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domingo, 4 de março de 2012

Maria Helena Santos: Esquartejar bebés é um direito

Uma das tácticas bem sucedidas do movimento revolucionário consiste em inverter o enquadramento duma discussão de modo a que resistência a ela seja catalogada de "privação de direitos".

Por exemplo, os activistas homossexuais alegam que os seus "direitos" estão a ser limitados quando lhes é proibido trazer para o seio da sua confusão sexual crianças inocentes ("adopção" homossexual). Mas isso é falso porque o "direito" homossexual de adoptar crianças é uma engenharia social recente.

O mesmo com o "casamento" homossexual; isso não é uma "violação dos direitos" dos homossexuais uma vez que nenhuma sociedade da história humana alguma vez colocou o "casamento" homossexual ao mesmo nível do casamento natural.

Através do blogue feminazista "Feministas sem Fronteiras" ficamos a saber que existe um "direito" a abortar.

Passam já 5 anos desde que, no referendo de dia 11 de Fevereiro, o «Sim» ganhou e se despenalizou a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).
O "Sim" ao esquartejamento de bebés ganhou . . . . entre os menos de 50% das pessoas que foram votar.
Mas ainda há hospitais que se negam a realizar a IVG, como o Fernanda Fonseca (Amadora-Sintra), São Francisco Xavier, Évora, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Torres Vedras.
Obviamente. Nem todas as pessoas são obrigadas a pactuar com prácticas com as quais estejam em desacordo. Aparentemente a Helena Santos não confere liberdade de consciência a quem discorde com a matança de seres humanos.
Ainda há entraves burocráticos nos centros de saúde, por exemplo, no encaminhamento para as consultas prévias. Durante este processo, por vezes, o pequeno prazo estipulado de 10 semanas é ultrapassado e as mulheres vêem negado o seu direito à IVG e são arredadas para o espaço da punição e da clandestinidade.
Oh, que horror!
Passadas que estão as 10 semanas que a lei não constitucional permite que um ser humano seja morto, a mulher, desesperada e sem nenhuma alternativa não aborcionista, vê-se "forçada" a recorrer à clandestinidade como forma de esquartejar o seu próprio filho.

Claro que a mulher tem outra alternativa.

Mas esta alternativa não vale. O que a Maria Helena Santos realmente quer é isto:

A infanticida acrescenta ainda:
Os direitos não podem ter prazos de validade e nós não queremos continuar a ser cidadãs de segunda, vendo as nossas vidas decididas pelo Estado ou por qualquer cardeal.
Esses "direitos" expiram passados que estão 24 horas? O que é que muda entre as 9 semanas, 6 dias, 23 horas , 59 minutos e 59 segundos para as 10 semanas? O ser humano que se encontra no ventre é o mesmo. Se se pode matar às 9 semanas, porque não às 11 semanas?

Curioso que a Helena não queira ser "cidadã de segunda" por não poder matar o bebé que está a ser gerado no útero, mas o bebé em si já pode ser cidadão de segunda ao ver-lhe negado o direito de viver - direito que a Helena teve mas que não quer que outros tenham.

É a Helena e a sua tribo de feminazistas quem decide quem deve viver e quem deve morrer.Outra coisa que convém notar é que o Estado já decide sobre a vida de outros. Se assim não fosse, o Estado nojento não estaria a usar dinheiro público para esquartejar bebés.

a prevenção faz-se através do planeamento familiar gratuito e universal e de uma educação sexual alargada à sociedade.
Pura estupidez. Não há a mínima evidência de que a "educação sexual" esquerdista reduza o aborto. Pelo contrário, quanto mais "educação sexual" é fornecida, mais abortos ocorrem.

Claro que se a Helena realmente quisesse diminuir os abortos (que faz tanto sentido como "diminuir a escravatura" ; isto são coisas que tem que ser terminadas e não "diminuídas"), ela seria a favor da sua ilegalização visto que a legalização apenas aumentou com a morte de bebés através do aborto.

A Helena não quer diminuir com os abortos: ela quer aumentar os mesmos. É por isso que ela quer que mais hospitais levem a cabo essa práctica mortífera, mesmo que isso viole a sua consciência moral. O importante é matar bebés.

A crise não pode ser uma desculpa para taxar direitos nem para os retirar.
Matar bebés não é um "direito".
Não podemos deixar em mãos alheias o destino que queremos dar ao nosso corpo e à nossa vida.
Mas pode-se deixar em mãos alheias o destino que se quer dar ao corpo do bebé e à sua vida.
O bebé não faz parte do corpo da mulher. Isso é um facto. O bebé está dentro do corpo da mulher.

Falar em "destino que queremos dar ao nosso corpo" é uma mentira descarada visto que se o bebé pode ser morto por se encontrar no útero materno, então eu posso matar impunemente quem quer que se encontre na minha casa. "Minha casa, minha decisão".

A lei do aborto tem de ser uma lei que nos sirva, a nós mulheres
Típico egoísmo feminista. Essa lei tem que servir às mulheres feministas, mesmo que isso envolva matar bebés inocentes. A sociedade tem que se curvar perante as exigências feministas sob pena de ser qualificada de "machista".
e não uma que sirva apenas os interesses económicos, impondo modelos éticos, de família, de maternidade.
Não se pode impôr "modelos éticos, de família, de maternidade" às aborcionistas, mas elas podem matar a vida que se encontra no seu útero. Faz sentido.

Por isso, no dia 8 de Março, afirmamos a nossa posição e dizemos:
«O aborto é um direito.»

Traz um papel/cartaz com esta frase e aparece 5ª-feira, dia 8 de Março, às 18:30h, para participar num Flash Mob, em frente à residência oficial do 1º Ministro.
Eis aqui a minha sugestão de cartazes que as feminazistas aborcionistas podem levar:

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O verdadeiro propósito do aborto


* * * * * * * * *
O aborto não tem - nem nunca teve - nada a ver com a saúde da mulher.

O aborto é o desejo esquerdista de ter controle sobre quem vive e quem morre.

(Escusado  dizer isto, mas  a ignorante feminista citada em cima não se apercebe que uma sociedade sem homens é uma sociedade condenada à extinção. Tomando como exemplo, basta dizer que o próprio computador que ela usa para  propagar este ódio é uma invenção masculina.)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Peter Hitchens vaiado por declarar a ineficiência da educação sexual esquerdista

Um proeminente comentador dum jornal nacional foi vaiado pela audiência da BBC quando este avisou que o aumento do modelo de "educação sexual" que a Inglaterra está a usar só vai aumentar as DSTs e a gravidez de menores.

Peter Hitchens disse que o problema da sexualização começou quando a Grã-Bretanha abandonou a sua herança Cristã e tornou-se numa sociedade pós-Lady Chatterley, onde a sexualidade é como "jogar ténis" - algo que as pessoas fazem apenas pelo prazer.

As suas palavras foram a resposta a uma pergunta que surgiu devido à uma reportagem publicada há alguns dias. Essa reportagem levanta preocupações sobre a crescente sexualização das crianças.

Mais tarde Hitchens defendeu as suas palavras no seu blogue, mantendo que a sociedade era largamente contida até aos anos 60, altura em que uma minoria activa e persuasiva exigiu mudança.

Ele escreveu:

É perfeitamente razoável sugerir que a sexualização das crianças é a consequência disso. É inegável que material explícito e sexualmente carregado é emitido pelas rádios, TVs e pela internet.

Quanto à educação sexual, a maior parte dela centra-se em superar as inibições dos alunos em torno daquilo que muitos deles justificadamente consideram privado ou embaraçoso.

É perfeitamente razoável descrever isto como uma forma de remover a inocência daqueles que são expostos [a esta educação sexual].

Eis aqui o vídeo:



Peter Hitchens não disse, mas não é por acaso que as "medidas" da "educação sexual" tem os efeitos contrários àqueles que supostamente eram para ter. Isso não acontece por falta de empenho dos professores/indoutrinadores, mas sim porque essas aulas possuem propósitos que não nos são totalmente revelados.

Para vêr quais são esses propósitos basta olhar para os principais grupos por trás desta "educação sexual": aborcionistas e activistas homossexuais.

Às primeiras interessa-lhes que haja mais promiscuidade uma vez que mulheres promiscuas são mais susceptíveis de ter uma gravidez não planeada, e - desde logo - sentir que a forma de "resolver" a questão é matar o bebé.

Aos activistas sodomitas interessa-lhes perverter as noções de certo em errado (no que toca à sexualidade) como forma de impedir que os valores morais da maioria dos pais se enraíze na mente das crianças. Nas suas próprias palavras:

O objectivo [dos activistas homossexuais] é atingir as crianças antes delas absorverem os valores morais dos pais.
As aulas de "educação sexual" esquerdista estão a ter os resultados que os seus engenheiros desejavam. Que pena que muitas pessoas ainda não se aperceberam disso.

terça-feira, 1 de março de 2011

Aborcionistas mexicanas conseguem a libertação de assassinas

Parece que a definição de aborto não é bem aquilo que as aborcionistas nos dizem. No México um grupo de mulheres deu à luz crianças saudáveis e depois mataram-nas. Obviamente foram presas por isso. Os grupos aborcionistas dizem que elas foram presas por motivo de "aborto".

Espera lá! Mas o aborto inclui seres humanos que já estão fora do corpo da mulher? Até quantos dias depois do nascimento ainda é "aborto" e quando é que passa a ser "assassínio"? Infelizmente as aborcionistas não dizem.

Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina
GUANAJUATO, México, 2 de setembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Sete mulheres condenadas por infanticídio foram soltas pelo governador do estado de Guanajuato e por um juiz estadual depois de uma campanha imensa feita por grupos pró-aborto, que transformaram o caso delas num assunto amplamente discutido nos meios de comunicação nacionais.
O governador Juan Manuel Oliva também anunciou uma iniciativa legislativa para reduzir a pena criminal para o infanticídio entre 25 e 35 anos de prisão, para entre três e oito anos.
A decisão de soltar as mulheres ocorre depois de semanas de pressões feitas por organizações pró-aborto, membros do socialista Partido da Revolução Democrática (PRD) e dos meios de comunicação nacionais, os quais repetidamente afirmavam que as mulheres haviam realmente sido presas por “aborto”.
Hortensia Aragón Castillo, secretária geral do PRD, diz que não está satisfeita com as reformas legais propostas pelo governador Oliva, afirmando que “esquivam-se da questão central, que é a criminalização do direito de as mulheres decidirem sobre seus próprios corpos”.
Investigações feitas pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, bem como o comissário de direitos humanos do estado, não produziram nenhuma evidência de que as mulheres haviam sido condenadas por aborto deliberado. Contudo, grupos pró-aborto continuaram a insistir em que todas as sete mulheres presas por “assassinato por motivo de paternidade”, o termo legal no México que se refere a infanticídio, são inocentes da acusação.
Entre as que vão ser soltas está María Araceli Camargo, de 26 anos, condenada por infanticídio depois de dar a luz uma criança e abandoná-la para morrer numa latrina rural. De acordo com o jornal La Jornada, Camargo afirmou que achava que tinha diarreia, mas em vez disso deu a luz um bebê de 53 cm de comprimento, tamanho médio dos recém-nascidos, enquanto estava na latrina.
Em sua reportagem, La Jornada diz que Camargo cortou o cordão umbilical e abandonou o bebê, então foi até sua família afirmando que não estava se sentindo bem. Médicos do hospital para onde ela tinha sido levada reconheceram imediatamente que ela havia dado a luz, e alertaram os promotores, que encontraram a criança no fundo da latrina, com matéria fecal em seu sistema respiratório. Os promotores concluíram depois de uma autopsia que o bebê havia nascido saudável, com plena expectativa de vida. Camargo foi sentenciada a 26 anos de prisão, mas agora será solta depois de cumprir 8 anos.
Alma Yareli, solta recentemente pelo juiz estadual Miguel Valdez Reyes, havia sido condenada por infanticídio depois de dar a luz seu bebê de terceiro trimestre, o qual ela havia concebido num caso de adultério. Yareli afirmou que deu a luz o bebê prematuramente, e morto, numa banheira, e disse que ela foi motivada por medo quando o colocou num saco e o deixou numa rua, de acordo com o jornal Correo, de Guanajuato. Os promotores concluíram que o bebê de Yareli tinha morrido de hipotermia depois do nascimento.
Catorze outras mulheres estão atualmente sendo processadas pelo ministério público por crimes semelhantes, de acordo com reportagens dos meios de comunicação locais, embora haja dúvidas sobre o que será agora do caso delas.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10090301
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ser Humano Abandonado Para Morrer Após Aborto Fracassado

Mais consequências da crença que coloca o homem como autoridade moral suprema. Quem geralmente paga com isso são os mais frágeis da sociedade, mas nada disso importa. O que importa para os promotores do infanticídio é destruir.
ROSSANO, Itália, 27 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família) — O governo italiano anunciou que lançará uma investigação de um hospital onde um bebê prematuro que nasceu vivo depois de uma tentativa de aborto foi abandonado durante horas para morrer, antes de receber atenção médica graças à intervenção de um padre.
“Se os relatórios estão corretos estamos falando de um caso grave de abandono terapêutico de um recém-nascido bem prematuro, provavelmente também com alguma forma de deficiência: um ato contra o sentimento da compaixão humana, mas também contra toda ética da profissão médica”, disse Eugenia Roccella, subsecretária de saúde da Itália.
“O Ministério da Saúde enviará seus inspetores para o Hospital de Rossano Calabro para garantir que o caso seja realmente tratado, e para verificar que a lei 194 tenha sido respeitada. Essa lei proíbe o aborto quando há a possibilidade de uma vida autônoma para o feto, e o permite apenas se a continuação da gravidez é perigosa para a vida da mulher”, acrescentou Roccella.
O bebê, que estava com 22 semanas de gestação, foi abortado num hospital de Rossano porque sofria de uma deformidade, embora a mãe tenha também afirmado que a gravidez representava um risco médico. Após sobreviver à tentativa do médico de matá-lo, o bebê não recebeu nenhum tratamento médico e foi abandonado para morrer.
De acordo com relatos da imprensa italiana, a situação foi descoberta por um padre, que havia sido informado sobre o aborto e tinha vindo para orar pela alma do bebê.
Contudo, ele ficou chocado ao descobrir que o bebê estava se movendo e respirando, envolto num lençol e deitado sem atendimento, com o cordão umbilical ainda preso. Ele relatou a situação aos médicos, que então colocaram o bebê na unidade de cuidado intensivo de um hospital vizinho. Mas ele morreu poucas horas mais tarde.
Além da investigação efetuada pelo Ministério da Saúde, autoridades locais de Rossano estão também investigando o caso para apurar se há negligência por parte dos médicos.
Muitos casos semelhantes de bebês abandonados para morrer depois de sobreviverem a abortos propositados têm sido documentados na imprensa dos EUA também, motivando a aprovação da Lei Federal de Bebês Nascidos Vivos, que entrou em vigor em 2002. Barack Obama, o atual presidente dos EUA, havia de forma infame feito oposição a uma versão estadual do projeto de lei enquanto era senador de Illinois.
Cobertura relacionada de LifeSiteNews:
How Babies Were Left to Die: Nurse Recounts Horrors of Infanticide Practice Barack Obama Protected
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/aug/08081209.html
66 British Babies Survived Abortion - All Were Left to Die Without Medical Aid
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/feb/08020408.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10042705.html

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aborto: Há 100 milhões de meninas e mulheres a menos no mundo

Joseph Meaney

19 de março de 2010 (Notícias Pró-Família) — Notícia fantástica! A grande imprensa e até a ONU “descobriram” a crise do “desaparecimento de meninas” num período de 30 anos. O jornal The Economist (em recente edição intitulada “Gendercide” [generocídio]) e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PDNU) divulgaram a “notícia” de que mais de 100 milhões de meninas e mulheres que deveriam estar vivas não estão.

Os culpados são os pais que querem ter filhos somente do sexo masculino e usam sonogramas para identificar o sexo de seu bebê no útero. O resultado final é milhões de abortos de seleção sexual de indesejadas meninas a cada ano.

Há algum tempo os líderes pró-vida vêm denunciando essa “matança de Eva” nos termos mais fortes. É sem dúvida alguma a maior campanha de discriminação assassina contra as mulheres na História. Incrivelmente, com poucas exceções, o problema do aborto de seleção sexual está continuamente piorando na Ásia e no mundo inteiro!

O que é chocante é que a solução que o The Economist recomendou é mais feminismo: mais propaganda dos mesmos indivíduos que trouxeram a legalização do aborto, mas desta vez dirigida para de certo modo melhorar a imagem pública das mulheres e filhas. Basicamente, eles estão dizendo que são necessárias campanhas em massa para ressaltar as contribuições positivas das mulheres na sociedade.

É claro que qualquer sociedade que não valoriza meninas ou mulheres em geral, tanto quanto homens, está em necessidade séria de uma mudança de coração no assunto. Contudo, será que alguém consegue com seriedade aceitar a idéia de que aqueles que alardeiam o aborto como direito supremo das mulheres são os melhores para nos conduzir para a recuperação de um sentido da dignidade do que é ser mulher?

The Economist aponta de modo favorável para a modernização e sociedades que têm aborto legal, mas nenhuma crise de aborto de seleção sexual. Pondo de lado o fato de que eles reconhecem que os chineses e os nipo-americanos estão recorrendo a abortos de seleção sexual, essas mesmas sociedades “progressistas” adotaram muitas outras agressões à dignidade feminina: pornografia, contracepção, “educação sexual” que mostra a pessoa humana como objeto, e assim por diante.

Se eles estão propondo seriamente que a solução para a eliminação das mulheres nos países em desenvolvimento é uma aceitação mais completa da própria ideologia que vem de forma tão patente prejudicando as mulheres e os homens, então precisamos apontar para a estupidez dessa perspectiva tantas vezes quantas forem necessárias até eles se darem conta.

As feministas radicais de boa vontade sacrificam a saúde e vidas das mães no altar do aborto legal. É só mais um passo para elas permanecerem em silêncio enquanto meninas em gestação são assassinadas pelo “crime” de ser mulher. Como bem dá para entender, algumas feministas pró-aborto estão incomodadas com isso, mas estão presas em sua ideologia sinistra que afirma que ninguém pode dizer a ninguém mais que sua “escolha” de abortar é errada.

Um momento decisivo em minha educação pró-vida com relação às tão chamadas organizações de “direitos das mulheres” ocorreu quando estive num encontro de março de 2007 bem nas entranhas da sede da ONU em Nova Iorque. O governo da Coreia do Sul havia proposto que a total assembleia da Comissão da ONU sobre a Condição das Mulheres adotasse uma resolução condenando o aborto de seleção sexual. A vasta maioria das delegações internacionais foi inicialmente a favor dessa proposta. Mas então as feministas desencadearam sua fúria.

Aquelas que se proclamam como “defensoras das mulheres” fizeram pressões pesadas e conseguiram que a União Europeia e outras nações abandonassem as meninas em gestação para seu destino de destruição, acabando com a resolução da ONU que, em grande parte, era simbólica. A lógica delas era essencialmente esta: Se aceitarmos que alguns abortos têm de ser impedidos, então todos os abortos estarão em perigo, e nossa meta é espalhar, não limitar, o aborto.

O modo de acabar com o aborto de seleção sexual é convencer o mundo acerca da verdade sobre a pessoa humana. Todas as crianças são criadas iguais na própria imagem de Deus, e como tais têm profunda dignidade e um direito à vida, independente do que médicos, pais, sociedade ou o Estado “escolham”. Nenhuma campanha em massa de promoção da ideologia feminista poderá se comparar com esse padrão da Lei Natural no que se refere a proteger a vida das meninas em gestação.

Deve-se desmascarar nos termos mais fortes a mentira de que essas feministas hipócritas estão defendendo as mulheres ou meninas. Elas estão defendendo o aborto, ponto final. Elas não são parte da solução — elas são parte do problema — e a vida de milhões de meninas (e meninos) está sendo destruída todos os anos por causa delas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Inês Pedrosa, Satisfeita com o Crescimento do Aborto

Porque é que a liberdade das mulheres incomoda tanto outras mulheres?

Foi esta pergunta que Inês Pedrosa colocou há tempos aos leitores da sua crónica Mulherzinhas. Importa antes de tudo devolver a questão à cronista, não fosse o texto uma confissão da senhora Pedrosa de que, sendo mulher, está incomodada com a liberdade de outras: as que ajudam e aconselham grávidas a não abortar.

Só Inês Pedrosa tem resposta ao porquê de Inês Pedrosa se incomodar com a liberdade dessas outras mulheres e por que se tem em tão má conta ao considerar que pior do que os homens que se armam em porta-vozes dos sentimentos das mulheres, só mesmo as mulheres. Assim, as mulheres em geral são elevadas a um patamar mais elevado de exigência moral que os homens, e a autora da declaração em particular rebaixada pela própria à categoria pior que do que homens. Sendo mulher, mais não fez do que atribuir os piores sentimentos às mulheres que defendem a vida, armando-se à partida em porta-voz de todas elas. Tem de se decidir:

a) Ou as mulheres não se podem incomodar com os actos livres de outras mulheres. Como se acto livre fosse sinónimo de acto necessariamente correcto e sentir incómodos desse tipo, implicasse quebrar uma regra de irmandade feminista enquanto infracção muito mais grave do que se cometida por um homem.

b) Ou as mulheres podem incomodar-se com a liberdade de outras mulheres, incluindo censurá-las em crónicas de jornais e determinar quais as regras feministas cuja violação as torna piores do que homens.

O espectacular culminar deste raciocínio auto-refutante dá-se quando a cronista classifica as mulheres que agem de tal modo ( ela própria) como participantes em espectáculo de cancã com plumas de altruísmo, muitos néons e colares de pérolas, enfim, coisa de gosto mais que duvidoso e perigosíssimas consequências. Não há como discordar com tão expressivo auto-retrato.

Inês Pedrosa também afirmou não se podem dizer coisas como as mulheres estão sozinhas. E que pior ainda é usar adjectivos como desprotegidas ou abandonadas porque isso é catapultar para um tempo em que as mulheres eram umas entidades meramente vegetais.

O que há a fazer perante esta pérola? Insistir que, goste Inês Pedrosa ou não, há mesmo mulheres sozinhas, abandonadas e desprotegidas? Dar-lhe a conhecer todo um novo mundo em que ser mulher, criança ou homem não impede os referidos de estarem sujeitos à contingência de desprotegidos, frágeis e abandonados? Não me parece, pura perda de tempo. É muito mais económico realçar o paradoxo do raciocínio:

-Não se pode dizer que as mulheres estão desprotegidas,
-Fazê-lo é considerar a mulher uma gatinha.

Mas se é assim, Inês Pedrosa está a gritar a plenos pulmões que se sente frágil, desprotegida e abandonada; uma principescamente mimada florzinha de estufa. A um ponto tal que não pode ouvir dizer que alguma mulher esteja em situação de abandono, solidão ou fragilidade; é realidade dura demais para os seus tímpanos. No mundo de Pedrosa, todas as restantes mulheres são tão frágeis ao ponto de ser real o perigo de voltarem ao tempo da suposta domesticação vegetal, se umas quantas da espécie foram consideradas sozinhas, abandonadas e necessitadas de ajuda para levar até ao fim uma gravidez.

Felizmente, não temos razões para generalizar a fraqueza e o pânico feminista de Pedrosa a todas as mulheres, muito menos às abandonadas, sozinhas e desprotegidas que dignamente aceitam a ajuda que precisam e lhes é oferecida. Até porque não estão numa guerra, aí sim, situação em que pedir ajuda ao inimigo significa reconhecer derrota e submissão a um poder inevitavelmente opressor. Mas como Pedrosa parece achar que está mesmo numa guerra, lá faz o seu papel de ministra feministo-iraquiana do interior, promovendo a ideia de que não há, não podem haver, mulheres abandonadas e desprotegidas em Bagdad.

Quanto ao meridiano dos tempos que divide a idade das cavernas em que as mulheres eram consideradas florzinhas, gatinhas, entidades meramente vegetais ou penugentas, da idade do progresso pedrosoniano em que as mulheres se tornaram supra-humanas imunes ao abandono e solidão (embora susceptíveis à "kriptonite" que é alguém poder dizer que há mulheres sozinhas e abandonadas, o que as catapulta para os tempos de opressão e inferioridade, lembram-se?), o texto de Pedrosa não ajudará a encontrá-lo. São demasiadas piruetas.

Quanto trata de atacar quem ajuda mulheres a não abortar e vê nesta lei um atentado à dignidade da mulher por a empurrar para o aborto, Pedrosa levanta o espantalho:

ninguém no seu perfeito juízo pode acreditar que um brutamontes qualquer arraste a mulher (ou a filha, ou a amante) pelos cabelos para o centro de saúde.

Eis então a razão para não ser aceitável que se diga, ou sequer pense, que há mulheres sozinhas, desprotegidas, abandonadas ou pressionadas para abortar. Se ninguém arrasta mulheres pelos cabelos até aos centros de abortamento, muita sorte têm elas e motivos nenhuns para se queixarem, pedirem ajuda ou denunciarem situações de que há mulheres abandonadas, sozinhas e desprotegidas na gravidez. É irrelevante que legalmente seja viável o objectivo dos maridos, namorados, pais, famílias, amigos ou patrões de mulheres grávidas que as pressionam para o aborto.

Uma gravidez pode ser difícil de aceitar para uma mulher. O estado legalizou e financia abortos. Mas se ninguém as arrasta pelos cabelos para abortar; de modo algum se pode dizer que tornar o aborto fácil é empurrar mulheres desamparadas para o aborto. Até porque no mundo pedrosianano não existem mulheres desamparadas!

Inês Pedrosa contrapõe este cenário maravilhoso em que já ninguém arrasta mulheres pelos cabelos para abortar, ao contrário do que podia fazer, em total impunidade, quando se tratava de a levar para a abortadeira clandestina. E assim temos que, para além de despenalizar o aborto até às dez semanas, liberalizá-lo e meter todos os contribuintes a pagá-lo, a lei do aborto serviu também para punir os homens que arrastam mulheres pelos cabelos para abortar. Claro, a ser verdade que antes da lei se podia cometer em TOTAL IMPUNIDADE tal acto, como nos quer fazer crer Pedrosa...

Estaria aqui encontrado o referencial do antes e o depois da libertação da mulher, a lei do aborto:

Antes - Mulheres arrastadas pelos cabelos até às abortadeiras clandestinas em total impunidade;

Depois- Nenhuma mulher desprotegida. Garantia absolutamente fiável de Inês Pedrosa:

Nenhuma mulher interrompe uma gravidez por ordem de outrem - nem as que levam pancada durante toda a gravidez.

O problema é que esta absoluta autonomia e libertação da mulher que supostamente se deu depois da lei do aborto, é uma realidade descrita como havendo mulheres que ainda levam pancada e onde há homens que proíbem as mulheres de tomar a pílula, para não serem "galdérias" e que se recusam a usar preservativo porque entendem que as mulheres estão ao seu serviço.

Segundo a brilhante Inês Pedrosa, tudo isso ainda é feito contra as mulheres, mas quando se trata de abortar, a mulher só o faz se quiser. Na sua perspectiva, ninguém vê mulheres na rua a serem arrastadas pelos cabelos para abortar. Apenas há mulheres que até levam pancada durante a gravidez e cujos corpos são utilizados como propriedade dos maridos e companheiros. Então, achar que alguma mulher pode abortar pressionada ou contra a sua vontade, não faz obviamente qualquer sentido. O pensamento de Pedrosa faz, se tivermos fumado coisas maradas em dose apropriada.

Se, de facto, NENHUMA mulher interrompe uma gravidez por ordem de outrem, como haveria a possibilidade inversa de alguma mulher levar uma gravidez até ao fim por ordem de outrem, motivando Inês Pedrosa a alertar para o suposto perigo de que os críticos da lei do aborto querem um médico, um padre ou um marido a decidir pela mulher?

Decidir pela mulher? Influenciá-la em questões de aborto? Segundo Inês Pedrosa, isso simplesmente não existe. É uma impossibilidade. Até para as que levam pancada durante a gravidez...

Na sua ideia há então mulheres desprotegidas em relação aos malvados defensores da vida intra-uterina, que estão desejosos de decidir pelas grávidas. E para proteger essas mulheres, temos a justiceira Inês Pedrosa com esta magnífica crónica. Pela lógica anteriormente invocada, temos de concluir que ela está a tratar essas mulheres como vegetais, a catapultá-las para tempos machistas, não é?

Dizer que há grávidas desprotegidas e empurradas para o aborto é fazer um retrocesso aos tempos da mulher vegetal. Nenhuma mulher aborta por vontade ou influência alheia. Mas depois parece que há a possibilidade de mulheres serem influenciadas a não abortar por médicos, padres e maridos. Aqui as mulheres já voltam a condição de possíveis desprotegidas e influenciáveis. É preciso defendê-las dos que querem decidir por elas. Com leis abortistas que garantam o direito a matar bebés e crónicas à Inês Pedrosa que denunciem as ameaças a favor da vida que pairam sobre as mulheres grávidas.

Afirma esta senhora que os números de aborto, sempre crescentes após a aprovação da lei, são apenas um argumento das almas dedicadas a governar a vida alheia.É curiosa a expressão sobre o governo da vida alheia, não constasse nesta mesma crónica o sábio conselho "abram revistas cor-de-rosa", que demonstra quais são as referências bibliográficas de Pedrosa na séria questão do aborto. Deve ser por isso que confunde números com argumentos. Números são dados, não "argumentos", e os desvalorizados pela cronista são oficiais. Os abortos aumentaram sempre desde a aprovação da lei. A própria Inês Pedrosa sabe-o, pois escreve:

"A mim, esse crescimento dá-me satisfação, significa que o aborto clandestino está a desaparecer."

Se se alargar o limite do aborto até aos nove meses, continuando pago com os impostos que supostamente seriam para cuidados de saúde, garanto à senhora Pedrosa que o número clandestino de abortos desaparecerá completamente e a sua satisfação será plena. Infelizmente, iria, aliás, já foi por água abaixo o argumento dos pró-direito a matar vida humana de que a nova lei serviria para baixar o número total de abortos. À satisfeita com o crescimento do aborto garanto que o mesmo método pode ser tomado para a satisfazer com a diminuição dos restantes tipos de homicídio, roubo e até abuso sexual de menores. Os clandestinos, claro.

O texto de Inês Pedrosa enoja. Se Isilda Pegado escreveu que 19 mil abortos anuais correspondem ao número de crianças que Portugal precisava que nascessem anualmente para combater o envelhecimento, disse uma verdade. Mas Pedrosa chama a isto delírio porque as gravidezes interrompidas não deixariam de existir se não houvesse a lei. Ora, dando a profecia como certa ( para além de revistas cor-de-rosa, também deve perceber de astrologia), mais 19 mil nascimentos por ano em Portugal continuariam a ser necessários para combater o envelhecimento, quer esses nascimentos tenham sido abortados clandestinamente quer o tenham sido pelo método que provoca satisfação a Pedrosa. A tragédia moral e demográfica é a mesma, matem-se 19 mil bebés por ano com ou sem autorização legal.

Além de que o aumento de ano para ano, após o ano da aprovação da lei, demonstra a mentira de que tudo se resume a uma transferência de aborto clandestino para aborto legal. O mínimo conhecimento da natureza humana também. Como se pode levar a sério a idiotice de que a legalização de um acto anteriormente considerado crime, apenas incentiva a fazê-lo os que já estivessem decididos a executá-lo em desobediência à lei? Se esta tese vale para o aborto, teria de valer para tudo o resto. Acreditará realmente Inês Pedrosa que despenalizando-se totalmente o homícidio, roubo, tráfico de droga ou violação sexual, só continuarão a prevaricar os que já hoje são assassinos, ladrões, traficantes e predadores sexuais; e que nenhum novo praticante dessas modalidades se juntará aos respectivos clubes?

Em caso afirmativo, então que proponha a abolição do código penal que só nos faz perder tempo. Para quê punir e dissuadir, se o número de crimes é constante e inevitável? Que seja burra à vontade, mas pelo menos coerente com a sua fé na intrínseca bondade humana.

Termina Pedrosa a sua confissão de imbecilidade com mais um ataque dirigido aos que, ao contrário dela, não se sentem satisfeitos com o crescimento de abortos em Portugal:

"A única resposta que se lhes pode dar é esta: arranjem uma vida. Só custa no princípio."

Sim, esta desgraçada e repugnante criatura chamada Inês Pedrosa tem razão. Em Portugal, os inocentes e indefesos em princípio de vida têm mesmo dificuldade em prossegui-la. O Estado não os protege. Mais de sessenta mil bebés foram assassinados desde a aprovação de lei de 2007. Satisfeitos?

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