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terça-feira, 15 de março de 2011

Joseph Maraachli, salvo das garras dos infanticidas

Texto de Bernardo Motta, publicado no blogue Espectadores:

Libertaram o bebé Joseph!

Após uma luta de duas semanas com o "staff" do London Health Sciences Centre, em Ontário (Canadá), os pais do bebé Joseph Maraachli, com a ajuda do movimento Priests for Life, conseguiram que o maldito hospital deixasse sair a criança. O dito hospital considerava que a alimentação artificial de que o bebé necessita era um tratamento "fútil", considerando que a esperança de vida da criança é curta e que ela não sobrevive sem alimentação.

O "plano" destes facínoras consistia em deixar morrer o bebé Joseph à fome, negando-lhe a alimentação artificial, numa repetição do crime contra Terry Schiavo. Desta vez, não levaram a melhor. Após uma mega-campanha de "mailing" promovida pelo "Priests for Life", que resultou na inundação das caixas de correio do London Health Sciences Centre com mensagens vindas de todo o mundo, eles lá cederam, e deixaram sair a criança.

O bebé voou ontem à noite para os Estados Unidos num voo "charter" pago pelo "Priests for Life", para ser internado no hospital católico Cardinal Glennon Children's Medical Center. Nesse hospital civilizado, é garantido que irão alimentar a criança e que não a deixarão morrer à fome. Nesse hospital civilizado, não se considera "fútil" alimentar um bebé, por muito doente que ele esteja.

Pode-se ler aqui uma descrição da aventura, e aqui estão algumas fotografias da "operação". Aqui, a notícia da Fox News.

Finalmente, o herói do dia, o bebé Joseph:



PS: Uma entrevista da Fox News ao Padre Frank Pavone, do "Priests for Life", feita há uns dias atrás:

sexta-feira, 4 de março de 2011

Abortofilia: Apelo à Ignorância e Feminismo

A seita da lâmina na artéria, por iniciativa de Ana Matos Pires chamou a atenção para um estudo sobre aborto e problemas mentais nas mulheres.

O Bernardo Motta comentou e referiu o aparente cuidado dos autores do estudo para não assumirem a conclusão como moddus tollens, ao escreverem apenas que ele "não sustenta a hipótese de que há um incremento no risco de problemas mentais após um aborto de primeiro trimestre". Por isto, penso que esse estudo nem sequer pode ser considerado científico pois não consta nele nenhuma premissa falseável. Os autores podiam ter escolhido esta:

-Se "problemas mentais", então "contacto com psiquiatra".

O que estaria de acordo com a metodologia seguida, conforme resumida pelo Bernardo:

-Verificar se existia correlação entre um abortamento de primeiro trimestre em mulheres sem registo prévio de problemas mentais, e um subsequente contacto entre essas mulheres e um psiquiatra.

E então a conclusão, à luz dos dados encontrados, teria de ser:

-Não "contacto com psiquiatra", não "problemas mentais".

Ou seja, o aborto nos primeiros três meses, segundo o critério adoptado, ficaria fundamentado como não sendo responsável por problemas mentais nas mulheres. Neste caso, o estudo teria sido científico. E também teria ficado demasiado evidente e fácil de apontar o seu descomunal erro. A premissa falseável implícita não é uma necessidade lógica nem uma afirmação plausível.

Uma coisa é investigar se o aborto causa problemas mentais às mulheres, outra é investigar se as mulheres vão a psiquiatras depois de abortar. É aceitável concluir que as mulheres que procuram psiquiatras têm algum problema de saúde mental, mas não é lógico concluir que SÓ as mulheres que procuram psiquiatras têm problemas de saúde mental, que todas as mulheres com problemas de saúde mental procuram psiquiatras ou que a definição de problema mental seja "contactar um psiquiatra".

Imaginem a mesma técnica fraudulenta aplicada ao problema da obesidade. Estabelecia-se o seguinte:

-Se comer mais do que necessário causa obesidade, as pessoas que comem demais tenderão a procurar nutricionistas.

Encontrava-se então um grupo considerável de pessoas com hábitos alimentares excessivos que nunca tivessem ido a uma consulta da especialidade; e podia concluir-se não haver dados para relacionar alimentação em excesso com aumento de peso?

Se for usado o truque de fechar os olhos às evidências, a coisa é capaz de resultar. Perante comilões, o cientista não os deve fazer subir a uma balança. No caso do aborto, o cientista também não deve aplicar testes/questionários/consultas psiquiátricas a grupos de mulheres que abortaram no primeiro trimeste de gravidez, para verificar se elas tiveram /têm problemas mentais.Em ambos os casos, os métodos já estão condenados a não conseguir demonstrar qualquer correlação.
Se o estudo fosse realmente científico e sério, não só teria uma premissa falseável mas também mais plausível e objectiva ( se aborto provoca problemas mentais, mulheres que abortaram terão em média mais problemas mentais), não faltando o respectivo e necessário grupo de controlo (mulheres que não abortaram). A conclusão do estudo nada diz,

The findind that the incidence rate of psychiatric contact was similar before and after a first-trimester abortion does not support the hypothesys that there is an increased risk of mental disorders after a first-trimester induced abortion

, pois o método escolhido também não suporta a hipótese contrária, a de que não há aumento de risco de disfunções mentais após um aborto no primeiro trimestre. Simplesmente informa como semelhante o contacto que as mulheres têm com psiquiatras, antes e após o aborto. No caso do aborto provocar sérios problemas mentais às mulheres, teríamos até motivos para considerar este dado muito preocupante. Tal como seria preocupante a informação de que pessoas com problemas cardíacos não procuravam especialistas da área.

Mas o defensor da legalização de abortos, como Ana Matos Pires, tranquiliza sempre a sua consciência com esta sub-espécie de argumentum ad ignorantiam.

É assim quando mentem dizendo que ninguém sabe se o feto é um ser humano. O abortista confessa ignorar se o feto é ou não humano, logo admite a possibilidade de ser, ao mesmo tempo que defende convicta e ferozmente o direito de o poder matar.

É assim quando o abortista se tenta convencer que não está provado que o feto possa sentir dor ao ser envenenado, desmembrado, perfurado, esquartejado e/ou aspirado do útero por bomba de vácuo. O defensor da legalização destes métodos tranquiliza-se, não com a certeza de que eles significam a destruição indolor de uma qualquer outra coisa que não um ser humano, mas com a abjecta ideia de que ainda está por provar que o bebé em gestação possa sentir dor quando submetido a tais torturas.
Se estivesse por provar algo tão óbvio, inevitavelmente estaria também por provar que o feto era imune à dor. Nada que preocupe o abortista, que assim admite a possibilidade do aborto ser a horrível e dolorosa morte de um semelhante seu, ao mesmo tempo que festeja a legalização do acto com vivas e aplausos.

A falácia do apelo à ignorância ocorre em duas situaçãos:

-Declarar que algo é falso, alegando não se ter provado que seja verdadeiro.
-Declarar que algo é verdadeiro, alegando não se ter provado que seja falso.

A retórica abortista usa sempre esta falácia, de maneira disfarçada, no plano da legitimação moral e legal. Declara-se o aborto permitido, alegando, por fingimento, não se ter demonstrado algo que o tornasse eticamente inadmissível. Ora, mesmo que assim fosse, qualquer acto só pode ser permitido caso se prove não existir coisa alguma que o torne eticamente inadmissível.

Nesta questão do estudo sobre a correlação entre aborto e problemas mentais da mulher, temos a mesma estratégia: assobia-se para o lado e adormece-se a consciência dizendo que não está provado que abortar aumente os riscos de problemas mentais para as mulheres.

Embora seja chocante a consideração que esta gente tem pelas mulheres, o ponto mais importante é o estudo ser totalmente irrelevante e alheio à discussão da legitimidade do aborto. Mesmo que, por hipótese, se provasse a impossibilidade absoluta do aborto poder causar qualquer problema de saúde mental ou física à mulher; o aborto continuaria a provocar aquilo que provoca: o criminoso massacre do inocente e indefeso, às mãos do mais forte.

Ana Matos Pires até podia estar 100% certa quando refere a possibilidade de benefícios mentais para a mulher que aborta ( "alívio, eutimia e normalização da reactividade emocional"). Digo mais, a felicidade até podia ser condição sine qua non e directa de TODAS as mulheres que realizassem abortos. O acto continuaria a ser aquilo que é: a morte injusta de um bebé humano.

Ao contrário do Bernardo Motta, não digo que seja mentira esta teoria da possibilidade de benefícios mentais para as mulheres que abortam. Basta recordar certas mulheres a festejarem a legalização do aborto numa determinada noite de 2007 para ficar evidente que esta prática pode provocar não só alívio, mas também alegria, regozijo e felicidade.
A concretização do desejo de matar alguém considerado incómodo, pode muito bem corresponder à eliminação de ansiedade. Por exemplo, não me admiro se certos assassinos, hoje presos e impedidos de exercer a "profissão", estejam nessa condição mais deprimidos e psiquicamente debilitados do que nos dias em que tiveram liberdade para saborear o gosto de destruir as suas vítimas.

Não digo que não existam muitas mulheres que abortem por ignorância; confusas, pressionadas, intimidadas e desesperadas. Mas não tenho elementos que me permitam generalizar essas características para todas, nem para a maioria das mulheres que decidem matar os filhos que geraram no ventre.
O facto é a que a natureza humana tende livremente para a maldade: legalizando-se o aborto, mais abortos acontecem. Se alguém duvida, pergunte aos responsáveis de qualquer clínica de abortos se eles se estabelecem nos países que legalizam a matança, com a perspectiva de obterem prejuízos.
É certo que uma das razões para ser contra o aborto pode passar também pela defesa da dignidade e saúde das mulheres. Mas não podemos tornar as mulheres adultas a referência da discussão, porque não são elas as envenenadas, esquartejadas e esmagadas nas clínicas e hospitais da morte.
Quem defende a legalização de abortos, tem a responsabilidade moral de justificar o acto. E o acto de que estamos a falar é cometido premeditamente contra um bebé, com o objectivo de o matar. É sobre isto que o abortista tem de se justificar e prestar contas, em vez de alegar que não está provado que o acto cause dano psiquíco indirecto à mãe.

Nenhuma mulher aborta por qualquer razão?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Direito de Matar Inocentes

Citação de Bernardo Motta, retirada do blogue Espectadores:

"
Em 2007, por altura do referendo, despendi algum tempo e esforço na elaboração de um argumentário contra o pretenso direito a abortar. (...) Passados estes anos, chego à conclusão de que argumentários deste tipo de pouco valem. E sobretudo porque o outro lado da barricada, onde se encontram os defensores do pretenso direito a abortar, não quer um debate ético e racional sobre o tema "aborto". Eles querem que se possa abortar. Ponto final. Porque querem sexo livre, e às vezes a contracepção falha, e há que abortar. Faz tudo parte de um mesmo esquema maquiavélico: educação sexual para promover a promiscuidade, contracepção para promover a promiscuidade, aborto para resolver as falhas da contracepção. É uma indústria e ao mesmo tempo uma ideologia. Para esta gente, o nosso tempo gasto em argumentários é tempo desperdiçado. Quando muito, os argumentários serão úteis para quem, honestamente, tem dúvidas sobre a matéria. Os defensores do pretenso "direito" ao aborto não têm dúvidas. Muito menos honestas.

Hoje em dia, e passados três anos de aborto livre em Portugal, e sabe-se lá quantas facturas da Yolanda passadas ao Estado Português (que tem que pagar a "clínicas" privadas para que estas o ajudem a matar portugueses), o negócio prospera. Com o aumento evidente do número de casos de aborto, fica patente como o aborto "legal" está longe de ser uma excepção, ou mesmo uma pretensa solução para o aborto clandestino. Além de que abortar é matar um ser humano. E é, realmente, secundário se o matamos clandestinamente ou "legalmente". A subtil distinção tem, mais uma vez, laivos de Terceiro Reich.

Desde a promulgação desta lei criminosa e assassina o aborto aumentou.
Mataram-se, "legalmente", e "por opção da mulher", 53.682 portugueses. Gente que, de outra forma, teria nascido. Gente que já teria hoje direito ao seu moderno "Cartão de Cidadão". Gente que teria um nome. Uma vida.

A única reacção natural, racional, lógica, estruturada, e bem formada a esta lei hedionda é a reacção de nojo. De asco. De repulsa. De vómito. De náusea. Em Portugal, e desde Julho de 2007, mataram-se mais de 50.000 bebés portugueses, quer em hospitais públicos, quer em clínicas privadas subsidiadas pelo Estado Português. Sim, senhor contribuinte, eu e o senhor, com os nossos impostos, ajudámos a matar uma destas crianças. Sim, senhora contribuinte, eu e a senhora, com os nossos impostos, ajudámos a matar uma destas crianças. Uma percentagem pequena do total, este nosso contributo, mas ajudámos ao total...

Felizmente para os "profissionais" da vampiresca indústria do aborto, a maioria destes crimes é perpetrada pela via do aborto químico, algo que deixa um rastro de pequenas dimensões (dada a tenra idade do ser humano em questão), sendo portanto um tipo de crime cujo efeito material é facilmente negligenciado pela sociedade... O pior rastro, esse, fica na consciência da mãe que matou o seu filho. "

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