível com a vida ou que condicione grande incapacidade ou sofrimento, efectua-se feticídio, no qual se injecta por meio de uma agulha cloreto de potassio directamente nas camaras cardíacas. »

Esta "médica" que decidiu perder tempo a enviar-me uma mensagem onde explica que os médicos portugueses podem injectar sal no coração de crianças deficientes com seis meses de gestação, matando-as, como se isso fosse a coisa mais normal e moralmente irrelevante do mundo; devia saber que "feto" é um estágio de desenvolvimento do ser humano, que se inicia numa fase bastante anterior às 22 semanas. Portanto, antes disso também se efectua "fetícidio" quando se executa um aborto. Esta distinção entre aborto e "feticídio" é uma mentira. Antes das 8 semanas o aborto mata um embrião. Será que nessa altura, também há uma distinção entre aborto e "embriocídio" ?

Desta vez não o faço, mas se mais algum "médico" sentir o dever de me informar e ensinar como se matam bebés deficientes nas barrigas das mães, falando nesses crimes como se estivesse a falar de actos médicos, terá a sua foto e nome aqui divulgados por baixo do título homicida.

Aos seis meses de gestação...
... « efectua-se feticídio, no qual se injecta por meio de uma agulha cloreto de potassio directamente nas camaras cardíacas. » 

«A partir das 24 semanas pode haver interrupção de gravidez, mas em casos extremos se realmente a vida da mãe estiver em risco...mas antecipa-se o parto- faz-se indução ou cesariana, em função da situação. »

Se a partir das 24 semanas pode haver "interrupção da gravidez", e se "interrupção da gravidez" significa aborto na linguagem deste senhora, então ela sabe que a partir das 24 semanas o aborto está legalizado. Provocar um parto aos seis meses, para diminuir o risco da mãe morrer, implica atentar contra a vida da criança. Perante duas vidas em risco, o que se deve fazer é tentar salvar ambas. E não desprezar a mais fraca para tentar salvar a mais forte. 

Matar o mais fraco para salvar o mais forte, qualquer um consegue fazer e não se torna médico por causa disso. Por definição, a medicina é incompatível com a cultura da morte.

Esta especialista também não especificou o que significa um "caso extremo em que realmente a vida da mãe está em risco" e como é que expulsar a criança do útero resolve o problema e acaba com o risco. Até parece que induzir um parto por indução ou cesariana, aos seis meses de gravidez, não coloca qualquer risco para a vida da mãe...

«Não é verdade que se possa "abortar" até aos 9 meses...pode abortar-se até às 10 semanas...depois pode fazer-se uma interrupção médica ou terapêutica da gravidez até às 24 semanas. A partir daqui, sempre indução do trabalho de parto, com as conseguencias que isso pode ter para a criança..»

É melhor ignorarmos estas confusas definições e distinções entre aborto, interrupção "médica" da gravidez ( como seja injectar sal no coração de um bebé deficiente) e "indução do trabalho de parto com as consequências que isso pode ter para a criança" ( incluindo a consequência da sua morte, que parece não tirar o sono a esta médica....)

A questão é a esta: 

-Eu disse que em Portugal o aborto está legalizado até aos 9 meses. 
-A doutora responde "não é verdade que se possa abortar até aos 9 meses". 
-A lei diz: 

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n. 6/84 de 11 de Maio



Artigo 140º
(Exclusão de ilicitude do aborto)

  1. Não é punível o aborto efectuado por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:

    (...) b.  Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de doença grave ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, (...) excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
A doutora começou por inventar um conceito de aborto, no qual  que só haveria aborto quando não houvesse qualquer "viabilidade" do feto ( capacidade deste sobreviver fora do útero). No entanto, é a própria lei portuguesa sobre o abortoque determina que os "fetos inviáveis" podem ser abortados "a todo o tempo"

«...eu como obstetra, já tive de interromper gestações às 28 semanas, por risco de vida materna e fetal...mas a criança foi para a UCI e está actualmente bem. »

Felizmente ficou bem. Mas do ponto de vista legal, se a criança não tivesse ficado bem seria indiferente. A lei portuguesa não a protege. A alínea a) do artigo 140º acima mencionada diz que o aborto não é punido quando:

« Constitua o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida »

O problema é que a medicina não conhece nenhuma situação onde o aborto seja  "o único meio de remover perigo de morte", já que ele em si mesmo é perigoso para a vida da mãe. Também não há nenhum aborto que possa ser o único meio de remover perigo de grave e irreversível lesão para o corpo da mulher, para a sua saúde física ou psíquica;  porque o aborto é causa disso tudo.

Mesmo que não fosse, não faz sentido legislar o direito a matar uma vida humana para diminuir o risco de perigo para outra, ou garantir que a mulher não ter lesões corporais e problemas psíquicos decorrentes de uma gravidez, é um direito acima do direito à vida de um outro ser humano.

Mas são estas desculpas absurdas que permitem aos médicos portugueses atentar contra a vida das crianças em gestação, em qualquer altura da gravidez.

Abortar mata uma criança e coloca em risco a vida e a saúde da grávida. A obstetra que me contactou finge não saber que a lei portuguesa lhe permite matar e colocar a vida de bebés em risco, em nome da saúde física e psíquica da grávida, com procedimentos que implicam perigos para a a saúde física e psíquica da grávida. A todo o tempo da gravidez.

Terminou assim a mensagem:

«São coisas distintas. Apenas para que fique informado....»
Desculpe o abuso..mas eu gosto que me digam qdo estou a pensar de forma menos verdadeira....dá sempre para se aprender!»

Esta médica deveria aprender a escrever. E a ler aquilo que o Juramento de Hipócrates diz sobre o aborto:
«Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. »
Ou se preferir, a versão clássica portuguesa:
«Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza. Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."

domingo, 12 de fevereiro de 2012

São contra o aborto, excepto quando são a favor do aborto...

Sou contra o aborto, excepto:

no caso de violação,

no caso de doença ou perigo para a mulher,

no caso de malformação do bebé,

se a mulher não tiver dinheiro para criar o filho,

se a mulher não tiver condições psicológicas para educar o filho,

quando o bebé ainda não sente dor,

quando o bebé ainda não tem o sistema nervoso totalmente formado,

quando o bebé não é desejado,

quando o bebé não foi planeado,

quando o aborto é pago por quem o pediu,

....


Por causa das excepções de quem diz ser "contra o aborto", a lei progride a favor do direito a matar sem excepção.

       É correcto matar um bebé no ventre materno, quando...?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O aborto legal oprime as mulheres

Citação de um relato colocado no Fórum Saúde ( sublinhado meu):

« Eu tenho 22 anos.. estudante e nao trabalho( infelizmente) e na sexta feira passada descobri que estava gravida, bastou 2 dias d esquecimento da pilula e eis o resultado... toda gente me diz que o mais correcto seria fazer a IVG..e eu sei que no fundo nao tenho condiçoes sem trabalho de criar um filho, porque so com o ordenado do meu namorado seria dificil.. mas a verdade é que nao quero faze, quero seguir em frente... mas so com o apoio do meu namorado é dificil... apesar de ter uma familia d classe media.. toda gente esta a espera que eu faça a IVG para todos poderem descansar... enfim..sinto me perdida . »

Isto não será um caso único Aqueles que olham com horror para uma mulher grávida, com instintos homicidas, têm a lei do seu lado. Talvez um dia cheguemos à situação da China, em que a mulher que não quer abortar é uma criminosa.

Entretanto, parabéns e obrigado às câncios,  moreiras e pedrosas, aos oliveiras e restantes abortófilos. Conseguiram  uma lei que não só protege, financia e promove a matança de bebés, como também serve para moldar a sociedade numa inversão demoníaca. A mãe que não quer matar o filho passa a ser considerada uma irresponsável, à qual todos podem apontar o dedo e culpar por não aproveitar os maravilhosos "direitos humanos" que lhe são colocados à disposição pelo estado abortófilo. 


sábado, 10 de dezembro de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

«Por que será que os abortistas falam de tudo, menos do aborto?»

[ VIA ]

O problema é este: não se consegue discutir a questão do aborto. Os abortistas recusam-se mesmo a pronunciar-lhe o nome.

O abortamento voluntário consiste na voluntária expulsão de um feto do seio da mulher. Pois eles insistem em falar de uma “interrupção da gravidez”. Mas uma interrupção significa paragem. E a gravidez não pára. Ou continua, ou acaba. O verbo interromper não se aplica à vida, a nenhuma vida. Por isso o assunto se torna indiscutível: se eu falo de uma coisa e tu de outra (ou melhor: e tu de coisa nenhuma), como havemos de discutir?

Eu digo: “O feto é um ser humano.” E tu: “Não é.” – “Então o que é?” – “Não sei.” Como podemos discutir, se não nos entendemos sobre aquilo de que falamos? Ou então, respondes: “É um ser humano, mas não é pessoa.” – “Qual a diferença?” – “De direitos.” – “E quem lhos concede ou nega?” – “Somos nós.” Isto faz algum sentido? Só dá uma lenga-lenga: não é pessoa porque não tem direitos; não tem direitos porque não é pessoa… Ou talvez respondas: – “É parte da mulher.” – “Que parte? Um órgão, um tumor?…” Tu calas-te. E acaba de novo a conversa.

No entanto, a discussão continua, como se fosse realmente um debate sobre o aborto. Invocam-se os direitos da mulher, por exemplo. Mas isso é outra questão. A do aborto é primordialmente sobre o feto. Quem é abortado é ele; não a mulher. Ou então fala-se do aborto clandestino… Mas isso é a questão da clandestinidade; não a do aborto voluntário. Ou compara-se a nossa legislação com legislações estrangeiras… Mas isso é uma questão de direito comparado. A do aborto é a da legitimação da expulsão de um feto. Ou diz-se que é uma questão de consciência… Sem dúvida: uma gravíssima questão de consciência! E esperemos que todas as pessoas conscientes assim a considerem. Mas classificá-la não é responder-lhe. Sendo uma questão de consciência, a pergunta é esta: “Achas em consciência que é justo matar o feto?” Aí é que está o cerne do debate.

Nem fujas ainda mais, dizendo: -”É uma questão religiosa.” Porventura invoquei algum credo religioso? Não classifiques; responde.

- “Abaixo a hipocrisia!” dizes
De acordo. Mas qual? A de quem levanta claramente o problema, ou a de quem escapa a ele e o disfarça? –

“Viva a liberdade!” dizes ainda.
Viva! Começando pela liberdade de nascer… –

“A Igreja não dava sepultura religiosa aos fetos…” tentas.
A Igreja aceita o que a ciência diz. Mas já excomungava quem os matava, só pelo facto de serem considerados “semente” de pessoa humana. De qualquer modo, que discutimos? O aborto ou a hipocrisia, o aborto ou a liberdade, o aborto ou a Igreja?… Por que será que os abortistas falam de tudo, menos do aborto?

- “Porque não somos “abortistas”, como dizes! Ninguém quer o aborto! O aborto é um mal! O que queremos é o bem estar da mulher e a saúde dos que nascem!”
A saúde à custa da vida, e o bem estar à custa dos filhos? E chamas a isso um mal menor? Haverá algum mal maior do que a morte?

“Ah, mas a Igreja aceitava a pena de morte!…”
Certamente, dentro do princípio da legítima defesa, que aqui não se aplica e dizes bem: aceitava. Mas deixa lá a Igreja; cinge-te ao tema; não te desvies. Além disso, o princípio do “mal menor” não significa que alguma vez seja lícito praticar um mal, mas apenas tolerar algum mal em prática, para evitar outro maior. Querias dizer “mal necessário”? Haverá algum mal “necessário”? Que ética será essa, capaz de justificar o mal? Por que será que os abortistas não conseguem colocar-se nunca no ponto de vista do sacrificado?

“Porque a questão do aborto são todas essas questões!”
Talvez. Mas vê se não foges à principal… És capaz? Porque tudo o resto depende dela. Só argumentando que o feto não é um ser humano, ou que um ser humano inocente vale menos do que quem o concebeu, se pode debater o resto. Por isso, a partir da pergunta que se fez no referendo, não se discutirá o aborto voluntário. A pergunta correcta e inteligível seria: “A mulher tem direito a lançar fora o feto, conforme lhe apetecer, nas dez primeiras semanas de gravidez?”

Aliás, por que falam de despenalização, quando o que se pretende é uma legalização, a constituição de um direito de matar? A desconversa instalada é evidente. Os defensores da lei farão tudo para reduzir o debate a uma competição de “slogans”. Os defensores da vida poderão vencer, mas os abortistas desviarão sempre do seu cerne o tal debate popular.

Por que fogem da questão?

(Hugo de Azevedo - artigo publicado no Jornal de Notícias de 07-04-1998)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O bebé faz parte do corpo da grávida?

[ VIA ]

«Um slogan muito vulgar - sobretudo entre feministas abortistas [monstros] - diz que: «O feto faz parte do corpo da mulher. O aborto mata uma parte do corpo, um parasita.»

Este slogan parece ter muitas falhas:
1. Com igual legitimidade se poderia dizer: «O bebé dentro da incubadora faz parte da incubadora. Matar o bebé dentro de uma incubadora é matar uma parte dela, matar um parasita».

2. «Um astronauta num foguetão é parte do foguetão. E como ele precisa do foguetão para sobreviver pode ser eliminado a gosto do dono do foguetão, tal como o bebé dentro do útero pode ser eliminado a gosto da dona do útero.»

3. A questão é que uma pessoa não deixa de o ser pelo facto de estar dentro de um espaço limitado de alguma forma. O astronauta é uma pessoa e os seus direitos resultam disso. Como um astronauta não deixa de ser pessoa quando está no espaço, não perde por isso nenhum dos direitos das pessoas. Na lógica abortista, o bebé na incubadora é um ser humano pessoa e por isso não-executável. Os seus direitos resultam do que ele é e não do sítio onde está. O mesmo se aplica ao bebé não nascido: poderá ser morto pelo que é e não pelo sítio onde está. E o que é ele? E porque não tem ele direito à vida? Sobre isto o slogan diz nada.

4. Se levarmos uma célula da mãe e uma célula do filho a um especialista em genética, ele dir-nos-á, facilmente, que se trata de células de dois seres humanos diferentes. Convém repetir: não é a célula de uma pessoa e outra célula de um macaco, ou de um tumor, ou de um parasita. Tão pouco ele dirá que são duas células do mesmo ser humano. Nada disso: são as células de dois seres humanos diferentes. A gravidez é uma forma diferente de pegar num bebé ao colo. Pode-se pegar num bebé com os músculos dos braços ou com os músculos do abdómen. Pode-se alimentar o bebé ao peito ou por transferências através da placenta. Mas os músculos que sustentam o bebé ou o mecanismo físico que o permite alimentar, são eticamente irrelevantes. O que conta é o que ele é, e sobre isso o argumento diz nada.

5. As partes do corpo da mulher não têm todas o mesmo valor. Uma pessoa que corta as unhas a outra, dificilmente poderia ser punida por isso, e qualquer mulher pode pedir que lhe cortem as unhas; quem cortar um braço a outra pessoa poderá ou não ser punido por isso e, se houver necessidade, a mulher poderá pedir que lhe cortem o braço (para a curar de um tumor, por exemplo); é duvidoso que um médico possa cortar um braço, a pedido da mulher, sem que haja necessidade da amputação; quem tira o cérebro a uma mulher será punido de certeza, ainda que lho tenha tirado a pedido da vítima. Neste quadro, e ainda que se aceite que o bebé faz parte do corpo da mãe, onde se coloca o bebé? Será uma parte protegida ou será uma parte sem protecção? É uma das partes do corpo à disposição da mãe, uma das partes que ela pode pedir que lhe tirem sem problemas, ou é uma parte protegida que não pode ser tirada nem com o consentimento da mulher? Sem esclarecer estes pontos o slogan vale nada: limita-se a tentar iludir a questão sem lhe responder. Em primeiro lugar, reduz um ser humano a parte de outro; e depois sugere que a mulher pode dispor dessa parte com a liberdade com que dispõe das unhas. Ou seja, o slogan faz duas simplificações que não consegue provar.

6. Mas ainda que o bebé fosse parte do corpo da mulher, teria sempre de ser considerada uma parte muito especial: afinal nenhum rim, coração ou fígado salta para fora de uma pessoa e em poucos anos começa a escrever poemas. E será que esta diferença não torna o bebé diferente das unhas, do apêndice ou de um tumor?

7. Este argumento não permite justificar os abortos por cesariana, posto que neste caso se mata o bebé quando já não está ligado à mãe. Assim, teríamos o absurdo máximo: pode-se matar o bebé embora nem todos os métodos sejam aceitáveis. Ou seja, o direito à vida resulta não do que o bebé é mas da forma usada para o matar. Imagine o leitor que a sua vida só está protegida no caso de o matarem com um tiro; no caso de o matarem com uma faca, o leitor já não tem direito à vida nem a sua morte é crime. Uma teoria curiosa! E se há alguma forma de justificar o aborto por cesariana, porque não se usa esse argumento em vez de recorrer a «o bebé é parte do corpo da mãe»?

8. Se tudo que se disse está errado, se o bebé for mesmo parte do corpo da mãe, e se daí resulta que a mãe o pode matar, então pode-se abortar ao longo de toda a gravidez! Logo, ou o slogan está errado, ou o aborto é aceitável durante os nove meses. Então, porque se legaliza só até às dez semanas [lei maldita e criminosa em vigor em Portugal]? Com que base se nega às mulheres um direito seu: o direito a abortar até aos nove meses?»

(João Araújo, "Aborto: sim ou não?")

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