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domingo, 3 de julho de 2011

Holanda: Mulher presa por cometer infanticídio sem aprovação dum médico

Uma mulher holandesa foi presa por ter morto os seus 4 recém nascidos filhos e os ter embalado em malas de viagem. Na Holanda o infanticídio é legal desde que a dose letal seja administrada por um médico.

De acordo com a Radio Netherlands Worldwide, a jovem de 25 anos era bem conhecida na zona rural de Nij Beets - na província holandesa de Friesland. Ela conseguiu esconder os infanticídios durante anos até que a polícia a prendeu há algumas semanas.

A polícia recebeu um alerta dum vizinho desconfiado que reparou que ela constantemente ficava grávida mas nunca tinha nenhuma criança. Depois das autoridades acharem que a sua história de "dar as crianças para adopção" não era convincente, a mulher confessou os assassínios e mostrou onde as crianças estavam guardadas: empacotadas em malas de viagem no sótão dos pais.

Segundo se pensa, as crianças nasceram durante os anos de 2002 e 2010. Os seus pais, com quem ela vivia, negaram qualquer tipo de conhecimento das gravidezes da filha.

Apesar do choque e da raiva dos moradores locais, a lei holandesa permite que médicos matem o recém nascido no caso de "sofrimento insuportável". Eles tem é que agir de acordo com o Protocolo de Groningen.

Este "protocolo", cujo nome oficial é "Protocolo de Groningen para a Eutanásia dos Recém Nascidos", foi desenvolvido por médicos do Centro Médico da Universidade de Groningen em cooperação com autoridades legais.

De acordo com este "protocolo" os holandeses aceitam o "infanticídio eugénico" onde cerca de 15 a 20 seres humanos são mortos anualmente apenas e só porque grupos de pessoas julgam que o bebé está em "sofrimento insuportável". A maior parte dessas crianças havia sido diagnosticada com rompimento da coluna vertebral (eng: spina bifida).

O neuro-cirurgião pediátrico Rob de Jong criticou o "Protocolo de Groningen" no jornal médico "Child's Nervous System" alegando que é difícil de provar que o sofrimento de uma criança é ou vai-se manter insuportável. Em artigos onde se falava de crianças que sofriam de spina bifida, De Jong citou um certo número de médicos que, em retrospecção, reconheceu que os seus diagnósticos iniciais estavam incorrectos. Por outras palavras, e para nos apercebermos do horror, houve seres humanos cuja vida foi terminada apenas e só porque uma ou mais pessoas fizeram um diagnóstico errado.

O bioético Wesley J. Smith comentou no seu blog que se calhar as autoridades deveriam acusar a jovem holandesa de "exercer medicina sem licença":

Qual é a diferença entre a mulher e os médicos que matam os bebés? Uma licença médica? O uso de injecção letal? Ou será isto intolerância contra bebés que terão incapacidades ou doenças terminais? (...) Se calhar a defesa legal da mulher deveria ser que ela não queria que os filhos viessem a sofrer ao serem adoptados.

Estas são as inconsistências do ateísmo. Se uma mulher mata os seus filhos em casa, isso é considerado crime, mas se um grupo de médicos se junta e decide matar crianças com injecções letais apenas e só porque PENSAM que o mesmo está em "sofrimento insuportável", isso já é legal.

À medida que a Bíblia vai sendo posta de parte como Autoridade Moral suprema, as pessoas mais frágeis da sociedade (bebés, deficientes, etc) vão sentir na pele o horror que é quando quem decide o que é o bem e o mal é o ser humano.

Josef Mengele, o nacional socialista que fez experiências humanas em crianças judias, ficaria orgulho em ver que a Holanda continua com o seu trabalho eugénico. Claro que por trás do eugenismo está a crença na sobrevivência dos mais aptos e purificação da espécie.

Crenças tem consequências e quando não se acredita que todo o ser humano tem a Imagem de Deus desde o momento da concepção, as consequências sociais são devastadoras.

sábado, 2 de abril de 2011

O efeito das imagens

(Fonte)

A recente e brutal fotografia de uma mulher afegã mutilada no seu nariz e nas suas orelhas pelo seu marido ganhou recentemente um prémio internacional. Entenderam os especialistas que este tipo de fotos ajudam a denunciar os horrores que estão por detrás dessa imagem.

Porém, já quando se trata do aborto, há uma quase unanimidade em considerar que a exibição de fetos desfeitos pela sua prática não deve ser feito pelo horror que isso poderá causar junto da opinião pública e, em particular, das crianças. A própria plataforma “Não Obrigado” que fez campanha contra o aborto no último referendo de 2007, recusou-se a exibir essas imagens.

Ainda há poucas semanas atrás, foi instaurado um processo de averiguações contra o Partido Portugal Pró-Vida por ter ousado exibir fotos de abortos no seu tempo de antena televisivo.

Não deixa, porém, de ser curiosa esta dualidade de critérios, uma mulher desfigurada pode ser exibida e até ganha um prémio, já um feto desfigurado não pode ser exibido.


[Meu comentário] Não poderia estar mais de acordo com o autor do post. Se não é "desnecessário" ver mulheres desfiguradas como forma de nos apercebermos melhor o que elas passam debaixo do jugo da lei islâmica, porque é que seria "desnecessário" ver imagens de seres humanos mortos antes de terem nascido?

Claro que são imagens chocantes, mas esse choque vem do facto de ser algo que não deveria ser assim. O mesmo se passa com a matança de bebés. Choca mas é o que se passa.

Nós ao menos temos a bênção de estarmos vivos para nos chocarmos. Os bebés mortos não tiveram essa hipótese.

domingo, 20 de março de 2011

Mulher grávida acusada de homicídio por ingerir veneno para rato que matou o bebé

Uma mulher do Indiana foi acusada de homicídio depois de uma tentativa de suicídio lhe ter deixado com vida mas ter morto o filho intra-uterino.

Bei Bei Shuai, de 34 anos, encontra-se acusada de tentativa de feticídio depois de, no dia 23 de Dezembro, consumir veneno para rato quando estava na 33ª semana da sua gravidez. De acordo com uma declaração policial, Shuai, que é da China, disse que se tentou matar depois do namorado a ter abandonado.

A tentativa de suicídio falhou depois de uma amiga a ter encontrado num carro e a ter levado de urgência para o Hospital Metodista Indianapolis. A filha de Shuai, Angel Shuai, nasceu com vida na Véspera do Ano Novo, mas foi retirada do suporte de vida no dia 3 de Janeiro.

A polícia disse que a autópsia revelou que a criança morreu devido a derramamento de sangue no cérebro causado por envenenamento químico.

A advogada de Shuai (Linda Pence) disse que as acusações deveriam ser rejeitadas uma vez que Shuai amava o bebé e que a traição do namorado, que prometeu casar-se com ela e ajudar a cuidar da criança, levaram-na a um acto de desespero.

Se ela "amava" o seu bebé, porque é que ela ingeriu químicos que ela sabia que matariam o bebé que ela "amava"? O facto do namorado a ter abandonado não anula o facto duma vida ter terminado devido ao veneno que ele ingeriu.

A advogada alegou também que as leis contra a matança de bebés intra-uterinos destinam-se a proteger os bebés não-nascidos de ataques vindos de terceiros tais como assaltantes.

Isto parece implicar que se o assassino for a própria mãe, a lei já não protege o bebé. Só protege se for outra pessoa qualquer. Ou seja, a mulher parece assim ter mais direitos que o resto da população pelo simples facto de não estar sujeita à lei que vincula o resto da sociedade.

Onde estão as feministas e as suas buscas pela "igualdade"?

A feminista advogada da assassina disse ainda:

A mãe controla o seu corpo. A mãe tem o direito de viver. Esta não é a altura para se falar sobre estes assuntos horríveis.
Aparentemente a mãe não controla só o seu corpo mas o corpo do seu bebé uma vez que foi o veneno ingerido pela mãe que matou o bebé.

Como seria de esperar, a advogada está a receber ajuda legal por parte da "National Advocates For Pregnant Women". Esta organização não só se opõe a subversão da decisão Roe v. Wade (que legalizou a matança de bebés nos EUA) como também está contra a imposição de limites ao aborto.

No entanto, de acordo com uma reportagem da TheIndyChannel.com, Dave Rimstidt, o representante legal da Marion County, disse que as acusações não foram feitas de modo descuidado.

Todas as acusações são difíceis e todas elas atravessam um processo onde nós consideramos todos os factos e circunstâncias, e dada a situação, achamos que fizemos acusações que nós temos capacidade de provar.

Aparentemente as aborcionistas querem colocar as mulheres fora da sujeição legal. Se um homem agredir uma mulher grávida e esta perder o bebé, o homem vai justamente preso acusado de homicídio, mas as feministas querem que a mãe do bebé não sofra as consequências do mesmo acto.

Esta é a "igualdade" que as feministas querem: colocar as mulheres acima da lei. Que tal termos uma sociedade controlada por estas maníacas com fortes tendências homicidas?

(Fonte)

domingo, 6 de março de 2011

Justificando o aborto

"Eu pessoalmente nunca faria um aborto. Eu sou a favor de manter o aborto um evento RARO."
"Eu pessoalmente nunca mataria um judeu. Eu sou a favor de manter a matança de judeus um evento RARO".
"Tal decisão (fazer um aborto) pode ser monumental e contorcer um coração sem ser um homicídio."

"A matança de um judeu pode contorcer um coração mas não ser um homicídio.".
"Mesmo que os abortos fossem ilegalizados completamente, as mulheres encontrariam formas de ter um. Elas poderiam fazer um aborto ilegalmente ou tentar executar um em casa, pondo em risco a sua própria saúde e a saúde da criança não nascida."
"Mesmo que a matança de judeus fosse ilegal, as pessoas haveriam de encontrar formas de os matar. O assassino pode até aleijar-se durante a matança se a mesma não for feita como deve ser".



Bem vindos à justificação do holocausto abortivo, que nada mais é que consequência lógica da filosofia "sobrevivência do mais apto".

Todos os assassinos vão enfrentar a Lei que diz "Não matarás" (Êxodo 20:13).

A Bíblia avisa-nos que se odiarmos alguém, nós somos assassinos (1 João 3:15).

Se nos zangamos sem motivo, estamos em perigo de julgamento (Mateus 5:22). Se isto é assim para estas coisas, imaginem o julgamento que se vai abater para aqueles que exterminam a vida de um bebé não nascido.

Quem deu ao homem direito de decidir sobre a vida de um inocente?

Torna-mo-nos em pessoas malignas, amantes do pecado, blasfemas e hipócritas, no entanto Deus é Rico em misericórdia para todos aqueles que O buscam, e procuram formas de ter paz consigo e com Ele.

Uma das características mais fortes do pecado é que ele tira paz a quem vive nele. Por mais que as pessoas que se deleitam no pecado digam o contrário, elas não têm a "paz que excede todo o entendimento" (Filipenses 4:7).


sábado, 5 de março de 2011

Resposta a alguns Argumentos

Uma proponente do aborto apresentou alguns argumentos clássicos para a matança de seres humanos. Eis aqui os nossos comentários:
1. Sabias que o feto é considerado como um parasita pelo próprio sistema imunitária da gestante e muitos dos abortos naturais dão-se porque o feto não conseguiu "enganar" o corpo em como fazendo part...e dele? (Isto também é o princípio de rejeição dos transplantes)
Sim, o corpo da mulher entende o ser humano no seu ventre como outra forma de vida, e como tal, tenta-se livrar dele. Mas o bebé reage a essa agressão e, se tudo correr bem, neutraliza os ataques. De que forma é que isto retira humanidade ao bebé? De que forma é que isto justifica a matança do ser humano?

O ponto da questão não é que o bebé é 100% igual à mãe, mas sim que o ser que se encontra no ventre é outra pessoa, com um código genético distinto (50% vindo do pai da criança), com um sistema respiratório distinto, com um sistema digestivo distinto e, basicamente com uma composição distinta.

2. Muitas das imagens que aparecem aí são resultantes de abortos naturais (que também acontecem quando algo não vai bem na gestação e o próprio corpo sabe que está imperfeito).
Não sei como sabes disso, mas vamos assumir que sim. Isso não invalida que o aborto esteja a tirar a vida a seres humanos como essas imagens mostram. As imagens são chocantes porque nelas se vê que o aborto está a matar seres humanos.
3. Nessas imagens também aparecem abortos feitos com quase 9 meses, caramba.
Qual é a diferença entre abortar aos 3 meses ou abortar aos 9 meses? O ser vivo que se encontra no ventre é tão humano aos 3 meses como o é aos 9 meses.

Qual é o critério para se justificar uma mas ser contra a outra?

E lá está, nessa altura já conseguem subsistir sozinhos.
Um bebé recém-nascido não consegue subsistir sozinho. Mas mesmo que conseguisse, quem disse que a "subsistência" é o critério de "humanidade"? Um homem em coma não "consegue subsistir sozinho" mas isso não o torna menos humano.
Se não o conseguem é porque a formação está incompleta/incorrecta (logo considerar aborto de algo que não conseguiria viver se não fosse com ajuda, parece-me um bocado intenso.
Usa a mesmo lógica para os paraplégicos, os em coma, os cegos, os deficientes mentais e todos os outros seres humanos que precisam de algum tipo de ajuda para ter uma vida que nós consideraríamos "normal". Esse argumento não sanciona o aborto.
Para isso vamos olhar para os séculos passados quando havia tantos nado-mortos e crianças que nem 1 ano conseguiam viver).
De que forma é que isso justifica o aborto? Só porque no passado muitas crianças nasciam mortas (ou morriam no primeiro ano de vida) não significa que se possa matar crianças intra-uterinas.
3. Profissional de saúde que concorda com a prática e depois vai buscar uma câmara de filmar parece-me um pouco hipócrita e não o queria nem como vizinho.
Porquê hipócrita? Eu conheço aborcionistas que colocavam bebés intra-uterinos em jarros e expunham-nos como se fossem pedaços de carne. Outros há que punham bebés no congelador.
Ou não me digam que há pessoas que se dignam a ir vasculhar no lixo e metem-se a filmar com pinças... Isso é perturbador.
Não menos pertubador que inserir pedaços de metal no ventre duma mulher e esquartejar o ser humano que lá está. Tirar fotos depois de morto é mau, mas menos mau que os motivos que o levaram à morte.
E mais uma vez, nesse caso pegam em tudo, aborto natural ou não-natural e impingem as piores imagens possíveis.
Qual é o problema em mostrar quem é que está a ser morto durante os abortos? Isso é mesma coisa que eu mostrar uma foto de um cemitério e pôr como título "Beber mata", e tu dizeres "Ah e tal, nem todos os que estão aí enterrados morreram devido a acidentes de viação!".

Irrelevante. O propósito não é dizer que todos os que estão mortos morreram devido ao álcool, mas sim mostrar que o conduzir bêbado pode levar a situações dessas. De modo semelhante, as imagens que os vídeos contra o aborto visam mostrar aquilo que a indústria do aborto tenta esconder: a humanidade do ser que eles alegremente matam.

4. Para responder ao teu ponto 3, percebes que eu queria dizer que a maioria dos que nasceram sem serem desejados tiveram vidas miseráveis.
Eu não sei se a "maioria dos que nasceram sem serem desejados tiveram vidas miseráveis". Não sei como sabes disso, mas vamos assumir que sim. E depois? O que os aborcionistas tem que dizer é se todos os que nascem "sem serem desejados" tiveram "vidas miseráveis", e de que forma é que isso justifica a matança de seres humanos inocentes.
Isso já não se verifica tanto quando os progenitores estão para aí virados.
Já que falas nisto, tens que dizer se todas as crianças cujos pais "estão para aí virados" tiveram vidas não-miseráveis. Se nós encontrarmos uma pessoa cujo nascimento foi desejado pelos pais e que tem o que tu qualificas de "vida miserável", então o argumento afunda-se por completo. Concordas?
5. Em suma, parece-me uma "luta" injusta entre os pró e os contra.
Defender a vida humana nunca é injusto. A única injustiça aqui é que os que são a favor da vida lutam contra o aparelho de Estado. Votamos há alguns anos atrás contra a matança de inocentes, mas isso não valeu de nada. Se no referendo deste século os portugueses tivessem votada contra a matança, o Estado continuaria a fazer referendos até ter a resposta que quer. Agora que tem a resposta que querem já não é preciso mais referendos.
Quer concorda, concorda, quem não concorda, não concorda, e ponto final. Ninguém deve mandar em ninguém (num mundo perfeito, claro).
Entretanto, o Estado "manda" o nosso dinheiro para "clínicas" de matança, mesmo que eu não queira.. Ou seja, mesmo sendo eu contra o aborto, o Estado usa do meu dinheiro para matar seres humanos, coisa que vai contra a minha consciência. Parece que o argumento "quem não concorda, não concorda" não pára aí. Deveria ser "quem não concorda, não concorda, mas o Estado vai na mesma usar o seu dinheiro para matar seres humanos".

Resumindo, ponto a ponto:

- Se o feto tem de "enganar" o corpo da mãe como se fizesse parte dele, é porque não faz parte dele. Aí temos a demonstração de que como mentem os que dizem que o aborto é legítimo porque a mulher tem direito ao seu corpo. O alvo do abortamento de gravidez é outro corpo, que não o da mulher. Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

- Se as imagens de abortos naturais, são imagens de seres humanos que morreram naturalmente, isso não legitima que se cause o mesmo resultado intencional e premeditadamente a outros seres humanos. Se uma imagem de um aborto natural é horrível, é imoral defender a liberdade para provocar tal horror de forma premeditada. Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

- A lei portuguesa permite o aborto aos nove, seis, quatro e dois meses e meio. Caramba! Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

-Matar alguém que não consegue viver sem ajuda implica um crime mais horrível: significa matar uma pessoa mais fraca e indefesa. Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

-Se não é moralmente aceitável matar os que vivem miseravelmente, de FACTO, muito menos pode ser matar alguém por se TEORIZAR que essa pessoa pode vir a ter no futuro, como todos podem, uma vida miserável. Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

-Colocar como referência da discussão o grau de desejo que outros possam ter ou não pela nossa existência, é um erro inqualificável. Se o meu direito à vida não depende de outros me desejarem ou gostarem de mim, o do meu semelhante também não. Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

-Preferir não ter nascido a ter a vida que se tem, só é possível caso se tenha nascido. Essa preferência é subjectica, auto-contraditória e demoníaca, levando algumas pessoas ao erro do suicídio. Já a questão do aborto é sobre a morte provocada por outro a um ser inocente e indefeso, que não optou nem pediu para morrer por ter medo de arriscar viver. Os bebés reagem e manifestam sofrimento quando são assassinados no útero materno, lutando para continuar vivos. Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

-Se ninguém deve mandar em ninguém, então ninguém tem o direito de mandar nos seres humanos que estão no útero materno. O aborto corresponde ao mais cruel acto de imposição de vontade: o mais forte usa o seu poder para acabar com a vida do mais fraco. Quem usa este argumento, tem de ser contra o aborto.

A pessoa que escreveu estes argumentos apresentou excelentes motivos pelos quais deve ser contra o aborto. Esperemos que tome consciência disso.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sam Harris e o absurdo do Humanismo Secular

Sam Harris (militante ateu) escreveu um livro contra as religiões (excepto a sua) intitulado de "The End of Faith".

Como é comum na maioria dos livros ateus contemporâneos, Sam Harris enumerou diversas atrocidades cometidas no nome da religião como evidência para o falhanço da fé religiosa. Ele diz:

Sempre que ouvires que alguém começou a matar não combatentes indiscriminadamente, questiona-te acerca do dogma que os impele. O que é que estes assassinos acreditam. Vais ver que é sempre - sempre - algo absurdo. (2004, p. 106, ital. in orig.)
Embora Harris esteja errado em equivaler o Cristianismo do Novo Testamento com outras religiões, ele está certo em afirmar que pessoas que matam não combatentes de forma indiscriminada estão iludidas com alguma crença absurda. Infelizmente, o Sam Harris não se apercebe que ao fazer esta declaração, ele classificou o ateísmo como uma crença absurda.

O termo "não combatente" não é difícil de compreender. O mesmo classifica pessoas que não estão envolvidas numa guerra, tumulto ou situação de combate. De forma geral, o termo descreve mulheres e crianças inocentes.

Se fossemos a perguntar que categoria humana melhor se encaixa no termo "não combatente", concluiríamos que os bebés são a tal categoria. Daí se infere que qualquer crença moderna que advoga a matança de bebés inocentes é uma crença absurda - segundo o Sam Harris.

Quando olhamos para os escritos de Sam Harris, descobrimos que a sua filosofia ateísta justifica a matança indiscriminada de bebés não nascidos. Harris, tal como os seus irmãos na fé ateísta, suporta o aborto.

Como é que o Sam Harris não se apercebeu da conexão entre a sua visão pró-aborto e a matança indiscriminada contra a qual ele se expressa? A resposta está manifesta nos seus próprios escritos, uma vez que ele colocou uma questão semelhante:

Como era possível um guarda nazi voltar dos campos de matança todos os dias e ser um pai amoroso para os seus filhos? A resposta é surpreendentemente directa: os judeus que ele torturava e matava não eram o objecto da sua preocupação moral. Não só eles eram estrangeiros à sua comunidade moral, como eram contra a mesma.

A sua crença em relação aos judeus impediram o aparecimento da natural simpatia humana que de outra forma lhe teria impedido que ele levasse a cabo tal matança. (2004, p. 176).

Sam Harris acertadamente concluiu que os nazis racionalizavam a matança de judeus excluindo os judeus da categoria humana e, desde logo, indignos de pertencer à mesma comunidade moral que os nazis.

Obviamente que o ateu evolucionista Sam Harris não acredita que os nazis tinham o direito de ter este sistema de crenças. Harris acredita que os nazis eram culpados de perpetuar actos moralmente condenáveis. No entanto, e de forma surpreendente, uma página mais tarde Harris mostra que a sua versão do ateísmo está ao nível do hipotético soldado nazi aludido em cima. Ele afirma:

Incidentalmente, é aqui que uma resposta racional para o aborto está à espreita. Muitos de nós considera o feto humano durante a altura do terceiro trimestre como sendo mais ou menos como um coelho: havendo imputado a ele uma gama de felicidade e sofrimento que não lhes dá um estatuto completo dentro da nossa comunidade moral.

Presentemente, isto parece razoável. Apenas futuras descobertas científicas podem refutar esta intuição. (p. 177, ênfase adicionado).

O soldado nazi justificava a matança diária de judeus dizendo que os mesmos estavam fora da sua comunidade moral. Os ateus como o Sam Harris justificam a matança indiscriminada de crianças inocentes e não nascidas afirmando que os mesmos não possuem "um estatuto completo dentro da nossa comunidade moral".

Conclusão:

De acordo com o Sam Harris, nós temos que descortinar qual o dogma absurdo que justifica o suporte que a comunidade ateísta dá ao aborto. Quando nós o fazemos, verificamos que o dogma que dá suporte pseudo-científico ao aborto é a crença de que os seres humanos são organismos naturais que evoluíram de animais inferiores durante milhões de anos.

Esta crença absurda remove a humanidade e a dignidade que são garantidas pela crença No Criador Divino. Pior que isso é o facto do ateísmo conferir aos seres humanos (e não a Deus) a autoridade final no que toca a determinar quem tem (ou não tem) "um estatuto completo dentro da nossa comunidade moral".

Se o ateísmo está certo, é moralmente aceitável redefinir a comunidade humana de forma a incluir animais, ou excluir algumas categorias de humanos. Para além disso, poderia ser moralmente justificável matar indiscriminadamente não combatentes escolhendo-se um critério arbitrário como a idade, a capacidade mental ou habilidade física.

Mas o Sam Harris declarou acertadamente que qualquer sistema de crenças que pactua com tais acções é "sempre - sempre - um absurdo".

Conclui-se portanto que, de acordo com o Sam Harris, o ateísmo é um absurdo. Sempre.


REFERÊNCIAS

Butt, Kyle (2007), “All Religion is Bad Because Some Is?

Harris, Sam (2004), The End of Faith (New York: W.W. Norton).

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