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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto

1952 - 2011




Aborto, lei e factos

«A nossa prática tem sido a de discutir os efeitos e as consequências dos fenómenos que vão ocorrendo nas sociedades sem qualquer valoração das respectivas causas, que permanecem ocultas ou num limbo. Como é da nossa natureza acreditar que compete ao legislador resolver essas questões. Liberalizar tornou- -se uma palavra de ordem e a invenção de uma agenda fracturante permitiu remeter para a via legislativa problemas incómodos e transformá-los em delirantes bandeiras ideológicas. Uma receita culturalmente manhosa para a dimensão das questões.

Eram já conhecidos indicadores preocupantes no que se refere ao aborto após a aprovação da lei, mas ficámos agora a saber, pela voz do presidente do Conselho Nacional de Ética, que os resultados vão no sentido oposto do que foi propagado pelos que promoveram a liberalização e viabilizaram a lei: 50% das mulheres que fazem aborto faltam à consulta de planeamento familiar obrigatória 15 dias depois; há mulheres que fazem, no Serviço Nacional de Saúde, dois ou três abortos por ano; o número de abortos aumentou de 12 mil para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.

São os riscos de legislar num clima de contenda ideológica sobre questões que têm a ver com a vida e a morte, com o respeito e a dignidade, com a responsabilidade individual e colectiva, com princípios básicos de civilização. Este núcleo duro foi e é o âmago da questão e não devia ser varrido por argumentários que parecem ignorar o essencial da condição humana e o valor das vítimas, de todas as vítimas do aborto.
É também um exemplo de má fé legislativa: os adeptos do "sim" sabiam que esta lei não iria resolver nada e, pelo contrário, agravaria a situação. Ninguém com um mínimo de conhecimento da realidade, das causas que estão na origem do aborto, da heterogeneidade das situações, da desigualdade das condições podia, de boa-fé, acreditar na bondade da lei. Aceitaram-se como bons dados forjados, ouviram-se peritos escolhidos à la carte, criou-se um discurso ditatorial, explorou-se a compaixão das pessoas e apagou--se o histórico.

Volto por isso ao ponto onde sempre estive, com as mesmas preocupações que sempre senti e que agora parecem ser partilhadas pelo presidente da Comissão Nacional de Ética. Uma lei que liberaliza, que consagra o aborto a pedido sem necessidade de qualquer justificação, é uma lei que institui a violência pela consagração de medidas desproporcionais e banaliza um acto que, em qualquer circunstância, é sempre de extrema gravidade. Criou-se nesta, como em outras questões éticas, uma cultura desumana assente na exaltação do egoísmo e da irresponsabilidade: da mulher em relação a si própria, em relação a um terceiro cujo direito a nascer é preterido ao menor capricho, em relação à sociedade em geral que não se revê num desmazelo militante cuja factura não quer pagar, em relação aos profissionais de saúde que abraçaram uma vocação assente em valores que estes actos violentam, e que estão na primeira linha de um SNS de recursos escassos e necessidades crescentes.

E, tal como então previmos, confirma-se agora uma perversidade adicional desta lei que funcionou como analgésico das más consciências públicas e privadas quanto às causas do aborto que merecem ponderação: o combate à pobreza das mulheres, a criação de meios efectivos para orientar, informar e criar alternativas, apoios à maternidade, um planeamento familiar eficaz e acessível.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Ética é preciso coragem para rever aspectos negativos da actual lei. Que coragem e para quê? Para pôr de lado hipocrisias e oportunismos políticos e corrigir uma lei profundamente atingida por equívocos? Ou bastará a pequena coragem do remendo legislativo que dissolva a incomodidade das evidências e devolva a todos uma benévola sonolência? »

Maria José Nogueira Pinto,1 Julho de 2010



domingo, 3 de julho de 2011

Militante ateu PZ Myers sobre o aborto

Outro militante ateu que nos dá a sua opinião nacional-socialista do que é um ser humano.
“Eu já retirei bocados de cérebro de dentro de baldes. Já contei dentritos [ramificações da célula nervosa] em fatias cortadas de cérebros de bebés mortos. Queres que eu recue [da posição pró-aborto] ao tentar inspirar a repulsa em mim com fotos de bebés mortos?

Olho para elas firmemente e só vejo carne. E a carne não me assusta.”

Paul Z. Myers, professor de Biologia e militante ateu nas horas vagas
Palavras para quê? A maldade que vai na alma deste homem é notória. Segundo o militante ateu PZ Myers, a foto em baixo é "só carne".

São pessoas com esta mentalidade doentia que não só lutam contra o "mal" do Cristianismo, como também almejam ter controle *total* da sociedade de modo a poder ditar aos filhos dos outros o que *eles* acham ser o melhor comportamento sexual.
Vêr também: - Neo-Ateísmo e o Respeito pela Vida

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ignorância conveniente

O aborto é terminar a vida dum ser humano indefeso e inocente, mas um dos argumentos usado pelos defensores da matança de bebés é o de "não se saber quando começa" a vida humana. Supostamente, como "não se sabe", todos aqueles que são contra a matança de bebés podem até estar a conferir direitos humanos a aquilo que (segundo os aborcionistas) ainda não é humano.

Mas esta posição é ridícula a vários níveis. Primeiro, como já mostrou o Jairo neste post, há formas de se saber que o ser que está no ventre materno é humano:

Biologia:

  • Não há ser mais ou menos humano do que outro. Ou se é humano, ou não se é humano. Humanidade não se adquire com tempo ou nutrição, ela é inata. Quem não é humano, não se tornará humano jamais, por mais tempo que passe e por mais nutrido que seja.

Mas vamos assumir que, contrariamente ao que os dados mostram, "não sabemos" se o ser é um ser humano ou não. Qual seria o passo lógico a tomar em relação ao aborto? Para ilustrar melhor este ponto, deixo aqui dois exemplos ditos por amigo do Facebook.



Mesmo que não se saiba se o feto é ou não humano, é sempre mais seguro agir segundo a posição de que é humano. Kreeft usou um exemplo da caça:

Imaginem que vocês estão a caçar e de repente notam alguns movimentos no arbusto alguns metros à frente. Vocês sabem que há outros caçadores nesta mata mas não sabem se o que está nos arbustos é um ser humano, um animal ou só o mover causado pelo vento. Qual é o passo mais seguro?

Se tu arriscas e disparas, podes ser acusado de negligência criminosa porque não sabias quem estava lá. Poderia ser uma pessoa, mas tu atiraste para matar.

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Agora imagina que vais a conduzir durante à noite e notas um conjunto de roupas no meio da estrada. Parece que se move e pode ser só o vento, mas também pode ser um sem-abrigo bêbado ou um tóxico dependente desmaiado e deitado no caminho. Donde tu estás não consegues ter a certeza. Qual é a melhor opção? O que é que dirias?

Bem, não deve ser nada. Vou mas é acelerar e passar por cima do que eu penso ser um conjunto de roupas e nada mais.
Neste exemplo, bem como no primeiro, é sempre melhor assumir que se trata dum ser humano (mesmo que não tenhamos forma de confirmar do lugar onde estamos) porque se adoptarmos a posição de que não é um ser humano e errarmos, as consequências são bem mais graves.

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As aborcionistas, por outro lado, alegam que "não sabem" se é um ser humano, no entanto operam segundo a posição de que não é um ser humano. Das três uma:

  • Ou elas conscientemente sabem que é um ser humano, e mesmo assim suportam a sua matança - isto torna-as em assassinas premeditas;
  • Elas verdadeiramente não sabem se é ou não um ser humano - neste caso tem que explicar o porquê de operar segundo uma via que mata aquele que pode ser humano. (Se não sabem se é ou não um ser humano, o mais seguro é suspender a matança até que se saiba.)
  • Elas acreditam que não é um ser humano mas mentem quando dizem que "não sabem".

Estou mais inclinado a acreditar que as feministas assumem que o feto não é um ser humano, e como tal, para elas não há mal em matar o bebé. Aliás, algumas feministas tem sido vocais em afirmar que o bebé não é humano. Se esta é sua posição, então é o seu dever oferecer algum tipo de argumento que suporte a noção de matar um feto não é matar um ser humano.

Até lá, o mais ético e moralmente correcto é terminar com a matança.




  • "Se o ovo fertilizado não é nele mesmo humano, então nunca se poderia tornar num humano porque nada mais é acrescentado a ele [até nascer]"
(Jérôme Lejeune, geneticista, e responsável pela descoberta do síndrome de Down)

  • "É cientificamente correcto afirmar que vida humana individual inicia no momento da concepção."
(Dr. M. Matthew Roth, Universidade Médica de Harvard)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A dignidade do ser humano não depende da forma como foi concebido

  • “A pessoa tem um valor intrínseco, uma dignidade pelo simples fato de ser pessoa. A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil (art. 1º, III, CF.

    Assim, o que importa não é saber se o número global de abortos vai diminuir através de sua ‘legalização’. O que importa é saber se este indivíduo humano no ventre desta mulher estará ou não protegido se o aborto for ‘regularizado’”.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz (formado em direito e reconhecido líder pró-vida católico)

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